Imigração e trabalho dominam a agenda do Governo de Montenegro
Lei da imigração mais apertada com apoio do Chega, reforma laboral contestada e SNS sob pressão marcam o segundo Governo da AD.
Um ano depois de tomar posse, o segundo Governo de Luís Montenegro tem uma agenda bem definida, e quase toda ela divide águas. A Aliança Democrática voltou a ser a força mais votada em 2025, mas governa sem maioria absoluta, o que obriga a negociar quase tudo.
O tema que mais barulho faz é a imigração. As novas regras, mais restritivas, passaram com o apoio do Chega, o partido de André Ventura. É uma viragem clara face à política mais aberta dos últimos anos, e mostra como o centro-direita e a direita se aproximaram neste capítulo.
Frentes abertas
A reforma laboral é outra batalha. As propostas para tornar o mercado de trabalho mais flexível levaram os sindicatos para a rua e prometem mais contestação. Pelo meio, o Serviço Nacional de Saúde continua a apanhar críticas por urgências sob pressão, e a habitação mantém-se como a ferida que ninguém consegue sarar depressa.
Nada disto é exclusivo de Portugal. Por toda a Europa, governos de centro-direita andam a responder às mesmas perguntas sobre fronteiras, custo de vida e Estado social. A diferença está nos pormenores e nas alianças que cada um faz para aprovar leis.
Para o leitor, a leitura é simples: este é um Governo que vai depender de acordos caso a caso. Cada lei grande será uma negociação, e o desenho final raramente é o do programa inicial.
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Imagem: Wikimedia Commons