Sismo na Venezuela: dezenas de portugueses entre vítimas e desaparecidos
A forte série de sismos na Venezuela deixou um rasto de destruição e há comunidade portuguesa entre os mortos e os desaparecidos.
A Venezuela acordou esta semana a contar mortos. Uma série de sismos potentes abalou o país e o número de vítimas não para de subir: mais de 1.400 mortes confirmadas e milhares de feridos, num cenário que as autoridades locais ainda tentam mapear.
Para Portugal, a tragédia tem rosto. A comunidade lusa na Venezuela é uma das mais antigas e numerosas da diáspora, com raízes sobretudo madeirenses, e foi diretamente apanhada pelo desastre. As contas oficiais apontavam, no final de junho, para dezenas de portugueses ainda dados como desaparecidos e várias mortes já confirmadas entre lusodescendentes.
Uma diáspora histórica em sobressalto
Falar de Venezuela em muitas casas portuguesas não é falar de um país distante. É falar de tios, primos, avós que emigraram nas décadas de 1950 e 1960 e construíram ali a vida. Por isso, cada atualização do balanço é seguida com o coração nas mãos por famílias de norte a sul do país.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros ativou o apoio consular e pediu aos portugueses na zona afetada que contactem a embaixada e sinalizem que estão a salvo. Quem tem familiares na Venezuela e está sem notícias deve recorrer aos canais oficiais de emergência consular, divulgados pelo Portal das Comunidades Portuguesas.
A logística no terreno é difícil. Estradas cortadas, comunicações instáveis e hospitais sobrelotados atrasam a identificação das vítimas, o que ajuda a explicar por que os números de desaparecidos continuam a oscilar.
Acompanharemos a evolução do apoio a portugueses no estrangeiro à medida que houver confirmações fiáveis. Vale a pena lembrar que esta não é a única frente internacional a mexer com a comunidade portuguesa nas últimas semanas.
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Imagem: Wikimedia Commons