Incêndio de Vinhais dominado ao segundo dia, com cinco bombeiros feridos e uma aldeia evacuada
O fogo começou do lado espanhol na madrugada de sábado, entrou no Parque Natural de Montesinho e destruiu um veículo de combate a incêndios com cinco operacionais de Vinhais a bordo. Foi dado como dominado às 7h50 de domingo.
O incêndio que entrou no Parque Natural de Montesinho foi dado como dominado às 7h50 de domingo, pouco mais de 24 horas depois de ter deflagrado. Custou cinco bombeiros feridos, um veículo destruído e uma aldeia esvaziada durante uma noite.
O fogo nasceu às 4h36 de sábado, do lado espanhol da raia, e atravessou para o concelho de Vinhais, no distrito de Bragança. Ao início da noite, por volta das 19h00, um veículo florestal de combate a incêndios da corporação de Vinhais foi apanhado pelas chamas. Ardeu por completo.
Dentro seguiam cinco operacionais — três homens e duas mulheres, entre os 18 e os 47 anos. Sofreram queimaduras por irradiação. Dois homens, de 45 e 47 anos, foram transportados em estado grave para hospitais do Porto; os restantes três receberam assistência no Hospital de Bragança. Quatro tiveram alta ainda no domingo. A bombeira mais nova, de 19 anos, foi transferida de Bragança para o Porto para exames complementares.
Dine saiu e voltou
A aldeia de Dine foi evacuada por precaução no sábado, com os habitantes levados para a vizinha Mofreita. Regressaram a casa assim que o fogo perdeu força — os relatos das horas divergem entre as várias contas do dia.
Ao meio-dia e um quarto de sábado, no pico do combate, estavam no terreno 218 bombeiros, 71 veículos e cinco meios aéreos. Já com o incêndio dominado, às 8h00 de domingo, permaneciam 186 operacionais e os mesmos 71 veículos — a fase de rescaldo em terreno de montanha é longa e é onde os reacendimentos costumam nascer.
Um verão que já vai em quinto pior
O de Vinhais não esteve sozinho. No mesmo dia, Torre de Moncorvo também foi dominado, e Chaves continuou a arder. Trás-os-Montes tem levado a pior parte de uma época que já colocou Portugal entre os cinco piores anos de área ardida dos últimos quinze, com o interior norte a concentrar os maiores fogos.
O ministro da Administração Interna já tinha admitido que o estado de alerta deverá manter-se, com as temperaturas muito elevadas a prolongarem-se. A informação atualizada sobre ocorrências ativas está disponível no portal da Proteção Civil.
Por Marta Carneiro
Imagem: Ana Lucas Marinho / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)