Petróleo em mínimos, ouro a recuar: os mercados respiram
Wall Street recupera com o crude a cair para perto dos 70 dólares e o ouro a aliviar dos máximos. Menos medo do petróleo, menos medo da inflação.
Dia mais calmo em Wall Street, e o sossego veio do sítio do costume: o petróleo. O barril de crude (WTI) deslizou para perto dos 70 dólares — o valor mais baixo desde o início de março. Com o estreito de Ormuz a acalmar, o medo de uma rutura no fornecimento esvaziou-se, e quando o petróleo baixa, baixa também o fantasma da inflação.
As bolsas agradeceram. O Dow Jones e o Nasdaq subiram, com a maioria dos setores em verde, à boleia da indústria e do consumo. Curiosamente, o ouro — o refúgio dos nervosos — recuou mais de 3%, para perto dos 4.000 dólares por onça. Quando o mundo parece menos assustador, o metal precioso perde brilho.
O que vem aí
Os olhos estão postos nos resultados da Micron, a fabricante de chips de memória, vista como um termómetro da fome de inteligência artificial. E paira sempre a sombra do Fed: o banco central americano sinalizou que a inflação ainda está alta demais, por isso ninguém está à espera de cortes de juros tão cedo. Para o bolso em Portugal, a parte que conta é o petróleo — menos custo no barril hoje costuma traduzir-se em alívio na bomba mais à frente.
Imagem ilustrativa · Foto: Robert Lens / Pexels