As médias da 2.ª fase subiram em 16 das 24 provas. Os dados completos ainda não estão publicados
História A foi a maior subida, de 94 para 109 pontos, e Geometria Descritiva A a maior queda, de 108 para 95. Realizaram-se 85.745 provas, menos 2.663 do que em 2025, e a taxa de faltas passou de 6% para 9%.
As classificações médias da segunda fase dos exames nacionais melhoraram em 16 das 24 provas realizadas, quando comparadas com 2025. Os números saíram do Júri Nacional de Exames e foram divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação ao fim da tarde de 12 de agosto.
A maior subida foi em História A, que passou de 94 para 109 pontos. A maior descida foi em Geometria Descritiva A, de 108 para 95.
Entre as duas pontas há um padrão que vale a pena olhar com calma, porque não é o que se costuma dizer sobre a segunda fase. Entre as disciplinas divulgadas, as de humanidades subiram todas: Inglês foi de 135 para 144, Filosofia de 99 para 106, História B de 96 para 103, Português três pontos para 108. As disciplinas de números fizeram o contrário. Economia A e Matemática Aplicada às Ciências Sociais caíram 11 pontos cada, para 98 e 89. Matemática A recuou ligeiramente, de 95 para 92. Biologia e Geologia perdeu seis, para 90. Física e Química A desceu de 118 para 111 e continua, ainda assim, a ser das médias mais altas da tabela.
Menos provas e mais faltas
Fizeram-se 85.745 provas nesta fase, menos 2.663 do que no ano passado. E faltou mais gente: a taxa de faltas subiu de 6% para 9%.
Esse é o número que mais mexe. Uma taxa de faltas que cresce metade em doze meses, numa fase que serve sobretudo para melhorar nota e para quem chumbou em junho, diz alguma coisa sobre quantos alunos desistiram de tentar outra vez. O verão de exames que agora acaba já tinha sido complicado, com pautas suspensas, erros de classificação e um número recorde de pedidos de reapreciação, dos quais 77% acabaram por subir a nota.
O que ainda não se pode ver
Há um pormenor que ficou por resolver e que vale a pena registar. Fomos verificar a página de Relatórios e Estatísticas do Júri Nacional de Exames, que é onde estes dados costumam ficar disponíveis para toda a gente, ficheiro a ficheiro, disciplina a disciplina. À data desta publicação, os ficheiros do ensino secundário de 2026 não estão lá. O último conjunto completo de resultados por disciplina do secundário que se consegue abrir é o de 2024.
Ou seja: as médias circularam primeiro em comunicados e notícias, e a base de dados que permite a qualquer professor, investigador ou pai confirmar o que se disse ainda não foi posta online. Não é escândalo nenhum, e provavelmente é só uma questão de dias. Mas é a diferença entre saber um número e poder verificá-lo, e num ano em que a classificação dos exames correu mal em várias frentes, essa diferença conta.
Quem tiver a segunda fase pela frente encontra os prazos e o que se segue no calendário desta fase.
Por Marta Carneiro
Infografia: Tugadaily · dados Júri Nacional de Exames / MECI