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Gráfico de barras Tugadaily com a percentagem de casas arrendadas em menos de 24 horas por distrito no segundo trimestre de 2026: Évora 43, Leiria 17, Porto 7 e Lisboa 5
Imobiliário 21 de agosto de 2026

Este é o distrito onde uma casa para arrendar dura menos de um dia

No segundo trimestre, 43% dos anúncios de arrendamento em Évora saíram do mercado em menos de 24 horas. Em Lisboa foram 5% e no Porto 7%. No país, o número caiu de 11% para 7% face ao trimestre anterior.

Se anda à procura de casa para arrendar em Évora, a conversa é outra. Quase metade dos anúncios da cidade desaparece antes de a maioria das pessoas conseguir sequer marcar uma visita.

Os números são do idealista/data e dizem respeito ao segundo trimestre deste ano. No distrito de Évora, 43 por cento das casas anunciadas para arrendar saíram do mercado em menos de 24 horas. Olhando só para a cidade, a proporção sobe para metade.

O mapa não é o que se imagina

A intuição diz Lisboa. A intuição está errada.

Na capital, apenas 5 por cento dos anúncios saíram do mercado no mesmo dia, e na cidade de Lisboa a fatia desce para 4 por cento. No Porto foram 7 por cento no distrito e 6 na cidade. Os mercados mais quentes do país, medidos por preço, são precisamente os mais lentos a fechar negócio.

Depois de Évora vêm Leiria com 17 por cento, Santarém com 16, e Castelo Branco e Faro empatados nos 13. Braga e Setúbal ficam nos 11. Ao nível das cidades, a seguir a Évora aparece Faro com 25 por cento, Santarém com 20 e Vila Real com 17.

E há cinco distritos onde não houve um único arrendamento relâmpago no trimestre: Beja, Bragança, Guarda, Portalegre e a ilha de São Miguel.

Porque é que os distritos pequenos são os mais rápidos

A explicação provável tem menos a ver com procura desenfreada e mais com escassez de oferta. Onde há duas ou três casas anunciadas de cada vez, qualquer casa aceitável é apanhada de imediato, porque não existe alternativa nenhuma. Em Lisboa há muito mais anúncios, portanto quem procura pode comparar e demorar. O tempo no mercado mede tanto a pressão da procura como a espessura da oferta.

Isto também significa que a rapidez não é sinónimo de bom mercado. Num distrito onde tudo sai em 24 horas, quem chega de fora e não pode decidir no próprio dia fica simplesmente sem hipótese.

No país, o ritmo abrandou

A média nacional foi de 7 por cento, ou seja, uma em cada catorze casas anunciadas. É uma descida relevante face aos 11 por cento do trimestre anterior, ainda que a pressão do lado da procura continue elevada: cada anúncio recebeu em média 24 contactos no trimestre, mais 36 por cento do que há um ano.

O pano de fundo é conhecido. A oferta de casas para arrendar continua a encolher e o Governo tem em mãos uma reforma do arrendamento urbano que quer dar mais confiança aos senhorios para colocarem casas no mercado, mas que ainda tem de passar pelo Parlamento. Entretanto, os preços vão fazendo o seu caminho, com Faro a ultrapassar Lisboa como o distrito mais caro para arrendar em julho.

Por Duarte Figueiredo

Infografia: Tugadaily · dados idealista/data

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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
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Imobiliário 11 de agosto de 2026

São duas travessias novas no Tejo em dez anos, e uma delas desce no Barreiro

O ministro das Infraestruturas prometeu a ponte rodoferroviária Chelas–Barreiro e o túnel Algés–Trafaria concluídos dentro de uma década. Para a margem sul, isso são dez minutos a menos até Lisboa e trinta a menos desde Setúbal.

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Gráfico Tugadaily: meses de renda em atraso até o senhorio poder resolver o contrato, três hoje e dois na proposta do Governo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

Dois meses de renda em atraso passam a bastar para acabar o contrato. A proposta ainda tem de ir ao Parlamento

A reforma do arrendamento urbano aprovada em Conselho de Ministros encurta de três para dois meses a mora que permite resolver o contrato, dá seis meses ao senhorio para agir, liberta a renda inicial dos novos contratos e mexe nos contratos anteriores a 1990.

Hoje, um inquilino tem de acumular três meses de renda em atraso para o senhorio poder pôr fim ao contrato. Na reforma que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, bastam dois. É a mudança mais direta de um pacote que o Executivo apresenta como uma forma de trazer casas de volta ao mercado do arrendamento, e que anunciou como reforma para aumentar a oferta de habitação. Nada disto está em vigor: é uma proposta de lei, tem de ser discutida e votada na…

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Gráfico de barras com a variação anual das rendas em julho de 2026: Faro 34%, Viana do Castelo 19%, Madeira 12%, Guarda 11%
Imobiliário 10 de agosto de 2026

Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa

Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.

Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série. Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do…

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Edifício do antigo Grémio da Lavoura de Coimbra visto do pátio de acesso, ladeado pelos pequenos armazéns da cooperativa
Imobiliário 10 de agosto de 2026

O antigo Grémio da Lavoura, na Baixa de Coimbra, mudou de dono por 5,8 milhões (e vai dar habitação)

A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu a um fundo imobiliário espanhol o edifício junto à antiga Estação Nova, à venda desde 2019. São mais de seis mil metros quadrados de índice de construção e a escritura foi assinada na quinta-feira.

Esteve sete anos à espera de comprador e mudou de mãos na quinta-feira. A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu por 5,8 milhões de euros o edifício do antigo Grémio da Lavoura, junto à desativada Estação Nova, na Baixa da cidade, a um fundo imobiliário espanhol. O negócio ficou perto do objetivo que a cooperativa tinha traçado. Segundo o presidente, Pedro Pimenta, ao longo dos anos em que o imóvel esteve no mercado as propostas que iam chegando eram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o índice ISSI no terceiro trimestre de 2026: venda em 67 pontos e arrendamento em 50
Imobiliário 7 de agosto de 2026

A confiança no arrendamento caiu para o valor mais baixo de sempre (50,3 pontos em 100)

O índice do idealista que mede o otimismo dos agentes imobiliários recuou nos dois mercados no terceiro trimestre. Na venda desceu de 71,6 para 67,1, o mínimo desde 2024.

Quem vive de vender e arrendar casas em Portugal está mais pessimista do que em qualquer momento dos últimos dois anos e meio. O índice trimestral que mede essa temperatura, o ISSI, colocou o arrendamento em 50,3 pontos numa escala de 0 a 100 no terceiro trimestre de 2026. É o valor mais baixo desde que o indicador existe, e a maior queda trimestral também. Na compra e venda o quadro é menos dramático mas segue o mesmo sentido. As expectativas dos…

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Prédios de habitação numa rua do Porto
Imobiliário 7 de agosto de 2026

Vender uma casa e comprar outra para arrendar pode agora ficar isento de mais-valias

O pacote fiscal da habitação de 2026 permite reinvestir o lucro da venda em imóveis destinados a arrendamento sem pagar mais-valias, desce o IRS e o IRC sobre rendas até 2.300 euros e aplica o IVA de 6% a obras até 660.982 euros.

Durante anos, a regra foi simples e apertada: vendia-se uma casa com lucro e, para escapar às mais-valias, esse lucro tinha de ir para outra habitação própria e permanente. Quem quisesse investir em arrendamento pagava imposto e pronto. O pacote fiscal da habitação de 2026 muda esse desenho. Passa a ser possível vender um imóvel com lucro e evitar o imposto sobre a mais-valia se o dinheiro for reinvestido em imóveis destinados a arrendamento habitacional.…

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Gráfico com a percentagem de casas à venda que saem do mercado em menos de sete dias, por distrito
Imobiliário 6 de agosto de 2026

Na Madeira e no Porto, 15% das casas à venda desaparecem em menos de uma semana

No segundo trimestre, cerca de 10% dos anúncios de venda em Portugal saíram do mercado em menos de sete dias. Na Guarda foram 3%, e a diferença diz muito sobre onde falta oferta.

Há casas que ficam meses à espera de comprador e há casas que praticamente não chegam a estar à venda. No segundo trimestre deste ano, cerca de 10% dos anúncios de venda em Portugal saíram do mercado em menos de sete dias. Uma semana. O tempo que muita gente demora só a marcar a primeira visita. O contraste entre territórios é o que torna estes números interessantes. Na ilha da Madeira e no distrito do Porto, 15% da oferta anunciada desapareceu nesse…

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Prédio de apartamentos moderno na esquina de uma rua de Lisboa, com prédios antigos de ambos os lados
Imobiliário 5 de agosto de 2026

A sua renda pode subir 2,5% em 2027. Numa renda de 1.000 euros são mais 25 euros por mês

A inflação sem habitação fechou julho em 2,51%, e é esse número que vai dar o coeficiente de atualização das rendas para 2027. Fica acima dos 2,24% aplicados este ano. O valor sai no final de agosto.

Quem paga renda já pode fazer as contas ao próximo ano. A variação média dos preços sem habitação fechou julho em 2,51%, e é esse indicador — não a inflação geral de que toda a gente fala — que a lei manda usar para calcular quanto os senhorios podem aumentar as rendas no ano seguinte. Traduzido para dinheiro: uma renda de 1.000 euros passa a 1.025. Numa renda de 600 euros, o aumento anda pelos 15 euros mensais. Não é um choque. Mas é mais do que no ano…

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Edifício dos Paços do Concelho do Fundão, com torre sineira e jardim em frente
Imobiliário 4 de agosto de 2026

As assembleias municipais passam a declarar a utilidade pública das expropriações

O Decreto-Lei n.º 160/2026, publicado esta terça-feira, tira essa decisão à administração central e entrega-a aos municípios. Abrange imóveis e servidões administrativas.

Saiu esta terça-feira em Diário da República uma alteração ao Código das Expropriações que muda quem decide. A declaração de utilidade pública — o ato que permite ao Estado ou a um município tomar um terreno ou um prédio para uma obra de interesse coletivo — passa a ser competência da assembleia municipal do território onde o bem se encontra. Até aqui, um município que quisesse avançar com uma expropriação para um projeto seu tinha de esperar por uma…

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Gráfico com a prestação mensal em agosto de 2026 para um crédito de 150 mil euros a 30 anos, nas Euribor a 3, 6 e 12 meses
Imobiliário 4 de agosto de 2026

Tem o crédito indexado à Euribor a 12 meses? A prestação sobe cerca de 65 euros em agosto

Num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, a revisão de agosto leva a prestação para 703,64 euros — mais 64,83 do que há um ano.

Agosto traz conta mais pesada a quem tem o crédito da casa a rever-se este mês. Nas três maturidades — três, seis e doze meses — a Euribor entrou na revisão acima do valor anterior, e o efeito é imediato na prestação. As médias que servem de referência ficaram em 2,417% na Euribor a três meses, 2,638% na de seis e 2,835% na de doze. Aplicadas a um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, as simulações da DECO PROTESTE dão o seguinte: quem…

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