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Chaves de uma casa nova em cima de uma mesa
Imobiliário 3 de julho de 2026

Portugal no pódio europeu da subida dos preços das casas

As previsões colocam Portugal entre os países onde as casas mais encarecem na Europa nos próximos anos. Boas notícias para quem tem, dor de cabeça para quem procura.

Se há um tema que não sai da conversa em Portugal, é o preço das casas. E as previsões não trazem grande alívio: vários estudos colocam o país entre os que mais vão ver as casas encarecer na Europa nos próximos anos, com subidas acima da média europeia. Para quem já tem casa, é património a valorizar; para quem procura a primeira, é mais um ano a correr atrás do mercado.

O que dizem as projeções

As estimativas apontam para uma subida que abranda, mas não trava. Depois de anos de recordes, o ritmo deverá moderar-se, ainda assim mantendo Portugal bem acima da média da União Europeia. Por outras palavras: as casas continuam a ficar mais caras, só que um pouco mais devagar do que na loucura dos últimos tempos.

Porque é que Portugal está tão em alta

As razões são conhecidas: procura estrangeira forte, turismo, falta de construção nova suficiente e uma economia que, apesar de tudo, tem crescido acima da média europeia. Junte-se a isto o apetite por viver em cidades como Lisboa e Porto e tem-se a receita para preços persistentemente altos.

Para o comprador, a mensagem realista é esta: esperar pela grande queda pode sair caro. Melhor é fazer contas ao que se pode pagar com folga.

Veja também: quanto custa hoje construir de raiz. Relatórios de mercado no idealista.

Por Duarte Figueiredo

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Edifício do Banco de Portugal no Porto
Imobiliário 15 de julho de 2026

A garantia pública para jovens fica, diz o Governo, e o FMI que tenha paciência

O FMI e o Banco de Portugal querem travar a garantia do Estado que financia 100% da primeira casa a menores de 35 anos. O Governo recusa recuar e culpa a falta de oferta pela subida dos preços.

O Governo não vai mexer na garantia pública que permite a jovens até aos 35 anos comprar a primeira casa sem entrada — e disse-o depois de o Fundo Monetário Internacional ter defendido o fim da medida e de o Banco de Portugal ter avisado que ela está a inchar o risco dos bancos. Resumindo: dois dos maiores avisos que um governo pode receber sobre habitação, e a resposta foi não. É o Estado a pôr-se como fiador. Em vez de o jovem juntar os 10% ou 20% de…

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Prédios de habitação na Baixa de Lisboa
Imobiliário 13 de julho de 2026

Casas abaixo de 300 mil euros: só uma em cada três à venda em Portugal

Apenas uma em cada três casas à venda em Portugal custa menos de 300 mil euros, e o stock nessa faixa caiu 31% num ano. O retrato do mercado em 2026.

Quem procura casa por menos de 300 mil euros está a disputar um terço do mercado. É essa a fotografia de 2026: apenas uma em cada três casas à venda em Portugal fica abaixo dessa fasquia, e o stock nesse escalão encolheu 31% num único ano. O problema não é só o preço de cada casa, é que as casas mais acessíveis estão simplesmente a desaparecer das listas. Cerca de uma em cada três das casas atualmente à venda. A maior fatia do mercado, 44%, situa-se entre…

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Edifício dos Paços do Concelho de Lisboa, sede da Câmara Municipal
Imobiliário 12 de julho de 2026

Lisboa vende 10 terrenos municipais por mínimo de 59,2 milhões — esquerda queria 500 casas

A Câmara de Lisboa aprovou a venda em hasta pública de dez terrenos 'esquecidos há décadas'. PS e Bloco dizem que davam habitação acessível para 500 famílias.

A Câmara de Lisboa vai vender dez terrenos municipais em hasta pública por um valor mínimo global de 59,2 milhões de euros. A proposta passou esta semana com os votos da maioria PSD/CDS-PP/IL e do Chega — e com a esquerda toda contra, a fazer contas ao que ali podia nascer: habitação acessível para cerca de 500 famílias, segundo o PS. Dez parcelas espalhadas por Marvila, Beato, Penha de França, Lumiar, Belém, Campolide e São Vicente. O executivo…

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Fachadas de prédios de habitação numa rua do Porto
Imobiliário 12 de julho de 2026

Comprar casa para arrendar rende 6,2%: a rentabilidade cai, mas o risco também

A rentabilidade bruta de comprar casa para arrendar em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Onde rende mais e porque desceu o risco.

Comprar casa para arrendar em Portugal rendeu 6,2% brutos no segundo trimestre de 2026 — menos do que os 6,9% de há um ano e bem abaixo dos 7,2% de 2024. A conta é simples de explicar: os preços de compra continuam a subir muito mais depressa do que as rendas, e cada euro investido em tijolo compra hoje menos renda do que comprava. A média nacional está nos 6,2% brutos ao ano, mas o mapa é tudo menos uniforme. Lisboa é, paradoxalmente, o pior negócio do…

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Selo do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA
Imobiliário 11 de julho de 2026

EUA aprovam maior lei de habitação em décadas — sem a assinatura de Trump

O ROAD to Housing Act entrou em vigor nos EUA sem assinatura presidencial: 40 medidas, incluindo travão à compra de casas por grandes senhorios corporativos.

A lei de habitação mais ambiciosa das últimas décadas nos Estados Unidos entrou em vigor de forma pouco comum: sem a assinatura do presidente. O 21st Century ROAD to Housing Act tornou-se lei à meia-noite de 11 de julho porque Donald Trump deixou passar o prazo de dez dias sem vetar nem assinar — em protesto, disse, por o Senado não ter aprovado a sua lei de identificação de eleitores. A lei bipartidária junta mais de 40 medidas, da construção de casas…

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Telhados e prédios de habitação de Lisboa vistos do MAAT
Imobiliário 11 de julho de 2026

Fim do controlo de rendas nos novos contratos: o que muda para inquilinos e senhorios

A reforma do arrendamento aprovada em Conselho de Ministros antecipa o fim do limite às rendas nos novos contratos, acelera despejos para dois meses de incumprimento e define a transição das rendas antigas. Eis o que muda.

O fim do controlo de rendas nos novos contratos de arrendamento vai ser antecipado em três anos: é a mudança mais sonante da reforma aprovada em Conselho de Ministros a 9 de julho, que mexe ao mesmo tempo nos contratos novos, nas rendas antigas e nos despejos. Em resumo: nos novos contratos, senhorio e inquilino passam a acordar livremente o valor da renda. O travão que limitava as rendas iniciais de novos contratos tinha calendário para desaparecer; o…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 11 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. Sinal amarelo do lado da oferta: o INE contou apenas 6.586 projetos de construção e reabilitação licenciados até abril, menos 7% do que no mesmo período de 2025,…

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Vista de Santiago do Cacém, concelho de Vila Nova de Santo André
Imobiliário 10 de julho de 2026

Alentejo: 339 casas turísticas nascem em Santo André com construção industrializada

A dstgroup vai construir 339 unidades turísticas em Vila Nova de Santo André, num projeto de 52 milhões de euros com construção industrializada até 2028.

O litoral alentejano vai ganhar 339 casas turísticas de uma assentada — e nenhuma delas será construída à moda antiga. O empreendimento, em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, foi adjudicado à dstgroup por um investidor internacional e será executado em construção industrializada, através da Zethaus, a marca do grupo de Braga dedicada a este modelo. Cerca de 52 milhões de euros, 339 unidades e capacidade para alojar aproximadamente…

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Obra do Grupo Casais, imagem oficial do grupo
Imobiliário 10 de julho de 2026

Construção industrializada: Casais e espanhola ACR criam a CREE Iberia

O Grupo Casais e a construtora espanhola ACR criaram a CREE Iberia para acelerar a construção industrializada e sustentável em Portugal e Espanha.

Construir mais depressa, com menos desperdício e menos carbono: é esta a promessa da CREE Iberia, a empresa que o Grupo Casais, de Braga, acaba de criar a meias com a construtora espanhola ACR. A nova sociedade, detida a 50% por cada grupo, fica com a licença exclusiva do sistema construtivo híbrido CREE Buildings para a Península Ibérica. Levar a construção industrializada — módulos e componentes fabricados fora da obra, montados depois no terreno — a…

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Chaves de casa sobre documentos de contrato de crédito
Imobiliário 10 de julho de 2026

Crédito habitação: casas entre 250 e 500 mil euros já dominam as operações intermediadas

Mais de metade do crédito habitação em Portugal passa por intermediários e 57,2% das operações são para casas de 250 a 500 mil euros. O processo demora 31 a 60 dias na maioria dos casos.

Quem compra casa em Portugal já pede mais crédito através de intermediários do que diretamente ao balcão do banco — e o retrato do que esses intermediários andam a financiar diz muito sobre o mercado. Segundo um estudo do setor divulgado esta semana, 57,2% das operações intermediadas dizem respeito a imóveis entre os 250.001 e os 500 mil euros. A casa dos 150 mil euros, essa, é cada vez mais uma memória. Na maioria dos casos, entre um e dois meses: 55,3%…

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Estaleiro de construção de uma casa (imagem ilustrativa)
Imobiliário 9 de julho de 2026

Restituição do IVA na autoconstrução: como pedir a partir de julho de 2026

Quem constrói casa própria e permanente pode pedir a restituição parcial do IVA das empreitadas, e as regularizações arrancam em julho de 2026. O que precisa de saber para não perder dinheiro.

A resposta curta: quem constrói casa para habitação própria e permanente passou a poder pedir a restituição parcial do IVA suportado nas empreitadas — e as regularizações relativas às operações abrangidas podem ser feitas a partir de julho de 2026, ou seja, já. A novidade consta do Decreto-Lei n.º 97/2026, de 20 de maio, o mesmo diploma que baixou o IVA das obras elegíveis para 6% — regime que já explicámos em detalhe quando entrou em vigor.

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Igreja do Bonfim, no Porto
Imobiliário 8 de julho de 2026

Bonfim: Porto leva a consulta pública operação de reabilitação de 683 milhões

A Câmara do Porto aprovou por unanimidade levar a consulta pública a Operação de Reabilitação Urbana do Bonfim: 683 milhões de euros, nove projetos estruturantes e 41 ações até 2036.

O Bonfim, a freguesia que nos últimos anos passou de discreta a disputadíssima, vai ser palco da maior aposta de reabilitação urbana do Porto: uma Operação de Reabilitação Urbana (ORU) de 683 milhões de euros, que o executivo municipal aprovou por unanimidade na terça-feira levar a consulta pública. O Programa Estratégico de Reabilitação Urbana prevê nove projetos estruturantes, desdobrados em 41 ações concretas, a executar em dez anos — entre 2027 e…

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Rua de Santa Catarina, no Porto
Imobiliário 8 de julho de 2026

Renda acessível no Porto: Porto Vivo põe mais 159 casas no mercado até dezembro

A Porto Vivo vai colocar mais 159 casas de renda acessível no mercado até dezembro, somando às 429 já contratadas. No final de 2026, a empresa municipal gerirá 588 habitações abaixo do preço de mercado.

Quem procura casa para arrendar no Porto sem hipotecar o ordenado tem mais uma porta a bater: a Porto Vivo, a sociedade de reabilitação urbana do município, vai colocar mais 159 casas de renda acessível no mercado até dezembro. Somadas às 429 habitações que já têm contratos ativos, a empresa municipal fechará 2026 a gerir 588 casas com rendas abaixo dos valores de mercado. As candidaturas fazem-se online, na plataforma renovada da Porto Vivo, que ganhou…

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Prédio de apartamentos com varandas no Porto
Imobiliário 7 de julho de 2026

Porta 65-Jovem 2026: quanto dá o apoio à renda e quem pode pedir

Guia do Porta 65-Jovem em 2026: idades, escalões, limites de rendimento e quanto o Estado paga da renda a jovens dos 18 aos 35 anos.

O Porta 65-Jovem pode cobrir até cerca de metade da renda no primeiro ano a quem tem entre 18 e 35 anos e arrenda casa para morar — e, desde 2024, já nem é preciso ter o contrato assinado para se candidatar. Com as rendas a pesarem cada vez mais no ordenado, é um dos apoios mais procurados do país, e em 2026 o Governo voltou a reforçar a verba para dar resposta à procura. Podem candidatar-se jovens dos 18 aos 35 anos (inclusive) à data da candidatura. No…

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