Novo aeroporto de Lisboa: o relatório decisivo chega ainda em julho
Alcochete é a localização escolhida para o futuro Aeroporto Luís de Camões. O relatório técnico está prometido para 16 de julho — e o calendário aponta para 2037.
Depois de décadas de indecisão, o novo aeroporto de Lisboa tem finalmente localização, nome e um calendário — e julho é um mês-chave. O Governo validou o Campo de Tiro de Alcochete como o sítio do futuro Aeroporto Luís de Camões, e a próxima etapa está à porta.
O que se decide agora sobre o novo aeroporto de Lisboa?
A peça que todos esperam é o relatório técnico, prometido para entrega até 16 de julho, a par do Estudo de Impacte Ambiental. São estes documentos que passam da intenção política ao plano concreto: como se constrói, com que condições ambientais e com que projeções de tráfego — um ponto em que o Governo já pediu contas, exigindo revisão das estimativas.
O custo não é pequeno. A estimativa inicial da concessionária ronda os 8,5 mil milhões de euros para a infraestrutura, e o calendário aponta para que o aeroporto esteja a operar em 2037. É um horizonte longo, mas para uma obra desta dimensão é o tipo de prazo com que a aviação civil trabalha.
O impacto no território
Há também um efeito imediato para quem vive na zona. As medidas preventivas aprovadas abrangem cerca de 71 mil hectares em sete concelhos — Alcochete, Benavente, Coruche, Montemor-o-Novo, Montijo, Palmela e Vendas Novas — com limites à construção para não hipotecar o projeto. Na prática, significa que o mapa urbanístico daquela faixa do país fica condicionado durante anos.
Para a economia, um novo aeroporto é sobretudo uma aposta na capacidade: o atual Humberto Delgado está no limite, e o turismo continua a puxar pela procura, como se vê no bom momento da hotelaria. Os documentos e decisões oficiais são publicados pelo Governo.
Por Marta Carneiro
Imagem ilustrativa · Foto: Dear Outdoors / Pexels