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Gráfico com a percentagem de casas anunciadas com ar condicionado por cidade em 2026
Imobiliário 28 de julho de 2026

Só uma em cada três casas à venda ou para arrendar tem ar condicionado, e o calor já chegou

Apenas 34% dos anúncios de venda e arrendamento em Portugal incluem ar condicionado, segundo dados do segundo trimestre de 2026. Vila Real e Faro lideram com mais de metade; a Guarda fica-se pelos 13%.

Só 34% das casas anunciadas para venda ou arrendamento em Portugal têm ar condicionado. Num universo de mais de 200 mil imóveis, isso quer dizer que duas em cada três casas no mercado não trazem forma nenhuma de arrefecer o interior.

O número é do segundo trimestre de 2026 e chega numa semana em que quase todo o continente esteve sob aviso amarelo, com distritos a bater nos 40 graus. A coincidência é irritante e diz muito sobre o parque habitacional português: construímos décadas a pensar no inverno e continuamos a vender casas equipadas para um clima que já não é o nosso.

Que cidades têm mais casas com ar condicionado?

Vila Real lidera, com 53% dos anúncios, seguida de Faro com 51%. Depois vêm Viseu (47%), Aveiro (44%), Braga (42%), Porto e Funchal (40%), Beja (36%), Lisboa (35%), Viana do Castelo (33%), Leiria e Coimbra (31%) e Évora (29%). No fundo da tabela estão a Guarda, com 13%, e Portalegre, com 16%.

A geografia não é a que se esperaria. O Algarve faz sentido — verões longos, muita casa recente, muito investimento estrangeiro. Vila Real no topo já surpreende mais, e explica-se pelo clima continental de Trás-os-Montes: quem tem invernos duros instala equipamento com bomba de calor e acaba a ficar com o ar condicionado de borla no verão.

Isto muda o preço de uma casa?

Muda a decisão, e por consequência acaba por mexer no preço. Numa altura em que os preços das casas continuam a subir mês após mês, o equipamento de climatização passou de extra a critério de escolha, sobretudo em arrendamento, onde o inquilino não vai investir num aparelho para casa alheia. Instalar um split razoável custa hoje entre 600 e 1.200 euros com montagem, o que não é despesa de fim de semana.

Há ainda o lado energético. O consumo europeu para arrefecer casas duplicou em seis anos, e um aparelho eficiente numa casa mal isolada continua a ser dinheiro a sair pela janela — literalmente. Antes de comprar o equipamento, vale a pena olhar para o certificado energético do imóvel, cujas regras estão explicadas no portal da ADENE, a agência que gere o sistema.

O verão de 2026 já respondeu à pergunta que o mercado ainda não fez: o ar condicionado deixou de ser luxo e passou a ser infraestrutura. E esta semana, com quase todo o país sob aviso de calor, 66% das casas anunciadas estão à venda sem ele.

Por Duarte Figueiredo

Infografia: Tugadaily · dados idealista

Jardim Manuel Cerdeira Monteiro, na cidade da Guarda
Imobiliário 28 de julho de 2026

O interior já entrou no top 50 de quem procura casa para arrendar em Portugal

Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras entraram no top 50 da procura de arrendamento no segundo trimestre de 2026, enquanto Coimbra e Porto perderam mais de metade da oferta.

Durante anos, o mapa de quem procurava casa para arrendar em Portugal cabia em três ou quatro manchas urbanas. Já não cabe. Concelhos do Alentejo, de Trás-os-Montes e das Beiras registaram procura suficiente no segundo trimestre para entrarem no top 50 nacional — sítios que, há pouco tempo, nem apareciam na conversa. Não é uma súbita paixão pelo interior. É aritmética. Quando arrendar nas cidades grandes fica impossível, a procura escorre para onde ainda…

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Fachada de um prédio de habitação em Lisboa revestida a azulejo, com varandas e plantas nas sacadas
Imobiliário 26 de julho de 2026

Os condomínios querem um seguro único para o prédio inteiro e a lei ainda não deixa

Seis meses depois das tempestades, a associação de administradores de condomínios defende que cada edifício tenha um só seguro em vez de um por fração, para destravar as participações nas partes comuns.

Se o teu prédio levou com o mau tempo deste inverno e o processo do seguro ainda anda a arrastar-se, há uma explicação legal para isso — e uma proposta para a resolver. A associação que representa as empresas de gestão e administração de condomínios veio esta semana defender que cada edifício passe a ter um seguro único, em vez da confusão atual. Porque a lei manda assim. Um edifício tem tantos seguros quantas as frações que o compõem — trinta…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 25 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. A avaliação bancária da habitação bateu novo máximo em junho: 2.228 euros por metro quadrado, mais 16,6% do que no mesmo mês de 2025, segundo o INE. Do lado das…

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Estação da Parede, na linha de Cascais
Imobiliário 25 de julho de 2026

O Hilton da Parede levou ordem de suspensão do Ministério Público — e Cascais vai recorrer

O MP quer travar as obras do hotel Hilton e de 120 apartamentos na linha de Cascais e pede demolição parcial. A câmara diz que o licenciamento é legal. O que está em causa.

Um hotel de marca internacional e 120 apartamentos quase prontos, a menos de 500 metros do mar, e agora um pedido do Ministério Público para parar tudo e deitar abaixo os últimos andares. É este o retrato do caso que rebentou na Parede, no concelho de Cascais, e que a câmara já disse que vai levar a tribunal. O MP pediu a suspensão imediata das obras do futuro hotel Hilton e do conjunto habitacional que o acompanha, e vai mais longe: quer a demolição,…

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Gráfico Tugadaily com a queda da oferta de casas para arrendar por cidade no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 23 de julho de 2026

Há cada vez menos casas para arrendar em Portugal, e a oferta caiu 22% num só trimestre

A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026. Coimbra e Porto lideram a quebra — veja onde há menos e onde aumentou.

Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar. A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade…

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Mão a segurar um molho de chaves com pendente em forma de casa, à porta de uma habitação
Imobiliário 23 de julho de 2026

O Fundo de Emergência Habitacional já tem regras — e há inquilinos que ficam de fora

O novo Fundo de Emergência Habitacional apoia até 2.300 euros por mês no realojamento, mas exclui quem for despejado por danos. Saiba quem tem direito e quem não.

Se ficar sem casa de um momento para o outro, há agora uma rede de segurança — mas não é para toda a gente. O novo Fundo de Emergência Habitacional (FEH), criado dentro da reforma do arrendamento, paga até 2.300 euros por mês para garantir realojamento rápido a quem cai numa situação de emergência. Há uma condição que já está a dar que falar: quem for despejado por ter danificado a casa fica de fora. O apoio é um subsídio direto e não reembolsável para…

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Edifício de um hotel B&B em Pulianas, Granada, Espanha
Imobiliário 21 de julho de 2026

A B&B Hotels aliou-se à Casais para construir hotéis em série — e o próximo já cresce na Amadora

B&B Hotels, Grupo Casais, CREE Buildings e First Properties criaram uma aliança para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha.

A B&B Hotels quer crescer na Península Ibérica ao ritmo de linha de montagem — e escolheu parceiros portugueses para isso. A cadeia hoteleira formalizou uma aliança com o Grupo Casais, a CREE Buildings e a First Properties para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha, transformando o que eram projetos avulsos numa plataforma repetível e escalável. Com madeira híbrida e peças feitas em fábrica. O sistema patenteado da CREE já provou que…

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Gráfico com a dívida de rendas em atraso na habitação pública por município: Lisboa 44,1 milhões, Cascais 2,5 milhões, Porto 1 milhão, Sintra 471 mil euros
Imobiliário 20 de julho de 2026

As rendas em atraso na habitação pública passam os 48 milhões — e Lisboa deve 44

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra acumulavam 48 milhões de euros em rendas por cobrar no final de 2025. O incumprimento está a cair, mas houve 86 despejos.

As rendas em atraso na habitação pública das quatro maiores câmaras do país somavam 48 milhões de euros no final de 2025 — e Lisboa, sozinha, responde por 44,1 milhões. Porto, Cascais e Sintra dividem o resto, com a vila de Cascais em segundo lugar (2,5 milhões), o Porto perto de um milhão e Sintra acima dos 471 mil euros. Escala, sobretudo: a capital gere mais de 21.700 fogos municipais — mais do que Porto, Cascais e Sintra juntos. A Gebalis, a empresa…

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Fachadas de casas antigas e coloridas no Porto
Imobiliário 19 de julho de 2026

As heranças indivisas deixam de bloquear a venda de casas — o Parlamento aprovou a lei

O Parlamento aprovou em votação final o diploma que permite a um único herdeiro pedir a venda de imóveis presos em heranças indivisas. A casa de morada de família fica de fora, salvo consentimento.

Milhares de casas em Portugal estão paradas há anos porque os herdeiros não se entendem. Essa realidade está prestes a mudar: o Parlamento aprovou em votação final global o diploma do Governo que cria um processo especial — e urgente — para vender imóveis presos em heranças indivisas, mesmo quando não há acordo entre todos os herdeiros. Passa a bastar que um único herdeiro peça a venda para o processo avançar, através de um mecanismo judicial de natureza…

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Ondulação gigante na costa da Nazaré vista de satélite
Imobiliário 17 de julho de 2026

Comprar casa já se faz a olhar para o céu — 87% dos portugueses pesam os riscos climáticos

Um estudo do Observador Cetelem divulgado a 17 de julho mostra que 87% dos portugueses que querem comprar ou mudar de casa consideram a exposição a riscos climáticos no negócio. Tempestades lideram os receios (48%), seguidas das ondas de calor (45%).

Comprar casa em Portugal deixou de ser só localização, preço e taxa de juro — agora também se olha para o céu. Segundo o barómetro do Observador Cetelem divulgado esta sexta-feira, 87% dos portugueses que tencionam comprar ou mudar de casa já consideram a exposição a riscos climáticos um critério importante ou muito importante na decisão. As tempestades. Ao contrário da média europeia, onde o calor lidera os receios (40%), em Portugal é a violência do…

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Termóstato digital numa parede de uma habitação
Imobiliário 16 de julho de 2026

O certificado energético é obrigatório para vender ou arrendar casa — quanto custa e como se pede em 2026

O certificado energético custa tipicamente entre 120 e 250 euros mais IVA numa habitação, vale 10 anos e é obrigatório para vender ou arrendar. Guia com taxas ADENE, passos e prazos em 2026.

A resposta curta primeiro: o certificado energético de uma habitação custa, na prática, entre 120 e 250 euros mais IVA, vale 10 anos e é obrigatório desde o momento em que anuncia a casa para venda ou arrendamento — não apenas na escritura. Quem vende sem ele arrisca coima. O documento classifica o desempenho energético do imóvel numa escala que vai do A+ (excelente) ao F (muito fraco), e só pode ser emitido por um perito qualificado registado no Sistema…

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Entrega de chaves de uma casa com um letreiro de vendido ao fundo
Imobiliário 16 de julho de 2026

Vender casa em Portugal custa mais do que parece — comissões, certificados e mais-valias explicados para 2026

Vender casa em Portugal implica comissão imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), certificado energético, eventual comissão de reembolso antecipado do crédito e IRS sobre metade da mais-valia. Guia completo 2026.

A resposta direta: quem vende casa em Portugal deve contar com três blocos de custos — a comissão da imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), a papelada obrigatória (certificado energético à cabeça) e, no ano seguinte, o IRS sobre a mais-valia, em que por regra só metade do ganho é tributada. Ignorar o terceiro bloco é o erro mais caro. Não há tabela legal: a comissão é negociada em contrato de mediação e ronda os 3% a 6% sobre o preço de venda, mais…

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Grua sobre um edifício em obras em Lisboa
Imobiliário 16 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras arranca a 3 de agosto — e o silêncio da câmara passa a valer aprovação

O Decreto-Lei 108/2026 muda o licenciamento urbanístico a partir de 3 de agosto: deferimento tácito generalizado, comunicação prévia para mais obras, prazos de 20 a 45 dias e um novo título urbanístico. O que muda para quem constrói, remodela ou compra.

A partir de 3 de agosto, se a câmara não responder ao seu pedido de obra dentro do prazo, o pedido considera-se aprovado. É esta a mudança mais sonante do novo licenciamento urbanístico, aprovado pelo Decreto-Lei 108/2026, que altera o regime jurídico da urbanização e edificação (RJUE) para atacar um dos maiores estrangulamentos da habitação em Portugal: o tempo que os projetos passam parados à espera de resposta. Três coisas principais. Primeiro, o…

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Rua de prédios de habitação em Lisboa, com fachadas em tons de vermelho, creme e branco
Imobiliário 15 de julho de 2026

O novo arrendamento acessível arranca a 1 de setembro e isenta o senhorio de IRS a 100% — eis a letra pequena

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entra em vigor a 1 de setembro de 2026: renda até 80% da mediana do concelho, contrato de 3 anos e isenção total de IRS ou IRC sobre a renda.

A partir de 1 de setembro de 2026, um senhorio que arrende uma casa com renda até 80% da mediana do seu concelho e contrato de pelo menos três anos não paga um cêntimo de IRS ou de IRC sobre essa renda. Isenção total, não desconto. É este o Regime Simplificado de Arrendamento Acessível — o RSAA — e é a peça mais agressiva do pacote fiscal da habitação deste ano. Vale a pena dizer o que isto substitui. O RSAA vem ocupar o lugar do antigo Programa de Apoio…

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