Dois robôs chineses estão na lista de oradores da Web Summit, que abre segunda-feira em Lisboa
A 11.ª Web Summit decorre de 9 a 12 de novembro na FIL e na MEO Arena, com a robótica e a IA chinesas em destaque (AgiBot, Unitree, Galbot, Xiaomi, Tencent, Pony.ai, Xpeng, Manus). O contrato com o Estado garante a FIL até à edição de 2028 e Paddy Cosgrave não diz o que vem depois.
Dois dos nomes na lista de oradores da Web Summit 2026 não são pessoas. O AgiBot A3 aparece descrito como “robô humanoide” e o Galbot G1 como robô com um grande modelo de IA incorporado, ao lado dos fundadores e diretores das empresas que os fazem. A 11.ª edição da cimeira abre segunda-feira, 9 de novembro, e decorre até quinta-feira entre a FIL e a MEO Arena, em Lisboa.
Que empresas chinesas vão estar na Web Summit 2026?
Muitas, e a maioria ligada a robôs ou a IA. Além da AgiBot e da Galbot, a lista inclui a Unitree (a fabricante dos robôs que dançaram na gala de Ano Novo chinês), a Xiaomi, a Tencent, a Pony.ai (carros autónomos), a Xpeng, a MiniMax, a ModelBest e a Manus, a empresa de agentes de IA. Não é um acaso de calendário: a China tem feito da IA aplicada a máquinas uma vitrine política, como se viu quando Xi Jinping foi abrir pela primeira vez a conferência mundial de IA em Xangai.
Do lado ocidental, entre os nomes confirmados estão Matthew Prince, presidente executivo da Cloudflare, e Michele Catasta, presidente da Replit. Os temas anunciados repetem a conversa do ano: agentes de IA que fazem trabalho sozinhos, robôs humanoides, regulação e direitos de autor.
A Web Summit vai continuar em Lisboa depois de 2028?
Ninguém o garante. O acordo com o Governo assegura a FIL até à edição de 2028, e Paddy Cosgrave, o fundador, disse esta semana, segundo o ECO, que há conversas para prolongar a estadia mas recusou dar pormenores. Chamou a Lisboa uma segunda casa e lembrou, na mesma frase, que há outras cidades europeias interessadas.
O argumento português é um estudo da EY: cerca de 250 milhões de euros por ano de impacto na economia desde que o evento saiu de Dublin, há uma década.
Quem mais vem a Lisboa esta semana?
O Brasil traz cerca de 200 empresas, com um pavilhão de 324 metros quadrados na MEO Arena, segundo a AICEP. Na terça-feira, 10 de novembro, são anunciadas as 20 startups brasileiras escolhidas para a segunda edição de um programa de incubação em Lisboa.
Quem ainda não tem bilhete e não quer pagar o preço geral tem o caminho do voluntariado que a própria organização oferece. Para quem só quer ver os robôs, o mais provável é que apareçam nos vídeos antes de aparecerem no metro do Parque das Nações.
Por Oliver Grant
Imagem: Web Summit / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)