Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa
Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.
Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série.
Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do ano passado, para uma mediana nacional de 17,7 euros por metro quadrado. Parece pouco, e é, mas interrompe seis meses consecutivos de descidas, algumas bem mais fundas do que esta subida: 1,9% em janeiro, 2,7% em abril, 2,9% em maio, 2,4% em junho.
Um Algarve que se afastou do resto
A subida anual em Faro foi de 34,3%, um valor que não tem paralelo em nenhum outro distrito. Seguem-se Viana do Castelo com 19%, a ilha de Porto Santo e a ilha da Madeira com 12,3% cada, a Guarda com 11,1% e Aveiro com 9,8%.
Olhando por regiões, o desenho é o mesmo. O Algarve subiu 34,3% e passou a região mais cara do país, com 22,5 euros por metro quadrado, à frente da Área Metropolitana de Lisboa, nos 20,7. O Norte foi a única das sete regiões analisadas a descer, e desceu 11,3%.
E as cidades
Nas capitais de distrito a fotografia é menos dramática. Lisboa continua a ser a cidade mais cara, com 23,5 euros por metro quadrado, seguida do Porto com 18,1 e do Funchal com 17,3. As mais baratas mantêm-se Castelo Branco com 7,2 euros, Viseu com 8,1 e Leiria com 9,2.
Os preços subiram em dez das catorze capitais analisadas, com Viana do Castelo à cabeça, em 28,7%, seguida de Aveiro com 15,4%, Funchal com 13,8% e Santarém com 12,2%. Desceram em quatro, e a descida mais funda foi a do Porto, de 11,5%, um contraste que vale a pena reter quando se fala do mercado como se fosse um só.
Por trás do movimento estão duas linhas que se afastam. A procura de casas para arrendar cresceu 36% em termos homólogos no segundo trimestre e o stock disponível caiu 22% no mesmo período, segundo a mesma fonte. A reforma do arrendamento que o Governo quer aprovar promete mexer nos despejos e nos contratos, mas está no Parlamento e ainda não deu sinal no mercado.
Do lado da compra, a trajetória é outra história, e a contámos quando os preços das casas à venda bateram o nono máximo consecutivo. O relatório completo do arrendamento está disponível no portal de relatórios do idealista.
Infografia: Tugadaily · dados idealista