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Gráfico de barras: 295 dias desde que o visto de procura de trabalho qualificado foi criado, contra os 120 dias que ele duraria
Imigração 14 de agosto de 2026

O visto de procura de trabalho qualificado existe desde outubro. Quase dez meses depois, continua sem se poder pedir

A Lei n.º 61/2025 suspendeu o antigo visto de procura de trabalho e criou um novo, restrito a quadros qualificados, dependente de portaria conjunta de quatro ministérios. Essa portaria continua por publicar, e sem ela não há candidaturas.

A 23 de outubro de 2025, o dia em que a nova lei de estrangeiros entrou em vigor, os consulados portugueses deixaram de aceitar pedidos de visto de procura de trabalho. Aquela categoria — a que permitia entrar em Portugal com 120 dias para encontrar emprego — desapareceu nos termos em que existia.

No lugar dela, a Lei n.º 61/2025 criou outra: um visto de procura de trabalho reservado a quem tem competências técnicas especializadas ou vai exercer uma atividade altamente qualificada. Válido só em território português, concedido por 120 dias e prorrogável por mais 60. No papel, é uma porta mais estreita mas ainda assim uma porta.

Passaram 295 dias. Ninguém entrou por ela. O regime só arranca quando for publicada uma portaria conjunta dos ministérios responsáveis pelos negócios estrangeiros, migrações, educação e trabalho, e essa portaria ainda não saiu. Até lá não há formulário, não há taxa, não há marcação. Há uma categoria legal a existir no vazio.

O que isto significa na prática

Para quem está lá fora a olhar para Portugal, a consequência é simples e pouco confortável: neste momento não existe nenhuma via de entrada para procurar emprego cá. Quem quer trabalhar em Portugal tem de chegar com contrato ou promessa de contrato já assinada, o que empurra todo o esforço para o lado do empregador — e é por isso que o processo do visto de trabalho passou a começar com um email da empresa.

Para as empresas, o efeito é o inverso do que a lei diz querer. O visto qualificado foi desenhado para atrair engenheiros, médicos, quadros de tecnologia. Enquanto a portaria não sair, o país está a captar esse perfil exatamente com as mesmas ferramentas que tinha antes, sem a peça nova.

O calendário que ninguém publicou

Não há data anunciada. É a diferença entre uma lei em vigor e uma lei aplicável, e é uma distinção que custa meses a quem está do outro lado do balcão. Quando fizemos o ponto da situação deste visto em julho, a resposta era a mesma: aguardava regulamentação. Cinco semanas depois, continua a aguardar, e a contagem já vai em 295 dias.

Vale a pena guardar a nuance para quem estiver a ler promessas de agências: enquanto a portaria não for publicada em Diário da República, qualquer serviço que ofereça tratar deste visto está a vender uma coisa que ainda não se pode pedir.

Por Juliana Castilho

Infografia: Tugadaily · dados Lei n.º 61/2025

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Imigração 2 de agosto de 2026

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Autocarro amarelo da Carris Metropolitana numa rua residencial da área metropolitana de Lisboa
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Imigração 1 de agosto de 2026

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Pedir o certificado de registo criminal em Portugal custa 5 euros pela internet, é válido 90 dias e há um formulário próprio para quem vive no estrangeiro. Guia com custos, canais e prazos.

Custa 5 euros, pede-se online no portal do registo criminal e o documento é válido 90 dias a contar da data de emissão. Pronto — é essa a resposta que a maior parte das pessoas anda a procurar, e é por isso que ela vem primeiro. O resto deste guia é para os pormenores que costumam estragar o pedido: em que casos é preciso, como se faz se não tiver Chave Móvel Digital, o que muda se estiver fora do país, e porque é que o certificado português quase nunca…

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