OMS Europa alerta: o calor extremo já é tratado como emergência de saúde pública
A OMS reuniu 41 países europeus numa chamada de emergência sobre o calor extremo e avisa que menos de metade tem um plano nacional para proteger vidas.
O calor deixou de ser só uma questão de meteorologia e passou a ser um problema de saúde pública — e a Organização Mundial da Saúde quer que os governos o tratem como tal. A 7 de julho, a OMS Europa convocou uma chamada de emergência sobre o calor extremo que juntou 41 Estados-membros, a Comissão Europeia e dezenas de organizações, num total de mais de 130 participantes.
O que disse a OMS sobre esta onda de calor?
O aviso foi direto: podem estar por vir “semanas ainda mais mortíferas” para a região europeia. A mensagem central é que o calor mata, mas de forma silenciosa e evitável — e que os países que se preparam salvam vidas. A reunião serviu para perceber o que a atual vaga ensinou e se a Europa está pronta para a próxima.
O que é um plano de ação calor-saúde e quantos países têm?
É um protocolo nacional que define quem faz o quê quando o termómetro dispara: avisos à população, apoio a idosos e doentes crónicos, coordenação entre saúde, proteção civil e autarquias. O problema, segundo a OMS, é que nem metade dos países da Região Europeia tem um plano destes em vigor. Portugal está do lado certo — tem plano de contingência e o IPMA emite avisos por distrito —, mas o recado europeu é que preparação não pode ser opcional. Em Portugal, o risco de incêndio agravou-se com o calor e as recomendações oficiais estão na OMS Europa.
Por Marta Carneiro
Imagem: Guilhem Vellut from Annecy, France / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)