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Fachada do Palácio Ratton, em Lisboa, sede do Tribunal Constitucional
Imigração 28 de julho de 2026

Os investidores do visto gold querem a lei da nacionalidade no Constitucional e ameaçam ir a tribunal em setembro

Um grupo de 1.260 investidores com visto gold entregou uma queixa coletiva à Provedoria de Justiça e pede que a nova lei da nacionalidade seja enviada para o Tribunal Constitucional. Se nada mudar, avançam com uma ação em setembro.

Quem investiu em Portugal a contar com cinco anos até ao passaporte está agora a contar dez, e há 1.260 pessoas que decidiram não engolir a mudança caladas.

O que é que os investidores do visto gold estão a pedir?

O grupo entregou uma queixa coletiva na Provedoria de Justiça e quer reunir-se em breve com a nova provedora, Luísa Neto. O pedido tem duas pernas. A primeira é que a Provedoria peça ao Tribunal Constitucional para avaliar a nova lei da nacionalidade. A segunda é mais prática: um regime transitório que conte o prazo a partir do momento em que o pedido foi entregue, e não a partir do dia em que o Estado se lembrou de emitir o título de residência.

Se não houver resposta até setembro, a intenção é avançar para tribunal, numa ação que os advogados dizem poder juntar cerca de 2.000 investidores. A AGPC, uma das sociedades que os representa, já disse que o processo está pronto a entrar.

Porque é que a nova lei da nacionalidade mexeu tanto com quem tem visto gold?

Porque duplicou o tempo de espera — de cinco para dez anos de residência para estrangeiros de países terceiros — e, sobretudo, porque mudou o dia em que o relógio começa a andar. Antes contava-se desde a entrega do pedido de residência; agora só conta a partir da emissão do título. Quem esperou dois, três ou quatro anos numa fila da AIMA vê esse tempo simplesmente desaparecer da contagem.

Curiosamente, o programa de vistos gold em si não foi alterado: continua a dar residência a quem investe. Mudou aquilo que muitos investidores tinham como destino final, que era a cidadania, e é aí que mora o litígio. Já tínhamos explicado como ficam os prazos com a nova lei da nacionalidade, e o Governo continua sem publicar o regulamento que falta.

E qual é a hipótese de isto dar em alguma coisa?

Ninguém sabe, e é honesto dizê-lo. A Provedoria pode recusar levar o caso ao Constitucional, e o Estado pode simplesmente esperar pela ação judicial. O argumento dos investidores é o da confiança: mudaram-se as regras a meio do jogo para quem já tinha entrado nele. O argumento do lado de lá é que ninguém tem direito adquirido a uma lei que não muda. A queixa e o estado do processo podem ser acompanhados junto da Provedoria de Justiça.

Por Juliana Castilho

Imagem: Novo Liceu / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Loja do Cidadão, onde funcionam balcões de atendimento da AIMA
Imigração 28 de julho de 2026

AIMA em acompanhamento: prazos, backlog e novidades

Acompanhamento contínuo da AIMA — backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Atualizado a cada novidade.

Se está a tratar de residência ou nacionalidade, esta é a página para guardar nos favoritos. Em vez de um artigo por cada anúncio, reunimos aqui o essencial da AIMA: backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Para as regras da cidadania, veja a nova lei da nacionalidade. A informação oficial está na AIMA. A força-tarefa de juízes criada para desatar o nó dos processos contra a AIMA já despachou 22.436 casos em…

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Balcões de atendimento da Conservatória dos Registos Centrais, em Lisboa, onde correm os processos de nacionalidade
Imigração 26 de julho de 2026

A nova lei da nacionalidade ainda não tem regulamento, e o Governo só tem prazo até 16 de agosto

A Lei Orgânica 1/2026 deu ao Governo 90 dias para atualizar o Regulamento da Nacionalidade Portuguesa. O prazo termina a 16 de agosto de 2026 — e é o regulamento que define papéis, provas e formulários.

O Governo tem até 16 de agosto de 2026 para atualizar o Regulamento da Nacionalidade Portuguesa. É esse o prazo de 90 dias fixado na própria lei que mudou tudo — e, até lá, quem tem um pedido de nacionalidade em mãos vive num intervalo estranho: as regras novas já valem, mas o documento que explica como as cumprir ainda é o antigo. 16 de agosto de 2026. A Lei Orgânica n.º 1/2026 foi publicada a 18 de maio, entrou em vigor no dia seguinte, e o seu artigo…

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O edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas
Imigração 25 de julho de 2026

Uma ordem de regresso emitida em Espanha já pode ser executada em Portugal

O novo regulamento europeu de regresso cria uma Ordem Europeia de Regresso inscrita no Sistema de Informação de Schengen. Explicamos o que muda para quem vive na UE.

A resposta curta é: vai poder, e ainda não é automático. O novo regulamento europeu de regresso cria as condições para que uma decisão emitida num Estado-membro seja reconhecida e executada noutro, sem recomeçar o processo do zero. Mas o reconhecimento só se torna obrigatório depois de a Comissão Europeia verificar, até 1 de julho de 2027, se os Estados-membros têm mecanismos para o fazer, e adotar a decisão de execução que o imponha. É uma decisão de…

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Edifício do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria
Imigração 25 de julho de 2026

Já vai poder processar a AIMA no tribunal da sua zona, e não só em Lisboa

O Governo aprovou juízos especializados em imigração e o fim da concentração dos processos contra a AIMA no tribunal de Lisboa. Explicamos o que muda e quando.

Quem vive em Faro e tem um processo parado contra a AIMA continua, hoje, a depender de um tribunal em Lisboa. Isso está prestes a mudar: o Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira uma reforma da justiça administrativa e fiscal que cria juízos especializados em imigração e proteção internacional e acaba com a concentração destas ações no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa. A regra passa a ser simples: o processo segue para o tribunal…

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Página interior de um passaporte português
Imigração 23 de julho de 2026

A AIMA já deixa pedir a residência permanente online, sem marcação presencial

Desde 1 de julho de 2026, a AIMA permite pedir e renovar cartões e certificados de residência permanente pelo Portal das Renovações. Quem pode e como se faz.

Boas notícias para quem já perdeu uma manhã à espera numa loja da AIMA: desde 1 de julho de 2026 é possível tratar da residência permanente sem sair de casa. A agência abriu no Portal das Renovações o pedido de certificados e cartões de residência permanente, e a marcação presencial deixa de ser o único caminho. Passa a poder pedir online a emissão do certificado de residência permanente de cidadão da União Europeia e do cartão de residência permanente…

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Fachada da sede da Polícia Judiciária, em Lisboa
Imigração 20 de julho de 2026

Candidatos aos vistos gold perderam 1,2 milhões às mãos do próprio advogado — a PJ deteve-o

Um advogado de 58 anos foi detido em Odivelas por desviar cerca de 1,2 milhões de euros a pelo menos 33 clientes estrangeiros candidatos aos vistos gold.

A pessoa contratada para proteger o processo era quem estava a esvaziá-lo. A Polícia Judiciária deteve em Odivelas um advogado de 58 anos suspeito de desviar cerca de 1,2 milhões de euros a clientes estrangeiros que lhe confiaram os pedidos de autorização de residência para investimento — os chamados vistos gold. Há pelo menos 33 lesados identificados, muitos deles cidadãos chineses, e a investigação admite que a lista cresça. Da forma mais simples e mais…

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Cão de grande porte junto a caixas de transporte de madeira usadas em viagens de animais
Imigração 20 de julho de 2026

Trazer o cão ou o gato para Portugal? O microchip vem primeiro — e a ordem importa

Para trazer um cão ou gato para Portugal precisa de microchip, vacina da raiva dada depois do chip e, fora da UE, certificado sanitário. O guia completo, passo a passo.

A resposta curta: para entrar em Portugal, o seu cão ou gato precisa de microchip, de uma vacina antirrábica válida dada DEPOIS do microchip, e de documento de viagem — passaporte europeu de animal de companhia se vem da UE, certificado sanitário se vem de fora. A ordem dos passos não é um detalhe burocrático: uma vacina dada antes de o chip estar colocado é considerada inválida, e é precisamente aí que muitos processos morrem na fronteira. Dentro da…

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Moedas de euro espalhadas sobre cartões bancários de várias cores
Imigração 19 de julho de 2026

Abrir conta bancária em Portugal pede três documentos — e há uma conta que custa 5,37 euros por ano

Abrir conta bancária em Portugal exige passaporte ou título de residência, NIF e comprovativo de morada. Não residentes podem abrir conta, e os serviços mínimos bancários custam no máximo 5,37 euros por ano em 2026.

Abrir conta bancária em Portugal é, na prática, uma questão de três documentos: identificação (passaporte ou título de residência), número de contribuinte português (NIF) e um comprovativo de morada. Com isso na pasta, a maioria dos bancos abre-lhe conta no próprio dia — e sim, não residentes também podem. Este guia explica o processo, os custos e a conta barata que muitos balcões se esquecem de mencionar. O pacote base é o mesmo em quase todos os bancos:…

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Edifício da Reitoria da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária
Imigração 18 de julho de 2026

Emigrantes têm vagas próprias no ensino superior — e o prazo especial fecha já a 27 de julho

O contingente prioritário para emigrantes, familiares e lusodescendentes no acesso ao ensino superior tem candidaturas até 27 de julho, antes do fecho geral de 6 de agosto. Saiba quem conta e como funciona.

Se a sua família vive fora de Portugal e há um filho a sonhar com uma universidade portuguesa, o calendário deste ano tem uma armadilha simpática: o prazo do contingente prioritário para emigrantes fecha a 27 de julho — dez dias antes do fecho geral da primeira fase, a 6 de agosto. É uma quota de vagas reservada, dentro do Concurso Nacional de Acesso, para portugueses emigrados, familiares que com eles residam e lusodescendentes — uma forma de garantir…

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Interior do terminal do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto
Imigração 18 de julho de 2026

O ETIAS deve escorregar para 2027 — e a culpa é do caos nas fronteiras

O ETIAS já não deve arrancar em 2026: a eu-LISA admite que o calendário não fecha e Bruxelas recusa comprometer-se com uma data. O que muda para quem viaja para Portugal.

Quem andava a fazer contas ao ETIAS pode desacelerar: a nova autorização de viagem europeia já não deve arrancar este ano. A eu-LISA, a agência que constrói o sistema, admitiu que o lançamento no último trimestre de 2026 deixou de ser viável, e a Comissão Europeia recusa comprometer-se com uma nova data — o que, na prática, empurra o ETIAS para 2027. Oficialmente, o calendário só muda quando Bruxelas o anunciar; até lá, o quarto trimestre de 2026 continua…

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Duas mãos com alianças de casamento
Imigração 17 de julho de 2026

Casar com um português dá mesmo residência e nacionalidade? O que vale em 2026

Casamento ou união de facto com um cidadão português abre caminho à residência (via AIMA) e à nacionalidade ao fim de 3 anos — mas a lei de 2026 apertou as regras. O guia completo.

Sim — casar ou viver em união de facto com um cidadão português continua a ser um dos caminhos mais diretos para a residência legal e, mais tarde, para a nacionalidade. Mas são dois processos diferentes, em duas casas diferentes, e a lei da nacionalidade que entrou em vigor em 2026 tornou o segundo mais exigente. Vamos por partes. O cônjuge ou companheiro estrangeiro de um cidadão português pede a residência através do reagrupamento familiar, tratado na…

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Bandeira do Brasil
Imigração 17 de julho de 2026

O Estatuto de Igualdade dá aos brasileiros quase os mesmos direitos que um português — e pedir é de graça

O Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres permite a brasileiros residentes em Portugal viver com direitos equiparados aos portugueses. Quem pode pedir, como e quanto demora — o guia de 2026.

O Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres permite a qualquer cidadão brasileiro maior de idade, com residência legal em Portugal, viver com direitos e deveres equiparados aos de um português — e o pedido é gratuito. É um dos mecanismos mais generosos da imigração portuguesa e, ainda assim, um dos menos conhecidos: muita gente vive cá anos sem saber que ele existe. A base é o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta entre Portugal e o Brasil, assinado…

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O edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, em Bruxelas
Imigração 17 de julho de 2026

O Cartão Azul UE abre Portugal a quem tem talento — o guia de 2026

O Cartão Azul UE é a autorização de residência para trabalhadores altamente qualificados em Portugal: exige contrato de pelo menos seis meses e salário de 1,5 vezes a média nacional bruta (1,2 em profissões em escassez). Eis como funciona, quem pode pedir e que direitos dá.

O Cartão Azul UE é a autorização de residência europeia para trabalhadores altamente qualificados de fora da União — e, num momento em que Portugal apertou as portas de entrada para trabalho sem contrato, tornou-se uma das vias mais sólidas para profissionais com formação superior ou experiência especializada. A resposta curta: precisa de um contrato (ou promessa de contrato) de pelo menos seis meses para uma atividade altamente qualificada, com salário…

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Bebé a agarrar o dedo de um dos pais
Imigração 16 de julho de 2026

O seu filho nasceu em Portugal — é português? As regras para menores depois da lei de 2026

Desde 19 de maio de 2026, um bebé nascido em Portugal de pais estrangeiros só é português à nascença se um dos pais residir legalmente no país há pelo menos cinco anos. Para os menores já nascidos, a naturalização exige cinco anos de residência do progenitor e frequência escolar.

A resposta curta: nascer em Portugal não chega. Desde 19 de maio de 2026, um bebé filho de pais estrangeiros só é português à nascença se, nesse momento, um dos pais residir legalmente no país há pelo menos cinco anos — o triplo do que a lei anterior pedia nalguns casos, e uma das mudanças com mais impacto da nova lei da nacionalidade. A regra vale para os nascimentos a partir da entrada em vigor da lei. Quem nasceu antes fica abrangido pelo regime que…

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