Calor a apertar e fogo à espreita: o aviso para este fim de junho
Cerca de meia centena de concelhos estiveram em risco máximo de incêndio e o termómetro chegou perto dos 40 graus no interior. O que isto exige de cada um.
O verão chegou a sério e trouxe a companhia habitual: calor a mais e o risco de fogo a subir com ele. Nos últimos dias, o interior do país sentiu temperaturas perto dos 40 graus, com o vale do Douro, a bacia do Tejo e o interior alentejano no topo da lista. Não é só desconforto — é combustível seco à espera de uma faísca.
O mapa do risco
À conta dessa secura, cerca de meia centena de concelhos estiveram em risco máximo de incêndio rural, sobretudo nos distritos de Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Santarém e Portalegre. A boa notícia é que as previsões apontavam para algum alívio a partir de quinta-feira, com grande parte do território a regressar a níveis de risco mais baixos. Mas baixar a guarda agora seria o erro clássico.
O que fazer (e não fazer)
As regras são simples e salvam o verão a muita gente: nada de queimadas, foguetes, cigarros atirados pela janela ou churrascos fora dos locais autorizados. Quem vive ou caminha em zonas de mato deve ter a aldeia limpa à volta de casa e um plano de fuga na cabeça. E ao primeiro fumo, 112 — depressa.
Para quem está de férias, vale a pena espreitar o nível de risco do concelho antes de pegar na estrada ou montar o piquenique. Um gesto pequeno hoje evita uma tragédia amanhã.
Veja também: a GNR alerta para roubos em casas durante o verão. O nível de perigo de incêndio, concelho a concelho, está sempre atualizado no IPMA.
Imagem: Wikimedia Commons