Inflação nos EUA dispara e o mundo volta a falar em juros mais altos
A inflação americana subiu para o nível mais alto desde 2023 e os mercados já contam com novas subidas de juros. Porque é que isto chega à sua prestação.
A palavra que toda a gente queria ver desaparecer está de volta ao centro das atenções: inflação. Nos Estados Unidos, os preços subiram em maio ao ritmo mais rápido desde 2023, empurrados por uma escalada nos custos da energia ligada à tensão no Médio Oriente.
O número mudou a conversa. De repente, os mercados deixaram de discutir quando virão cortes de juros e passaram a contar com o oposto: a possibilidade de novas subidas ainda este ano por parte da Reserva Federal americana.
Porque é que isto não fica nos EUA
A Fed é o banco central mais influente do planeta, e as suas decisões contagiam tudo. Quando o dinheiro fica mais caro do outro lado do Atlântico, sobe a pressão sobre o euro, sobre as bolsas e, indiretamente, sobre as taxas que pagamos cá.
Para quem tem crédito à habitação em Portugal, o fio que liga tudo isto chama-se expectativas. Se o mundo acredita que os juros vão ficar altos por mais tempo, a Euribor tende a manter-se pressionada, e a prestação não dá tréguas.
Não é caso para alarme imediato, mas é caso para atenção. Um único dado mensal não faz tendência; vários, sim. Os próximos relatórios de inflação, de um lado e do outro do Atlântico, vão ditar o tom do segundo semestre.
Veja também: A Euribor e o que está a fazer às prestações e a queda do ouro neste ambiente de juros. Comunicações oficiais na Reserva Federal.
Imagem: Wikimedia Commons