Irão ameaça suspender negociações com os EUA
Washington acusa Teerão de violar o acordo-quadro; o Irão responde que pode cortar de vez as conversações. O Estreito de Ormuz volta ao centro do tabuleiro.
O diálogo entre os Estados Unidos e o Irão voltou a ficar pendurado por um fio. O Presidente norte-americano acusou Teerão de violar o acordo-quadro que se tentava costurar, e o Irão respondeu na mesma moeda: pode interromper por completo as negociações.
Para quem perdeu o fio à meada, o pano de fundo continua a ser o programa nuclear iraniano e o jogo de sanções e contra-sanções que o acompanha. Cada acusação pública afasta as partes da mesa e aproxima a região de mais um período de incerteza.
O detalhe que mexe com os preços
Há um ponto que interessa diretamente a Portugal: o Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia enorme do petróleo mundial. Sempre que a tensão sobe, os mercados energéticos ficam nervosos e o preço do barril reage. É a ponte mais curta entre a geopolítica e o que pagamos na bomba de combustível.
A Agência Internacional de Energia Atómica continua a pedir acesso e transparência, enquanto as capitais europeias tentam manter um canal aberto para evitar uma rutura total. Por agora, o cenário mais provável é o do costume: muita pressão, poucos avanços e um acordo que vai ficando para depois.
Veja também: a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação. O ponto de situação técnico está na AIEA.
Imagem: Wikimedia Commons