Tem um projeto artístico para o interior? A DGARTES dá até 50 mil euros, mas só até 6 de novembro
A segunda edição do programa Arte e Coesão Territorial tem um milhão de euros para projetos entre 25 mil e 50 mil euros, a realizar em 2027 e 2028 em 78 municípios onde há pouca atividade artística profissional. Artes visuais, performativas, de rua, tradicionais e digitais. Candidaturas até 6 de novembro.
Candidatar / Saber maisSe é artista, coletivo ou estrutura cultural e tem um projeto pensado para fora dos grandes centros, há doze dias para o pôr no papel. A DGARTES abriu a segunda edição do Programa de Apoio em Parceria Arte e Coesão Territorial, com um milhão de euros, e as candidaturas fecham a 6 de novembro, como confirma o comunicado do Governo sobre a nova edição.
Quanto dá
Cada projeto recebe entre 25 mil e 50 mil euros. Feitas as contas pelos extremos, o milhão chega para algo entre 20 e 40 projetos, consoante o tamanho de cada um. Na primeira edição, o mesmo milhão apoiou 34 projetos em 30 municípios.
Os projetos acontecem em 2027 e 2028, o que dá tempo para trabalhar com as comunidades em vez de chegar, atuar e ir embora.
Onde
Aqui está o filtro que define o programa. O apoio vale para 78 municípios onde a atividade artística profissional tem menos presença, identificados pelo Observatório Português das Atividades Culturais (OPAC) na atualização do Atlas Artístico e Cultural de Portugal.
Antes de escrever uma linha da candidatura, confirme que o concelho onde quer trabalhar está nessa lista. O aviso e as regras completas estão no site da Direção-Geral das Artes, e em caso de dúvida vale a pena perguntar diretamente à DGARTES.
Que tipo de arte
O leque é largo: artes visuais, artes performativas, artes de rua, artes e ofícios tradicionais e artes digitais. Cabe um festival de teatro numa vila, uma residência de artes plásticas, um projeto com artesãos locais ou uma instalação digital num centro histórico.
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, apresenta a renovação como uma aposta na cultura como fator de coesão, com projetos que envolvam comunidades, artistas e artesãos.
Antes de submeter
Três coisas a ter à mão: o município de destino (e a confirmação de que é elegível), um orçamento que caiba entre os 25 mil e os 50 mil euros, e um calendário que encaixe em 2027 e 2028. O resto está no aviso.
Se a sua estrutura procura mais do que um apoio, o IEFP também tem a segunda fase dos estágios +Talento e Iniciar aberta até 7 de dezembro, que serve para reforçar equipas com um estagiário pago em grande parte pelo Estado.
Por Miguel Sarmento
Imagem ilustrativa: Haaiah007 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)