Quem trabalha nas prisões e na reinserção vai ganhar mais — há um suplemento de risco de 225 euros e duas carreiras novas
O Governo aprovou dois decretos-lei que criam duas carreiras especiais nos serviços prisionais e de reinserção social, com novas tabelas salariais e um suplemento de risco de 225 euros por mês.
Quem passa os dias dentro de um estabelecimento prisional vai ter, finalmente, um reconhecimento no ordenado. O Conselho de Ministros aprovou dois decretos-lei que reorganizam as carreiras da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), criam duas carreiras especiais de reinserção social e mexem no que estes trabalhadores levam para casa ao fim do mês.
A peça central é um suplemento de risco de 225 euros mensais. Somado às atualizações salariais já previstas, o Governo garante ganhos totais que chegam aos 417,98 euros por mês para quem entra na carreira — um salto assinalável num setor que há anos se queixa de ficar para trás. O suplemento passa a ser atualizado todos os anos, ao ritmo do aumento de referência aplicado à Administração Pública.
O que muda para quem trabalha nas prisões?
Além do dinheiro, muda a estrutura das carreiras. São criadas duas carreiras especiais de reinserção social e é extinta a antiga figura de administrador prisional, ao mesmo tempo que se reforça o estatuto do diretor-adjunto de estabelecimento prisional. Na prática, é uma arrumação de anos que estava por fazer.
De onde vem esta decisão?
Não caiu do céu. Os decretos concretizam um acordo fechado em dezembro de 2025 entre o Governo e as estruturas sindicais para rever as carreiras da reinserção e dos serviços prisionais — uma negociação que se arrastava e que agora ganha forma legal. Encaixa no esforço mais amplo de atualizar as remunerações da função pública que tem marcado o ano. Os detalhes oficiais são publicados pelo Governo.
Imagem: GualdimG / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)