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Gráfico Tugadaily com o preço mediano das casas à venda por metro quadrado em julho de 2026: Lisboa 6.260 euros, Porto 4.276, Portugal 3.210 e Castelo Branco 1.041
Imobiliário 3 de agosto de 2026

Os preços das casas abrandaram em julho (e mesmo assim bateram o nono recorde seguido)

O preço mediano à venda chegou a 3.210 euros por metro quadrado, com uma subida anual de 8%, abaixo dos 8,9% de junho. Lisboa é a cidade que menos sobe e Viseu a que mais sobe.

Há dois números em julho e eles contam histórias diferentes. O primeiro é que a subida anual dos preços das casas à venda em Portugal abrandou para 8%, contra 8,9% em junho. O segundo é que isso chegou, mesmo assim, para o nono recorde consecutivo.

O preço mediano fechou o mês em 3.210 euros por metro quadrado, segundo o índice do idealista. Em termos trimestrais, os preços praticamente não se mexeram: 0,4%. O mercado está a travar. Continua é a travar em cima de máximos.

O país caro e o país barato

Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para comprar casa, com 6.260 euros por metro quadrado. Seguem-se o Porto (4.276 euros), o Funchal (4.036 euros) e Faro (3.885 euros). No fim da tabela está Castelo Branco, com 1.041 euros por metro quadrado, ou seja, seis vezes menos do que a capital.

Curiosamente, é Lisboa que menos sobe. A capital registou a menor valorização anual entre as 20 capitais de distrito e de região autónoma analisadas, com 4,1%. O Porto ficou nos 8,4%.

O interior é que está a disparar

As maiores subidas do ano estão todas longe do litoral. Viseu lidera com 20,2%, seguida de Portalegre (19,9%), Guarda (18,7%), Vila Real (18,1%) e Bragança (17,8%). Por distritos, Santarém encabeça a lista com 23,2%.

Olhando por regiões, o Centro teve a maior subida anual (15,1%), à frente do Alentejo (14,7%). A Área Metropolitana de Lisboa foi a que menos subiu, com 5,6%, e continua a ser a mais cara, a 4.463 euros por metro quadrado. O Centro, a 1.764 euros, é a região mais barata do país.

Os motores do abrandamento são conhecidos: o custo da habitação, a inflação, os juros e um recuo ligeiro na procura de crédito. A oferta, essa, continua curta, um problema que já tínhamos visto quando as imobiliárias fecharam o melhor semestre de sempre sem casas para vender. O relatório completo está publicado nos relatórios de preços do idealista.

Por Duarte Figueiredo

Infografia: Tugadaily · dados idealista

Coreto do Jardim da Estrela, em Lisboa, rodeado de árvores
Imobiliário 2 de agosto de 2026

Lisboa vai construir 11 casas de renda acessível mesmo ao lado do Jardim da Estrela

A Câmara de Lisboa abriu concurso público de 1,4 milhões de euros para erguer um prédio municipal com 11 fogos de renda acessível junto ao Jardim da Estrela.

Onze casas não resolvem a crise da habitação em Lisboa. Mas onze casas de renda acessível a dois passos do Jardim da Estrela, numa das zonas onde arrendar a preço de mercado exige um salário que quase ninguém tem, são um bocadinho mais interessantes do que o número sugere. A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a abertura de concurso público para a empreitada, com preço base de 1,4 milhões de euros. O prédio é municipal, os fogos destinam-se a arrendamento…

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Edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, na Cidade Universitária
Imobiliário 2 de agosto de 2026

A Universidade de Lisboa abre mais 1.018 camas e as colocações estão mesmo à porta

A ULisboa passa de 488 para 1.506 camas em residências no ano letivo 2026/2027, com 80 milhões investidos. As colocações do superior saem a 22 de agosto.

Há duas semanas de agosto que decidem o ano de milhares de famílias: aquelas em que sai a colocação no ensino superior e é preciso arranjar um sítio para o miúdo dormir em Lisboa. Este ano a conta muda um bocadinho, porque a Universidade de Lisboa vai ter mais 1.018 camas em residências já no ano letivo 2026/2027. Somadas às 488 que entraram em funcionamento no ano passado, a ULisboa fica com 1.506 camas próprias. O investimento global anda acima dos 80…

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Blocos de apartamentos na periferia de Lisboa vistos de longe, com vegetação em primeiro plano
Imobiliário 2 de agosto de 2026

As imobiliárias tiveram o melhor semestre de sempre e continuam sem casas para vender

O primeiro semestre de 2026 foi historicamente forte para as imobiliárias em Portugal, mesmo com o stock de casas à venda a cair 14% no primeiro trimestre. O défice de habitação está estimado entre 800 mil e um milhão de casas.

Há um paradoxo no imobiliário português que já não é paradoxo nenhum: as imobiliárias acabam de fechar o melhor semestre da sua história e continuam a queixar-se de que não têm casas para vender. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e é precisamente por isso que os preços não param. Os dados oficiais de mercado só saem a 22 de setembro, mas as redes já falam de crescimento histórico no primeiro semestre. O contexto em que isso aconteceu é o de uma…

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Edifício do Banco de Portugal iluminado à noite, visto da praça em frente
Imobiliário 1 de agosto de 2026

As regras do crédito à habitação mudaram a 1 de agosto e a taxa de esforço desceu para 45%

A nova recomendação do Banco de Portugal baixa a taxa de esforço de 50% para 45%, corta as excecoes para 10% e acaba com o financiamento a 100% dos imoveis dos bancos. Aplica-se desde 1 de agosto.

Quem entregar um pedido de crédito à habitação a partir de hoje já é avaliado com outra régua: a taxa de esforço máxima recomendada desceu de 50% para 45%. Na prática, o banco passa a exigir que o conjunto das prestações mensais de crédito não coma mais de 45 cêntimos de cada euro que entra em casa. É a percentagem do rendimento mensal comprometida com prestações de crédito — habitação, automóvel, cartões, tudo somado. O Banco de Portugal recomendava um…

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Câmara Municipal de Marbella, no sul de Espanha, com laranjeiras em frente
Imobiliário 31 de julho de 2026

Os holandeses estão a comprar mais casas em Espanha do que os britânicos, e isso não acontecia

Compradores dos Países Baixos ultrapassaram alemães e britânicos no mercado imobiliário espanhol pela primeira vez, enquanto a procura estrangeira global recua.

Durante décadas, o comprador estrangeiro típico de uma casa em Espanha era britânico. Depois passou a ser alemão em algumas contas. Este ano houve uma mudança de guarda que quase ninguém viu chegar: os holandeses passaram à frente dos dois. Os números de 2025 já contavam a história — 6.289 casas compradas por não residentes dos Países Baixos, contra 6.233 de alemães e 6.152 de britânicos. Diferenças pequenas, mas suficientes para inverter uma ordem que se…

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O hotel Moxy Lisboa Oriente e a torre de escritórios K-Tower, no Parque das Nações, em Lisboa
Imobiliário 31 de julho de 2026

O imobiliário levou 46% do investimento estrangeiro e nunca tinha pesado tanto

Quase metade do investimento direto estrangeiro que entrou em Portugal em 2025 foi para operações imobiliárias — o peso mais alto em cerca de 17 anos, com hotéis, escritórios e data centers na frente.

Quarenta e seis por cento. É essa a fatia do investimento direto estrangeiro que entrou em Portugal em 2025 e foi parar a operações imobiliárias — quase metade de tudo, e o peso mais alto em pelo menos 17 anos. O IDE total de 2025 ficou nos 8,5 mil milhões de euros, bem abaixo dos 13,1 mil milhões do ano anterior. Dentro do investimento em capital de entidades portuguesas, que somou 11,9 mil milhões, 3,9 mil milhões corresponderam a imobiliário. Ou seja:…

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Prédio em obras de reabilitação com andaimes numa rua do Porto
Imobiliário 31 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras afinal não arranca a 3 de agosto e foi empurrado para outubro

O Governo adiou para 1 de outubro de 2026 a entrada em vigor da revisão do RJUE. As câmaras ganham dois meses para preparar plataformas e regulamentos; até lá vale o regime antigo.

Quem tinha o pedido de licenciamento parado à espera de segunda-feira vai ter de esperar mais dois meses. O Governo aprovou um decreto-lei que adia para 1 de outubro de 2026 a entrada em vigor da revisão do Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, que estava marcada para 3 de agosto. Por causa das câmaras. A reforma obriga os municípios a mexer nas plataformas informáticas, a parametrizar tramitações inteiramente digitais e a publicar…

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Duas pessoas sentadas a uma mesa a preencher formulários fiscais com uma calculadora ao lado
Imobiliário 30 de julho de 2026

A segunda prestação do IMI paga-se até 31 de agosto, mas só quem tem imposto acima de 500 euros

A segunda prestação do IMI vence a 31 de agosto de 2026 e só apanha quem paga mais de 500 euros de imposto no ano. Como saber se lhe diz respeito e como pagar.

Se o seu IMI deste ano ficou acima dos 500 euros, tem uma data para guardar: 31 de agosto. É o prazo da segunda das três prestações, e é o pagamento que apanha mais gente distraída, porque cai em pleno mês de férias e ninguém está a pensar em impostos com os pés na areia. A regra é simples e vale a pena decorá-la, porque muita gente assume que tem prestações que na verdade não tem. O IMI é dividido em função do valor total a pagar no ano: até 100 euros…

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Gráfico Tugadaily com o número de imóveis do Estado inventariados em 2026: 60 mil identificados, meta de 80 mil
Imobiliário 30 de julho de 2026

Os imóveis do Estado já foram contados e são 60 mil — e ainda faltam 20 mil até dezembro

O primeiro levantamento nacional dos imóveis do Estado fechou seis meses antes do previsto, com 60 mil imóveis identificados. A meta são 80 mil até ao final de 2026.

Durante décadas, o Estado português não sabia bem o que tinha. Agora sabe uma boa parte: o primeiro levantamento sistemático do património imobiliário público fechou com 60 mil imóveis identificados, e fechou seis meses antes do prazo que tinha para o fazer. O trabalho foi feito pela ESTAMO, a empresa pública que gere imobiliário do Estado, e é a primeira vez que alguém tenta pôr isto num único mapa à escala nacional. Não é uma curiosidade burocrática: só…

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Fachadas de prédios de habitação com varandas e roupa estendida
Imobiliário 29 de julho de 2026

O Apoio Extraordinário à Renda tem mais de 50 mil processos por resolver e a Deco entrou ao barulho

O IHRU admite não estar a conseguir responder aos mais de 50 mil beneficiários do Apoio Extraordinário à Renda. A Deco juntou-se ao instituto para reforçar a informação a quem tem o processo parado.

Há mais de 50 mil famílias em Portugal com um processo de apoio à renda por resolver, e o próprio instituto que gere o programa já admitiu que não está a conseguir dar resposta. É a fotografia atual do Apoio Extraordinário à Renda, o PAER, criado para amortecer a subida das prestações e das rendas e que se tornou, ele próprio, uma fila de espera. A novidade desta semana é que a Deco entrou na equação. A associação de defesa do consumidor iniciou a 21 de…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

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Gráfico com a percentagem de casas anunciadas com ar condicionado por cidade em 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Só uma em cada três casas à venda ou para arrendar tem ar condicionado, e o calor já chegou

Apenas 34% dos anúncios de venda e arrendamento em Portugal incluem ar condicionado, segundo dados do segundo trimestre de 2026. Vila Real e Faro lideram com mais de metade; a Guarda fica-se pelos 13%.

Só 34% das casas anunciadas para venda ou arrendamento em Portugal têm ar condicionado. Num universo de mais de 200 mil imóveis, isso quer dizer que duas em cada três casas no mercado não trazem forma nenhuma de arrefecer o interior. O número é do segundo trimestre de 2026 e chega numa semana em que quase todo o continente esteve sob aviso amarelo, com distritos a bater nos 40 graus. A coincidência é irritante e diz muito sobre o parque habitacional…

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Jardim Manuel Cerdeira Monteiro, na cidade da Guarda
Imobiliário 28 de julho de 2026

O interior já entrou no top 50 de quem procura casa para arrendar em Portugal

Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras entraram no top 50 da procura de arrendamento no segundo trimestre de 2026, enquanto Coimbra e Porto perderam mais de metade da oferta.

Durante anos, o mapa de quem procurava casa para arrendar em Portugal cabia em três ou quatro manchas urbanas. Já não cabe. Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras registaram procura suficiente no segundo trimestre para entrarem no top 50 nacional — sítios que, há pouco tempo, nem apareciam na conversa. Não é uma súbita paixão pelo interior. É aritmética. Quando arrendar nas cidades grandes fica impossível, a procura escorre para onde ainda…

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Fachada de um prédio de habitação em Lisboa revestida a azulejo, com varandas e plantas nas sacadas
Imobiliário 26 de julho de 2026

Os condomínios querem um seguro único para o prédio inteiro e a lei ainda não deixa

Seis meses depois das tempestades, a associação de administradores de condomínios defende que cada edifício tenha um só seguro em vez de um por fração, para destravar as participações nas partes comuns.

Se o teu prédio levou com o mau tempo deste inverno e o processo do seguro ainda anda a arrastar-se, há uma explicação legal para isso — e uma proposta para a resolver. A associação que representa as empresas de gestão e administração de condomínios veio esta semana defender que cada edifício passe a ter um seguro único, em vez da confusão atual. Porque a lei manda assim. Um edifício tem tantos seguros quantas as frações que o compõem — trinta…

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