O sismo de 7,4 na Colômbia já matou 132 pessoas e fez cair 86 edifícios
O epicentro foi em San José del Palmar, no Chocó, a cerca de 103 quilómetros de profundidade. Cinco capitais de departamento estão em alerta vermelho e sete aeroportos suspenderam operações.
Pelo menos 132 pessoas morreram e 570 ficaram feridas no sismo que abalou o ocidente da Colômbia na manhã de segunda-feira. O balanço é provisório e as equipas de busca continuam a trabalhar sobre escombros em várias cidades.
O abalo teve o epicentro em San José del Palmar, no departamento do Chocó, cerca de 400 quilómetros a ocidente de Bogotá. O Serviço Geológico Colombiano fixou a magnitude em 7,4 e a profundidade em cerca de 103 quilómetros — o registo do USGS para este sismo aponta 110 —, o que faz deste o sismo mais forte registado no país neste século. Seguiram-se mais de 20 réplicas.
Onde bateu com mais força
Foi Pereira que contou mais vítimas mortais: 60. No Valle del Cauca, onde fica Cali, morreram pelo menos 27 pessoas, três delas crianças.
Em Cali caíram cerca de 20 edifícios, alguns com pessoas presas lá dentro. No total, o país contabiliza 86 edifícios colapsados, cinco capitais de departamento em alerta vermelho e sete aeroportos com operações suspensas. O Governo colombiano declarou o estado de emergência.
Sentiu-se em quatro países
Venezuela, Equador e Panamá reportaram o abalo. A combinação explica o alcance: a mais de 100 quilómetros de profundidade, a energia percorre distâncias maiores antes de chegar à superfície, e a magnitude foi alta o suficiente para que uma parte importante dessa energia chegasse lá. Foi por isso que tanta gente descreveu um balanço lento e prolongado em vez de um solavanco seco.
Portugal teve o seu próprio sobressalto na semana passada, bem menor: um sismo de magnitude 3,5 sentido entre Odemira, Ourique e Almodôvar. E em julho o sismo de 7,1 em Kumamoto mostrou como a diferença entre estruturas preparadas e não preparadas se mede em vidas.
Por Marta Carneiro
Imagem: Bandeira da Colômbia / Wikimedia Commons (domínio público)