Combustíveis e compras a puxar os preços: como está o custo de vida em Portugal
A inflação voltou a acelerar em 2026, empurrada pelos combustíveis e por uma fatura do supermercado que teima em não descer. O que está a subir e porquê.
Se ultimamente olhou para o talão do supermercado e franziu a testa, não está sozinho. Depois de meses mais calmos, a inflação em Portugal voltou a ganhar balanço em 2026, e a conta faz-se sentir onde mais dói: no depósito do carro e no carrinho das compras.
Os números contam a história. A subida homóloga de preços chegou a rondar os 3,3% na primavera, bem acima do que se via no final do ano passado. O grande culpado foi o combustível, que disparou entre março e abril depois de um inverno de tempestades e de energia mais cara. A alimentação, essa, nunca chegou a arrefecer de vez.
O que está a puxar
A gasolina e o gasóleo são o motor visível da subida, mas há um fundo mais persistente. A chamada inflação subjacente, que tira do cálculo os produtos mais voláteis como energia e alimentos frescos, andava perto dos 2,1% — sinal de que a pressão nos preços não é só um pico passageiro de bomba de gasolina.
A boa notícia é que os economistas não esperam que isto se instale. As projeções apontam para uma inflação média a rondar os 3% este ano e a descer para lá dos 2,3% em 2027, à medida que a energia estabiliza. O emprego continua forte e o desemprego perto dos 6%, o que ajuda as famílias a aguentar o embate.
O que fazer com isto
Para quem gere um orçamento apertado, o conselho é o do costume, mas continua a valer: comparar preços, encher o depósito nos dias mais baratos e ficar de olho nas promoções que voltaram em força. Não é glamoroso, mas soma ao fim do mês.
Veja também: as perspetivas para a economia portuguesa em 2026. Os dados oficiais mais recentes estão no Banco de Portugal.
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