Estado de alerta pelo calor: o país entra num fim de semana de forno
O Governo declarou alerta em todo o continente até segunda-feira, com o termómetro a apontar aos 42 graus. O que fazer e o que evitar.
Se este fim de semana o ar parece pesar, não é impressão sua. Portugal continental entrou em estado de alerta entre a madrugada de sexta-feira, 3 de julho, e a noite de segunda-feira, 6, com uma massa de ar quente a empurrar os termómetros para valores de pleno verão — até 42 graus no interior e noites tropicais que quase não deixam a casa arrefecer.
Porque é que isto importa
O estado de alerta não é um exagero de calendário. Ativa meios reforçados de proteção civil e bombeiros, aumenta a vigilância sobre incêndios rurais e serve de aviso à população para levar o calor a sério. As mínimas altas são a parte traiçoeira: quando a noite não arrefece, o corpo não descansa, e é aí que os golpes de calor apanham sobretudo os mais velhos, bebés e quem tem doenças crónicas.
O que fazer
As recomendações são simples e repetem-se por boas razões: beber água ao longo do dia sem esperar pela sede, evitar a rua e o esforço físico entre as 11h e as 17h, procurar sombra e locais frescos, e nunca deixar crianças ou animais dentro de carros parados. Um telefonema a um vizinho idoso pode valer mais do que parece.
Há ainda o risco de incêndio, sempre mais alto quando o país seca e aquece ao mesmo tempo. Qualquer descuido com fogo no campo pode transformar-se numa tarde muito má.
Veja também: porque é que a época de incêndios começou tão cedo. Consulte a previsão e os avisos atualizados no IPMA antes de sair de casa.
Imagem: Wikimedia Commons