A segunda prestação do IMI paga-se até 31 de agosto, mas só quem tem imposto acima de 500 euros
A segunda prestação do IMI vence a 31 de agosto de 2026 e só apanha quem paga mais de 500 euros de imposto no ano. Como saber se lhe diz respeito e como pagar.
Se o seu IMI deste ano ficou acima dos 500 euros, tem uma data para guardar: 31 de agosto. É o prazo da segunda das três prestações, e é o pagamento que apanha mais gente distraída, porque cai em pleno mês de férias e ninguém está a pensar em impostos com os pés na areia.
A regra é simples e vale a pena decorá-la, porque muita gente assume que tem prestações que na verdade não tem. O IMI é dividido em função do valor total a pagar no ano: até 100 euros paga-se tudo de uma vez em maio; entre 100 e 500 euros divide-se em duas, maio e novembro; acima de 500 euros passa a três, maio, agosto e novembro.
Quem paga a segunda prestação do IMI em agosto?
Só os proprietários cujo IMI anual ultrapassa os 500 euros. Se pagou entre 100 e 500 euros, a sua próxima prestação é em novembro e agosto não lhe diz nada. Se o imposto ficou abaixo de 100 euros, já está tudo liquidado desde maio.
E se já não tenho a nota de cobrança do IMI?
Não é problema. As referências estão sempre disponíveis no Portal das Finanças, na área do IMI, e há duas: uma paga apenas a prestação de agosto, a outra liquida de uma vez todo o valor que falta até ao fim do ano. Se preferir não voltar a pensar nisto em novembro, use a segunda.
Falhar o prazo não faz o mundo cair, mas custa. A dívida passa a vencer juros de mora e, se ficar por resolver, segue para cobrança coerciva — o clássico caminho que transforma uma prestação esquecida numa dor de cabeça bem mais cara do que o imposto original.
Vale ainda lembrar que o IMI não é uma fatalidade fixa: a taxa é decidida por cada município e há isenções e reduções ligadas a agregados com filhos e a imóveis reabilitados. E se este ano o valor o surpreendeu, é sinal de que convém olhar para o VPT do imóvel — o mesmo número que também pesa quando chega a hora de vender casa e contar os custos.
Imagem ilustrativa · Foto: Mikhail Nilov / Pexels