Irão dispara contra bases dos EUA no Golfo e o cessar-fogo fica por um fio
Teerão lançou mísseis e drones contra instalações norte-americanas no Kuwait e no Bahrain, em resposta a ataques dos EUA. A região prende a respiração.
A madrugada deste domingo trouxe ao Golfo Pérsico o cenário que toda a gente temia. Horas depois de os Estados Unidos terem atingido cinco pontos costeiros no Irão, Teerão respondeu com mísseis balísticos e drones contra duas das maiores presenças militares norte-americanas na região.
Os alvos foram a base aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, e o quartel-general da Quinta Frota dos EUA, no Bahrain. A Guarda Revolucionária iraniana garante ter destruído várias infraestruturas; Washington fala em retaliação ao alegado ataque a um navio no Estreito de Ormuz nos dias anteriores.
Um cessar-fogo a desfazer-se
Há um memorando de cessar-fogo entre as partes, mas neste momento parece mais papel do que realidade. Cada lado acusa o outro de o ter violado primeiro, e a confiança evaporou-se. Pelo meio, os países vizinhos ficam na linha de fogo: os Emirados condenaram com firmeza os ataques a Bahrain e Kuwait, classificando-os como uma violação clara da soberania de dois Estados do Golfo.
A diplomacia ainda não baixou os braços. O Egito e o Qatar voltaram a insistir na importância de manter as negociações entre Washington e Teerão, com contactos entre os respetivos chefes da diplomacia.
Para Portugal, o impacto sente-se sobretudo na carteira. O Estreito de Ormuz é uma das artérias por onde passa boa parte do petróleo mundial, e qualquer faísca por ali mexe com o preço dos combustíveis que pagamos ao fim de semana. O barril já andou aos saltos nas últimas semanas por causa desta crise.
Por agora, fica o aviso de sempre: confirmar antes de alarmar. A informação muda de hora a hora, e nem tudo o que circula nas redes resiste a uma segunda leitura.
Veja também: Navio atingido no Estreito de Ormuz e o impacto nos mercados. Acompanhe a cobertura internacional pela ONU Notícias.
Imagem: Wikimedia Commons