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Fachada de um prédio de habitação em Lisboa revestida a azulejo, com varandas e plantas nas sacadas
Imobiliário 26 de julho de 2026

Os condomínios querem um seguro único para o prédio inteiro e a lei ainda não deixa

Seis meses depois das tempestades, a associação de administradores de condomínios defende que cada edifício tenha um só seguro em vez de um por fração, para destravar as participações nas partes comuns.

Se o teu prédio levou com o mau tempo deste inverno e o processo do seguro ainda anda a arrastar-se, há uma explicação legal para isso — e uma proposta para a resolver. A associação que representa as empresas de gestão e administração de condomínios veio esta semana defender que cada edifício passe a ter um seguro único, em vez da confusão atual.

Porque é que um prédio tem tantos seguros?

Porque a lei manda assim. Um edifício tem tantos seguros quantas as frações que o compõem — trinta apartamentos, trinta apólices, potencialmente trinta seguradoras diferentes. Para o interior de cada casa isso funciona. O problema aparece quando o estrago é nas partes comuns: telhado, fachada, caixa de escadas, elevador. Aí é preciso que cada condómino faça a sua participação individual, e basta um punhado de pessoas fora do país ou simplesmente distraídas para o processo ficar preso durante meses.

Foi exatamente o que se viu depois das tempestades. Seis meses depois, há condomínios ainda a tentar juntar participações suficientes para reparar coisas que são de todos e de ninguém em particular.

O que muda se o seguro do condomínio for único?

Uma apólice para o edifício, um interlocutor, uma participação. O presidente da associação resume a coisa de forma seca: isto resolvia-se com a obrigatoriedade de o seguro ser único para o edifício. Na prática, o administrador participaria o sinistro em nome do condomínio e a obra avançaria sem esperar pela boa vontade de trinta pessoas.

Há contrapartidas óbvias e ainda por discutir — quem escolhe a seguradora, como se reparte o prémio entre frações de tamanhos diferentes, o que acontece a quem já tem uma apólice mais completa. Nada disto é lei ainda; é uma proposta de alteração legislativa, e o setor da administração de condomínios já tem outras mudanças em cima da mesa, incluindo licenciamento e seguro de responsabilidade civil obrigatório para quem administra.

Vale a pena guardar isto no mesmo bolso mental onde já andam os riscos climáticos que os portugueses pesam antes de comprar casa. Comprar bem já não é só olhar para a planta e para o preço — é perceber quem paga quando o telhado cede, e quanto tempo demora até alguém o mandar arranjar. As regras gerais dos seguros de habitação estão explicadas no portal do consumidor da ASF.

Por Duarte Figueiredo

Imagem: Harvey Barrison from Massapequa, NY, USA / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 25 de julho de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda. Os dados oficiais estão no INE. A avaliação bancária da habitação bateu novo máximo em junho: 2.228 euros por metro quadrado, mais 16,6% do que no mesmo mês de 2025, segundo o INE. Do lado das…

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Estação da Parede, na linha de Cascais
Imobiliário 25 de julho de 2026

O Hilton da Parede levou ordem de suspensão do Ministério Público — e Cascais vai recorrer

O MP quer travar as obras do hotel Hilton e de 120 apartamentos na linha de Cascais e pede demolição parcial. A câmara diz que o licenciamento é legal. O que está em causa.

Um hotel de marca internacional e 120 apartamentos quase prontos, a menos de 500 metros do mar, e agora um pedido do Ministério Público para parar tudo e deitar abaixo os últimos andares. É este o retrato do caso que rebentou na Parede, no concelho de Cascais, e que a câmara já disse que vai levar a tribunal. O MP pediu a suspensão imediata das obras do futuro hotel Hilton e do conjunto habitacional que o acompanha, e vai mais longe: quer a demolição,…

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Gráfico Tugadaily com a queda da oferta de casas para arrendar por cidade no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 23 de julho de 2026

Há cada vez menos casas para arrendar em Portugal, e a oferta caiu 22% num só trimestre

A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026. Coimbra e Porto lideram a quebra — veja onde há menos e onde aumentou.

Quem anda à procura de casa para arrendar já sentiu na pele: há cada vez menos anúncios e a concorrência é feroz. Os números confirmam o que a rua já sabia. A oferta de casas para arrendamento de longa duração em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026 face ao ano anterior, para um total de 40.716 imóveis disponíveis. Menos oferta, mais candidatos por porta, e rendas que continuam a apertar. A quebra não é igual em todo o lado. Coimbra foi a cidade…

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Mão a segurar um molho de chaves com pendente em forma de casa, à porta de uma habitação
Imobiliário 23 de julho de 2026

O Fundo de Emergência Habitacional já tem regras — e há inquilinos que ficam de fora

O novo Fundo de Emergência Habitacional apoia até 2.300 euros por mês no realojamento, mas exclui quem for despejado por danos. Saiba quem tem direito e quem não.

Se ficar sem casa de um momento para o outro, há agora uma rede de segurança — mas não é para toda a gente. O novo Fundo de Emergência Habitacional (FEH), criado dentro da reforma do arrendamento, paga até 2.300 euros por mês para garantir realojamento rápido a quem cai numa situação de emergência. Há uma condição que já está a dar que falar: quem for despejado por ter danificado a casa fica de fora. O apoio é um subsídio direto e não reembolsável para…

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Edifício de um hotel B&B em Pulianas, Granada, Espanha
Imobiliário 21 de julho de 2026

A B&B Hotels aliou-se à Casais para construir hotéis em série — e o próximo já cresce na Amadora

B&B Hotels, Grupo Casais, CREE Buildings e First Properties criaram uma aliança para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha.

A B&B Hotels quer crescer na Península Ibérica ao ritmo de linha de montagem — e escolheu parceiros portugueses para isso. A cadeia hoteleira formalizou uma aliança com o Grupo Casais, a CREE Buildings e a First Properties para industrializar a construção de hotéis em Portugal e Espanha, transformando o que eram projetos avulsos numa plataforma repetível e escalável. Com madeira híbrida e peças feitas em fábrica. O sistema patenteado da CREE já provou que…

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Gráfico com a dívida de rendas em atraso na habitação pública por município: Lisboa 44,1 milhões, Cascais 2,5 milhões, Porto 1 milhão, Sintra 471 mil euros
Imobiliário 20 de julho de 2026

As rendas em atraso na habitação pública passam os 48 milhões — e Lisboa deve 44

Lisboa, Porto, Cascais e Sintra acumulavam 48 milhões de euros em rendas por cobrar no final de 2025. O incumprimento está a cair, mas houve 86 despejos.

As rendas em atraso na habitação pública das quatro maiores câmaras do país somavam 48 milhões de euros no final de 2025 — e Lisboa, sozinha, responde por 44,1 milhões. Porto, Cascais e Sintra dividem o resto, com a vila de Cascais em segundo lugar (2,5 milhões), o Porto perto de um milhão e Sintra acima dos 471 mil euros. Escala, sobretudo: a capital gere mais de 21.700 fogos municipais — mais do que Porto, Cascais e Sintra juntos. A Gebalis, a empresa…

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Fachadas de casas antigas e coloridas no Porto
Imobiliário 19 de julho de 2026

As heranças indivisas deixam de bloquear a venda de casas — o Parlamento aprovou a lei

O Parlamento aprovou em votação final o diploma que permite a um único herdeiro pedir a venda de imóveis presos em heranças indivisas. A casa de morada de família fica de fora, salvo consentimento.

Milhares de casas em Portugal estão paradas há anos porque os herdeiros não se entendem. Essa realidade está prestes a mudar: o Parlamento aprovou em votação final global o diploma do Governo que cria um processo especial — e urgente — para vender imóveis presos em heranças indivisas, mesmo quando não há acordo entre todos os herdeiros. Passa a bastar que um único herdeiro peça a venda para o processo avançar, através de um mecanismo judicial de natureza…

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Ondulação gigante na costa da Nazaré vista de satélite
Imobiliário 17 de julho de 2026

Comprar casa já se faz a olhar para o céu — 87% dos portugueses pesam os riscos climáticos

Um estudo do Observador Cetelem divulgado a 17 de julho mostra que 87% dos portugueses que querem comprar ou mudar de casa consideram a exposição a riscos climáticos no negócio. Tempestades lideram os receios (48%), seguidas das ondas de calor (45%).

Comprar casa em Portugal deixou de ser só localização, preço e taxa de juro — agora também se olha para o céu. Segundo o barómetro do Observador Cetelem divulgado esta sexta-feira, 87% dos portugueses que tencionam comprar ou mudar de casa já consideram a exposição a riscos climáticos um critério importante ou muito importante na decisão. As tempestades. Ao contrário da média europeia, onde o calor lidera os receios (40%), em Portugal é a violência do…

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Termóstato digital numa parede de uma habitação
Imobiliário 16 de julho de 2026

O certificado energético é obrigatório para vender ou arrendar casa — quanto custa e como se pede em 2026

O certificado energético custa tipicamente entre 120 e 250 euros mais IVA numa habitação, vale 10 anos e é obrigatório para vender ou arrendar. Guia com taxas ADENE, passos e prazos em 2026.

A resposta curta primeiro: o certificado energético de uma habitação custa, na prática, entre 120 e 250 euros mais IVA, vale 10 anos e é obrigatório desde o momento em que anuncia a casa para venda ou arrendamento — não apenas na escritura. Quem vende sem ele arrisca coima. O documento classifica o desempenho energético do imóvel numa escala que vai do A+ (excelente) ao F (muito fraco), e só pode ser emitido por um perito qualificado registado no Sistema…

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Entrega de chaves de uma casa com um letreiro de vendido ao fundo
Imobiliário 16 de julho de 2026

Vender casa em Portugal custa mais do que parece — comissões, certificados e mais-valias explicados para 2026

Vender casa em Portugal implica comissão imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), certificado energético, eventual comissão de reembolso antecipado do crédito e IRS sobre metade da mais-valia. Guia completo 2026.

A resposta direta: quem vende casa em Portugal deve contar com três blocos de custos — a comissão da imobiliária (tipicamente 3% a 6% mais IVA), a papelada obrigatória (certificado energético à cabeça) e, no ano seguinte, o IRS sobre a mais-valia, em que por regra só metade do ganho é tributada. Ignorar o terceiro bloco é o erro mais caro. Não há tabela legal: a comissão é negociada em contrato de mediação e ronda os 3% a 6% sobre o preço de venda, mais…

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Grua sobre um edifício em obras em Lisboa
Imobiliário 16 de julho de 2026

O novo licenciamento de obras arranca a 3 de agosto — e o silêncio da câmara passa a valer aprovação

O Decreto-Lei 108/2026 muda o licenciamento urbanístico a partir de 3 de agosto: deferimento tácito generalizado, comunicação prévia para mais obras, prazos de 20 a 45 dias e um novo título urbanístico. O que muda para quem constrói, remodela ou compra.

A partir de 3 de agosto, se a câmara não responder ao seu pedido de obra dentro do prazo, o pedido considera-se aprovado. É esta a mudança mais sonante do novo licenciamento urbanístico, aprovado pelo Decreto-Lei 108/2026, que altera o regime jurídico da urbanização e edificação (RJUE) para atacar um dos maiores estrangulamentos da habitação em Portugal: o tempo que os projetos passam parados à espera de resposta. Três coisas principais. Primeiro, o…

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Rua de prédios de habitação em Lisboa, com fachadas em tons de vermelho, creme e branco
Imobiliário 15 de julho de 2026

O novo arrendamento acessível arranca a 1 de setembro e isenta o senhorio de IRS a 100% — eis a letra pequena

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entra em vigor a 1 de setembro de 2026: renda até 80% da mediana do concelho, contrato de 3 anos e isenção total de IRS ou IRC sobre a renda.

A partir de 1 de setembro de 2026, um senhorio que arrende uma casa com renda até 80% da mediana do seu concelho e contrato de pelo menos três anos não paga um cêntimo de IRS ou de IRC sobre essa renda. Isenção total, não desconto. É este o Regime Simplificado de Arrendamento Acessível — o RSAA — e é a peça mais agressiva do pacote fiscal da habitação deste ano. Vale a pena dizer o que isto substitui. O RSAA vem ocupar o lugar do antigo Programa de Apoio…

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Edifício do Banco de Portugal no Porto
Imobiliário 15 de julho de 2026

A garantia pública para jovens fica, diz o Governo, e o FMI que tenha paciência

O FMI e o Banco de Portugal querem travar a garantia do Estado que financia 100% da primeira casa a menores de 35 anos. O Governo recusa recuar e culpa a falta de oferta pela subida dos preços.

O Governo não vai mexer na garantia pública que permite a jovens até aos 35 anos comprar a primeira casa sem entrada — e disse-o depois de o Fundo Monetário Internacional ter defendido o fim da medida e de o Banco de Portugal ter avisado que ela está a inchar o risco dos bancos. Resumindo: dois dos maiores avisos que um governo pode receber sobre habitação, e a resposta foi não. É o Estado a pôr-se como fiador. Em vez de o jovem juntar os 10% ou 20% de…

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Prédios de habitação na Baixa de Lisboa
Imobiliário 13 de julho de 2026

Casas abaixo de 300 mil euros: só uma em cada três à venda em Portugal

Apenas uma em cada três casas à venda em Portugal custa menos de 300 mil euros, e o stock nessa faixa caiu 31% num ano. O retrato do mercado em 2026.

Quem procura casa por menos de 300 mil euros está a disputar um terço do mercado. É essa a fotografia de 2026: apenas uma em cada três casas à venda em Portugal fica abaixo dessa fasquia, e o stock nesse escalão encolheu 31% num único ano. O problema não é só o preço de cada casa, é que as casas mais acessíveis estão simplesmente a desaparecer das listas. Cerca de uma em cada três das casas atualmente à venda. A maior fatia do mercado, 44%, situa-se entre…

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