Sismos na Venezuela: mortes de portugueses e lusodescendentes sobem para 107
O balanço dos sismos de 24 de junho na Venezuela chegou aos 107 portugueses e lusodescendentes mortos e 57 desaparecidos. A TAP retoma os voos a 13 de julho.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos que atingiram a Venezuela a 24 de junho subiu para 107, com 57 pessoas ainda desaparecidas, segundo o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entre as vítimas da comunidade estão 19 crianças, e 91 dos 107 mortos tinham também nacionalidade venezuelana.
É um agravamento pesado face às primeiras semanas: quando fizemos o balanço no final de junho, as autoridades falavam em 589 mortos no total do país e as buscas ainda devolviam sobreviventes. Hoje, o número de mortos em toda a Venezuela aproxima-se dos 3.900, com milhares de feridos e deslocados. A comunidade portuguesa — uma das maiores da diáspora, sobretudo na região de Caracas e nos estados vizinhos — foi duramente atingida pelo colapso de prédios nos dois abalos, de magnitude 7,2 e 7,5.
Quando retoma a TAP os voos para a Venezuela?
A TAP retoma as ligações à Venezuela já na segunda-feira, 13 de julho, mas com uma mudança: os voos passam a usar o aeroporto Arturo Michelena, em Valência, enquanto duram os constrangimentos na infraestrutura da capital. Para muitas famílias luso-venezuelanas, é a primeira janela real para reencontros — nos dois sentidos — desde que a operação foi suspensa a seguir aos sismos.
Portugal mantém no terreno apoio consular reforçado, e as famílias que procuram informação sobre parentes podem contactar a linha de emergência consular através do Portal das Comunidades Portuguesas, que centraliza os contactos do MNE.
Os números, esses, devem continuar a mexer: com 57 desaparecidos e escombros ainda por levantar em vários bairros, ninguém em Lisboa ou Caracas arrisca dar o balanço por fechado.
Por Marta Carneiro
Imagem: BriYYZ / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)