Super tufão Bavi: Marianas do Norte avaliam estragos do pior ciclone da sua história
O super tufão Bavi atingiu a ilha de Rota com ventos de categoria 5 e cerca de 290 km/h. Sem vítimas mortais confirmadas, mas com danos graves, o Pacífico já olha para Taiwan.
Chama-se Bavi e entrou para a história pela pior razão: é a tempestade mais forte alguma vez registada na ilha de Rota, nas Marianas do Norte, território norte-americano no Pacífico. O olho do super tufão passou sobre a ilha na segunda-feira de manhã (hora local) com ventos sustentados na ordem dos 290 km/h — o equivalente a um furacão de categoria 5, o topo da escala.
Que estragos causou o super tufão Bavi?
As autoridades de Rota falam em “danos graves” generalizados, embora as comunicações difíceis ainda tornem o retrato incompleto. Em Guam, a ilha vizinha que também foi fustigada, há edifícios derrubados, inundações e linhas elétricas por terra; perto de uma centena de operacionais da agência federal FEMA está no terreno. A boa notícia, por agora: não há vítimas mortais confirmadas nem em Guam nem nas Marianas.
O drama tem uma camada extra de crueldade. A região ainda recuperava do super tufão Sinlaku, que em abril deixou moradores a viver em tendas e casas com telhados improvisados — muitos foram apanhados por Bavi exatamente nessa condição. É o tipo de sequência que os cientistas do clima têm vindo a avisar que se tornará mais frequente num Pacífico mais quente, na mesma semana em que a OMS Europa passou a tratar o calor extremo como emergência de saúde pública do outro lado do mundo.
Para onde vai o tufão Bavi agora?
Enfraquecido mas ainda perigoso, Bavi segue agora em direção a Taiwan, com as autoridades locais a prepararem-se para chuva torrencial e ondulação forte nos próximos dias. Os avisos oficiais e a trajetória atualizada estão no Serviço Meteorológico Nacional dos EUA.
Por Marta Carneiro
Imagem: Wikimedia Commons (domínio público)