Começou a época de incêndios: o país entra em estado de alerta
Julho arranca com temperaturas a subir e a Proteção Civil já em modo preventivo. O que muda para quem vive e passeia no interior.
Chegou julho e, com ele, aquilo que todos os verões nos tira o sono: o risco de incêndio rural. As temperaturas começaram a trepar, a humidade caiu e o interior do país está mais seco do que gostaríamos. A Proteção Civil já entrou em modo preventivo, com meios reforçados e vigilância apertada nas serras.
O que está a mudar
O dispositivo de combate a incêndios entra na sua fase mais exigente entre julho e setembro, quando o calor e o vento se juntam para criar as condições perfeitas para o fogo alastrar. Isso significa mais meios aéreos de prontidão, mais equipas no terreno e uma rede de vigilância que praticamente não dorme.
Depois de anos difíceis — e a memória dos grandes incêndios ainda está bem fresca —, a aposta este ano volta a ser a prevenção. Limpar mato, manter faixas de segurança à volta das casas e resistir à tentação de queimar restos no quintal são gestos pequenos que fazem toda a diferença.
O que pode (e não pode) fazer
Nos dias de risco máximo, há regras a respeitar: nada de queimadas, fogueiras ou foguetes, e muito cuidado com máquinas que largam faíscas. Parece óbvio, mas a maioria dos incêndios começa por descuido humano, não por causas naturais.
Se planeia caminhadas ou piqueniques no interior, vale a pena consultar antes o índice de risco da sua região e ter sempre à mão o 112. Um cigarro mal apagado ou um churrasco fora de horas podem transformar uma tarde tranquila numa tragédia.
O verão português é feito para ser aproveitado — mas com a cabeça no lugar. Veja também as nossas dicas sobre o custo de vida neste verão e acompanhe os avisos oficiais em prociv.gov.pt.
Imagem ilustrativa · Foto: Vadim Braydov / Pexels