Calor extremo terá matado duas irmãs numa estufa na Póvoa de Varzim
Florinda e Maria, de 75 e 72 anos, foram encontradas sem vida numa estufa agrícola na Estela. As autoridades afastam crime e apontam para o calor extremo.
A vaga de calor que atravessa o país terá feito as suas vítimas mais silenciosas na Estela, Póvoa de Varzim. Duas irmãs, de 75 e 72 anos, foram encontradas mortas no domingo de manhã dentro de uma estufa agrícola onde trabalhavam. A Polícia Judiciária esteve no local e afastou a hipótese de crime; tudo indica que o calor extremo esteve na origem das mortes.
O que aconteceu na Póvoa de Varzim?
Florinda Ferreira, de 75 anos, cuidava da irmã Maria, de 72, que tinha uma deficiência cognitiva. A suspeita das autoridades e da família é que Florinda se tenha sentido mal dentro da estufa — onde as temperaturas chegam a valores muito acima das registadas no exterior — e que Maria, sem conseguir pedir ajuda, tenha ficado junto dela. O alerta foi dado por familiares por volta das 11h00 de domingo, depois de estranharem a ausência das duas na feira da Estela, onde vendiam produtos hortícolas aos domingos. Poderão ter morrido ainda no sábado, um dos dias mais quentes desta vaga.
Que cuidados exige este calor?
O episódio é um lembrete duro do que os avisos oficiais repetem: em dias de calor extremo, o trabalho agrícola — sobretudo em estufas — deve ser feito nas horas mais frescas, com água por perto e nunca em isolamento prolongado. Metade do país mantém-se em risco máximo de incêndio e as temperaturas continuam altas nos próximos dias, pelo que a recomendação vale para toda a semana: atenção redobrada aos mais velhos e a quem trabalha ao ar livre.
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Imagem: Wikimedia Commons