Incêndios em Portugal: estado de alerta prolongado para a próxima semana
O estado de alerta por incêndios vai manter-se na próxima semana, com calor acima dos 40ºC. Vouzela ardeu cerca de 14 mil hectares e a ajuda europeia já opera no terreno.
O estado de alerta por risco de incêndio vai continuar. Com o termómetro a insistir em valores acima dos 40 graus, o Governo indicou que as restrições devem manter-se na próxima semana — e o país entra no fim de semana ainda a olhar de soslaio para os concelhos que arderam nos últimos dias.
Até quando dura o estado de alerta?
Pelo menos até à próxima semana, segundo o Ministério da Administração Interna, que admite prolongar as medidas enquanto durar o calor extremo. Na prática, mantêm-se as proibições habituais: nada de queimas e queimadas, fogo-de-artifício sem autorização ou trabalhos com maquinaria em zonas rurais nas horas de maior risco. A Direção-Geral da Saúde subiu entretanto o aviso para laranja e os hospitais reforçaram os planos de contingência, na linha do que a época de incêndios já prometia no arranque de julho.
Como está o incêndio de Vouzela?
Dominado, mas com cicatriz pesada. O fogo que deflagrou a 2 de julho em Cambra, no concelho de Vouzela, alastrou a Oliveira de Frades, Tondela e Águeda e consumiu perto de 14 mil hectares — o maior do ano até agora. Foi preciso ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil: Espanha enviou uma equipa da Unidade Militar de Emergências com mais de uma centena de operacionais, e dois Canadair italianos da reserva rescEU passaram a operar a partir de Beja. Em Santo Tirso, as reativações durante a noite obrigaram a manter mais de uma centena de operacionais no terreno.
O calor não dá tréguas noutras frentes: em Almada, o consumo recorde de água levou a câmara a declarar alerta e a racionar o abastecimento em plena onda de calor. O estado dos fogos ativos pode ser acompanhado em tempo real no portal oficial da SGIFR, e os avisos meteorológicos no site do IPMA.
O fim de semana promete praia cheia e serra vazia — e é mesmo assim que a Proteção Civil o quer. Se o plano passa pelo interior, leve água, evite estradões florestais e deixe o isqueiro em casa.
Por Marta Carneiro
Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)