O Pixel 11 chega às lojas portuguesas a 20 de agosto (e a versão base parte dos 1.019 euros)
A Google apresentou a gama a 12 de agosto e já há preços e data para Portugal. O que as tabelas não dizem é quais das funções de Gemini que vendem o telefone chegam mesmo em português — as notas de rodapé do anúncio oficial limitam-nas a países e línguas selecionados.
A Google apresentou o Pixel 11 a 12 de agosto, em Nova Iorque, e Portugal está na primeira leva de países. Os três modelos, Pixel 11, Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL, ficam nas lojas a 20 de agosto, na próxima quinta-feira. Tínhamos escrito sobre o evento em julho, quando só havia data marcada, e agora há números.
O Pixel 11 começa nos 1.019 euros, já com 256 GB, porque a Google deixou cair a configuração de 128 GB. A versão de 512 GB fica em 1.149 euros. O Pixel 11 Pro parte de 1.219 euros e o Pro XL de 1.429 euros, com o topo da gama, o Pro XL de 1 TB, a chegar aos 1.819 euros. Quem levar um dos Pro recebe seis meses de Google AI Pro incluídos.
Uma nota sobre a comparação que vai ver por aí. A Google anuncia nos Estados Unidos um preço de partida de 899 dólares, e esse valor é antes do imposto sobre vendas. Os 1.019 euros portugueses já levam IVA de 23% lá dentro, o que dá cerca de 828 euros antes de imposto. A diferença existe, mas é bastante menor do que a leitura directa das duas etiquetas sugere.
O que a Google promete
O chip é o Tensor G6, com uma TPU 50% mais potente nos modelos Pro e ganhos de eficiência anunciados na ordem dos 20%. A segurança passa a assentar num chip Titan M3 com criptografia pós-quântica. As câmaras são a aposta grande do ano, com um sensor principal renovado, zoom óptico de 5x nos Pro, Visão Nocturna até 4,5 vezes mais rápida e um modo novo, a Captura Mágica, que analisa cerca de 400 fotogramas para escolher o instante por si.
Há também o HiLight, exclusivo dos Pro, uns LEDs junto ao flash que piscam quando o telemóvel está virado para baixo, para chamadas de contactos favoritos ou para mostrar que a Gemini está a ouvir.
E em português?
É aqui que convém abrandar. Praticamente todas as funções de inteligência artificial que dominam a apresentação vêm com asterisco. No próprio anúncio da Google, as tarefas multi-passo da Gemini, o ditado sem hesitações, a escrita assistida no teclado, a tradução de língua gestual para texto e a tradução automática de vídeo e áudio estão todas marcadas como disponíveis em países e línguas selecionados, com a nota de que a disponibilidade varia e de que algumas exigem subscrição para uso mais intenso.
A Google não publicou, com a apresentação, a lista de línguas para cada função. Ou seja, comprar um Pixel 11 em Portugal a 20 de agosto garante o telefone, o chip e as câmaras. Não garante, à cabeça, que a tradução em tempo real fale português, nem em que fase é que passará a falar.
Para quem estiver a comparar antes de decidir, vale a pena pôr ao lado o que a Samsung anunciou nos dobráveis deste ano, que jogam noutro escalão de preço mas com a mesma conversa de assistente sempre presente. A pergunta útil, em qualquer dos casos, é a mesma: em que língua.
Por Oliver Grant
Imagem: Google