PSD junta-se em Anadia com a reforma laboral a pesar no ar
O 43.º Congresso do PSD arranca em Anadia logo a seguir ao chumbo do pacote laboral. O que está em jogo para Montenegro e para o Governo.
Há festas de partido que são só sorrisos e cartazes. Esta não é bem dessas. O PSD reúne-se este fim de semana em Anadia, no Velódromo Nacional de Sangalhos, para o seu 43.º Congresso — e chega lá com uma dor de cabeça fresca: o pacote de reforma laboral do Governo foi chumbado na generalidade poucos dias antes.
Luís Montenegro abre os trabalhos no sábado. Não há eleições à vista — foi reconduzido como líder no final de maio, candidato único, com perto de 95% dos votos, ainda que com uma das participações mais baixas de sempre. Ou seja: ninguém lhe disputa o lugar. O que se disputa é o tom.
Porque é que isto importa
Montenegro é primeiro-ministro há dois anos e líder do partido há quatro. Um congresso logo a seguir a uma derrota parlamentar é um teste de pulso: serve para mostrar tropa alinhada ou para deixar transparecer as fissuras. Já há críticas de figuras históricas a pairar, e a Madeira tem feito barulho por respostas próprias.
Para quem está em Portugal, a leitura é simples: a forma como o PSD sair deste congresso — unido ou arranhado — condiciona a margem do Governo para legislar nos próximos meses, do trabalho à habitação. Vale a pena espreitar como termina no domingo.
Imagem ilustrativa · Foto: Héctor Berganza / Pexels