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Fachadas de prédios de habitação com varandas e roupa estendida
Imobiliário 29 de julho de 2026

O Apoio Extraordinário à Renda tem mais de 50 mil processos por resolver e a Deco entrou ao barulho

O IHRU admite não estar a conseguir responder aos mais de 50 mil beneficiários do Apoio Extraordinário à Renda. A Deco juntou-se ao instituto para reforçar a informação a quem tem o processo parado.

Há mais de 50 mil famílias em Portugal com um processo de apoio à renda por resolver, e o próprio instituto que gere o programa já admitiu que não está a conseguir dar resposta. É a fotografia atual do Apoio Extraordinário à Renda, o PAER, criado para amortecer a subida das prestações e das rendas e que se tornou, ele próprio, uma fila de espera.

A novidade desta semana é que a Deco entrou na equação. A associação de defesa do consumidor iniciou a 21 de julho uma parceria com o IHRU para reforçar a informação a quem tem um pedido pendente — não resolve o atraso, mas dá a quem está do outro lado do balcão alguém a quem perguntar.

O que é o Apoio Extraordinário à Renda?

É um apoio mensal pago pelo Estado a inquilinos com contratos de arrendamento habitacional cujo esforço com a renda ultrapassa um limite face ao rendimento do agregado. Nasceu num contexto de rendas e juros a subir depressa e chegou a abranger dezenas de milhares de famílias. As condições, os formulários e o ponto de situação estão no Portal da Habitação, que é a fonte a consultar antes de qualquer coisa que se leia por aí.

Quem pode receber o apoio à renda?

Em termos gerais, inquilinos com contrato registado, residência permanente no imóvel e rendimentos dentro dos escalões definidos, com o apoio calculado em função da taxa de esforço. Como o regime já sofreu alterações e está sob revisão, o critério que interessa é sempre o que está publicado à data do pedido — não o que valia há um ano.

E quem tem o processo parado, o que faz?

Primeiro, confirmar que o pedido está efetivamente submetido e com todos os documentos aceites, porque uma parte dos atrasos tem origem em elementos em falta. Depois, guardar os comprovativos de submissão com data. E, agora, usar o canal de informação da parceria Deco-IHRU em vez de ficar à espera de que o silêncio se resolva sozinho.

Vale a pena olhar para isto no contexto certo. As rendas e os preços continuam a bater recordes, a reforma do arrendamento aprovada em julho mexeu tanto nos contratos novos como nos anteriores a 1990, e o Governo chegou a preparar terreno para rever o regime do apoio extraordinário. Para quem tem menos de 35 anos e está a fazer contas, o Porta 65-Jovem continua a ser o outro caminho — e esse, ao contrário deste, tem prazos de candidatura bem marcados no calendário.

Por Duarte Figueiredo

Imagem ilustrativa · Foto: luis Peralta / Pexels

Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. Os preços pedidos voltaram a subir em julho. O valor médio anunciado para venda chegou aos 435 mil euros, mais 1,4% do que em junho e mais 2,4% do que em julho do…

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Gráfico com a percentagem de casas anunciadas com ar condicionado por cidade em 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Só uma em cada três casas à venda ou para arrendar tem ar condicionado, e o calor já chegou

Apenas 34% dos anúncios de venda e arrendamento em Portugal incluem ar condicionado, segundo dados do segundo trimestre de 2026. Vila Real e Faro lideram com mais de metade; a Guarda fica-se pelos 13%.

Só 34% das casas anunciadas para venda ou arrendamento em Portugal têm ar condicionado. Num universo de mais de 200 mil imóveis, isso quer dizer que duas em cada três casas no mercado não trazem forma nenhuma de arrefecer o interior. O número é do segundo trimestre de 2026 e chega numa semana em que quase todo o continente esteve sob aviso amarelo, com distritos a bater nos 40 graus. A coincidência é irritante e diz muito sobre o parque habitacional…

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Jardim Manuel Cerdeira Monteiro, na cidade da Guarda
Imobiliário 28 de julho de 2026

O interior já entrou no top 50 de quem procura casa para arrendar em Portugal

Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras entraram no top 50 da procura de arrendamento no segundo trimestre de 2026, enquanto Coimbra e Porto perderam mais de metade da oferta.

Durante anos, o mapa de quem procurava casa para arrendar em Portugal cabia em três ou quatro manchas urbanas. Já não cabe. Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras registaram procura suficiente no segundo trimestre para entrarem no top 50 nacional — sítios que, há pouco tempo, nem apareciam na conversa. Não é uma súbita paixão pelo interior. É aritmética. Quando arrendar nas cidades grandes fica impossível, a procura escorre para onde ainda…

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Fachada de um prédio de habitação em Lisboa revestida a azulejo, com varandas e plantas nas sacadas
Imobiliário 26 de julho de 2026

Os condomínios querem um seguro único para o prédio inteiro e a lei ainda não deixa

Seis meses depois das tempestades, a associação de administradores de condomínios defende que cada edifício tenha um só seguro em vez de um por fração, para destravar as participações nas partes comuns.

Se o teu prédio levou com o mau tempo deste inverno e o processo do seguro ainda anda a arrastar-se, há uma explicação legal para isso — e uma proposta para a resolver. A associação que representa as empresas de gestão e administração de condomínios veio esta semana defender que cada edifício passe a ter um seguro único, em vez da confusão atual. Porque a lei manda assim. Um edifício tem tantos seguros quantas as frações que o compõem — trinta…

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Estação da Parede, na linha de Cascais
Imobiliário 25 de julho de 2026

O Hilton da Parede levou ordem de suspensão do Ministério Público — e Cascais vai recorrer

O MP quer travar as obras do hotel Hilton e de 120 apartamentos na linha de Cascais e pede demolição parcial. A câmara diz que o licenciamento é legal. O que está em causa.

Um hotel de marca internacional e 120 apartamentos quase prontos, a menos de 500 metros do mar, e agora um pedido do Ministério Público para parar tudo e deitar abaixo os últimos andares. É este o retrato do caso que rebentou na Parede, no concelho de Cascais, e que a câmara já disse que vai levar a tribunal. O MP pediu a suspensão imediata das obras do futuro hotel Hilton e do conjunto habitacional que o acompanha, e vai mais longe: quer a demolição,…

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Gráfico Tugadaily com a queda da oferta de casas para arrendar por cidade no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 23 de julho de 2026

Há cada vez menos casas para arrendar em Portugal, e a oferta caiu 22% num só trimestre

A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026. Coimbra e Porto lideram a quebra — veja onde há menos e onde aumentou.

Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar. A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade…

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Mão a segurar um molho de chaves com pendente em forma de casa, à porta de uma habitação
Imobiliário 23 de julho de 2026

O Fundo de Emergência Habitacional já tem regras — e há inquilinos que ficam de fora

O novo Fundo de Emergência Habitacional apoia até 2.300 euros por mês no realojamento, mas exclui quem for despejado por danos. Saiba quem tem direito e quem não.

Se ficar sem casa de um momento para o outro, há agora uma rede de segurança — mas não é para toda a gente. O novo Fundo de Emergência Habitacional (FEH), criado dentro da reforma do arrendamento, paga até 2.300 euros por mês para garantir realojamento rápido a quem cai numa situação de emergência. Há uma condição que já está a dar que falar: quem for despejado por ter danificado a casa fica de fora. O apoio é um subsídio direto e não reembolsável para…

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Edifício de um hotel B&B em Pulianas, Granada, Espanha
Imobiliário 21 de julho de 2026

A B&B Hotels aliou-se à Casais para construir hotéis em série — e o próximo já cresce na Amadora

B&B Hotels, Grupo Casais, CREE Buildings e First Properties criaram uma aliança para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha.

A B&B Hotels quer crescer na Península Ibérica ao ritmo de linha de montagem — e escolheu parceiros portugueses para isso. A cadeia hoteleira formalizou uma aliança com o Grupo Casais, a CREE Buildings e a First Properties para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha, transformando o que eram projetos avulsos numa plataforma repetível e escalável. Com madeira híbrida e peças feitas em fábrica. O sistema patenteado da CREE já provou que…

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Gráfico com a dívida de rendas em atraso na habitação pública por município: Lisboa 44,1 milhões, Cascais 2,5 milhões, Porto 1 milhão, Sintra 471 mil euros
Imobiliário 20 de julho de 2026

As rendas em atraso na habitação pública passam os 48 milhões — e Lisboa deve 44

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra acumulavam 48 milhões de euros em rendas por cobrar no final de 2025. O incumprimento está a cair, mas houve 86 despejos.

As rendas em atraso na habitação pública das quatro maiores câmaras do país somavam 48 milhões de euros no final de 2025 — e Lisboa, sozinha, responde por 44,1 milhões. Porto, Cascais e Sintra dividem o resto, com a vila de Cascais em segundo lugar (2,5 milhões), o Porto perto de um milhão e Sintra acima dos 471 mil euros. Escala, sobretudo: a capital gere mais de 21.700 fogos municipais — mais do que Porto, Cascais e Sintra juntos. A Gebalis, a empresa…

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Fachadas de casas antigas e coloridas no Porto
Imobiliário 19 de julho de 2026

As heranças indivisas deixam de bloquear a venda de casas — o Parlamento aprovou a lei

O Parlamento aprovou em votação final o diploma que permite a um único herdeiro pedir a venda de imóveis presos em heranças indivisas. A casa de morada de família fica de fora, salvo consentimento.

Milhares de casas em Portugal estão paradas há anos porque os herdeiros não se entendem. Essa realidade está prestes a mudar: o Parlamento aprovou em votação final global o diploma do Governo que cria um processo especial — e urgente — para vender imóveis presos em heranças indivisas, mesmo quando não há acordo entre todos os herdeiros. Passa a bastar que um único herdeiro peça a venda para o processo avançar, através de um mecanismo judicial de natureza…

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Ondulação gigante na costa da Nazaré vista de satélite
Imobiliário 17 de julho de 2026

Comprar casa já se faz a olhar para o céu — 87% dos portugueses pesam os riscos climáticos

Um estudo do Observador Cetelem divulgado a 17 de julho mostra que 87% dos portugueses que querem comprar ou mudar de casa consideram a exposição a riscos climáticos no negócio. Tempestades lideram os receios (48%), seguidas das ondas de calor (45%).

Comprar casa em Portugal deixou de ser só localização, preço e taxa de juro — agora também se olha para o céu. Segundo o barómetro do Observador Cetelem divulgado esta sexta-feira, 87% dos portugueses que tencionam comprar ou mudar de casa já consideram a exposição a riscos climáticos um critério importante ou muito importante na decisão. As tempestades. Ao contrário da média europeia, onde o calor lidera os receios (40%), em Portugal é a violência do…

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Termóstato digital numa parede de uma habitação
Imobiliário 16 de julho de 2026

O certificado energético é obrigatório para vender ou arrendar casa — quanto custa e como se pede em 2026

O certificado energético custa tipicamente entre 120 e 250 euros mais IVA numa habitação, vale 10 anos e é obrigatório para vender ou arrendar. Guia com taxas ADENE, passos e prazos em 2026.

A resposta curta primeiro: o certificado energético de uma habitação custa, na prática, entre 120 e 250 euros mais IVA, vale 10 anos e é obrigatório desde o momento em que anuncia a casa para venda ou arrendamento — não apenas na escritura. Quem vende sem ele arrisca coima. O documento classifica o desempenho energético do imóvel numa escala que vai do A+ (excelente) ao F (muito fraco), e só pode ser emitido por um perito qualificado registado no Sistema…

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Entrega de chaves de uma casa com um letreiro de vendido ao fundo
Imobiliário 16 de julho de 2026

Vender casa em Portugal custa mais do que parece — comissões, certificados e mais-valias explicados para 2026

Vender casa em Portugal implica comissão imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), certificado energético, eventual comissão de reembolso antecipado do crédito e IRS sobre metade da mais-valia. Guia completo 2026.

A resposta direta: quem vende casa em Portugal deve contar com três blocos de custos — a comissão da imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), a papelada obrigatória (certificado energético à cabeça) e, no ano seguinte, o IRS sobre a mais-valia, em que por regra só metade do ganho é tributada. Ignorar o terceiro bloco é o erro mais caro. Não há tabela legal: a comissão é negociada em contrato de mediação e ronda os 3% a 6% sobre o preço de venda, mais…

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Grua sobre um edifício em obras em Lisboa
Imobiliário 16 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras arranca a 3 de agosto — e o silêncio da câmara passa a valer aprovação

O Decreto-Lei 108/2026 muda o licenciamento urbanístico a partir de 3 de agosto: deferimento tácito generalizado, comunicação prévia para mais obras, prazos de 20 a 45 dias e um novo título urbanístico. O que muda para quem constrói, remodela ou compra.

A partir de 3 de agosto, se a câmara não responder ao seu pedido de obra dentro do prazo, o pedido considera-se aprovado. É esta a mudança mais sonante do novo licenciamento urbanístico, aprovado pelo Decreto-Lei 108/2026, que altera o regime jurídico da urbanização e edificação (RJUE) para atacar um dos maiores estrangulamentos da habitação em Portugal: o tempo que os projetos passam parados à espera de resposta. Três coisas principais. Primeiro, o…

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