Calor em Portugal: DGS confirma 125 mortes acima do esperado desde junho
A Direção-Geral da Saúde associou ao calor 125 mortes acima do esperado em Portugal entre 13 de junho e 7 de julho de 2026. O que dizem os números e como se proteger.
Os números do calor deste verão em Portugal começam a ter rosto estatístico. Entre 13 de junho e 7 de julho, a análise da Direção-Geral da Saúde confirmou 125 mortes acima do que seria expectável para o período, um excesso que os serviços associam às temperaturas elevadas. É o tipo de dado que raramente faz manchete no dia, mas que resume o custo humano de uma onda de calor prolongada.
O que significa “mortes acima do esperado”?
É a diferença entre os óbitos registados e os que seriam previsíveis num período normal, sem calor extremo. Quando esse excesso sobe em paralelo com as temperaturas, os epidemiologistas leem-no como um sinal do impacto do calor — sobretudo em pessoas idosas e com doenças crónicas, os grupos mais vulneráveis.
Como se proteger nos dias mais quentes?
As recomendações são conhecidas mas continuam a salvar vidas: beber água ao longo do dia mesmo sem sede, evitar a rua nas horas de maior calor, procurar espaços frescos e vigiar os vizinhos e familiares mais velhos que vivem sozinhos. Um telefonema a meio da tarde pode ser mais útil do que parece.
Acompanhámos o alerta da OMS Europa sobre o calor extremo e o fim desta onda de calor. Os avisos e conselhos oficiais estão no site da Direção-Geral da Saúde.
Este é um tema sensível. Se precisar de apoio de saúde, contacte o SNS 24 pelo 808 24 24 24.
Por Marta Carneiro
Imagem ilustrativa · Foto: Pixabay / Pexels