Sul do Líbano volta a arder entre Israel e o Hezbollah
Ataques aéreos israelitas a cerca de 150 posições ligadas ao Hezbollah deixaram pelo menos dez mortos, incluindo três soldados libaneses.
A trégua que segurava o sul do Líbano voltou a estalar. Israel realizou ataques aéreos contra cerca de 150 posições que diz estarem ligadas ao Hezbollah, num dia que terminou com pelo menos dez mortos, entre eles três soldados libaneses.
É exatamente o tipo de incidente que mantém analistas em alerta: cada bombardeamento desta dimensão testa um cessar-fogo que nunca chegou a ser sólido. Israel afirma estar a atacar infraestrutura militar; Beirute responde que a soberania do país está a ser pisada e que as vítimas militares mudam a natureza do confronto.
Um equilíbrio sempre por um fio
O sul do Líbano é um daqueles mapas em que uma faísca chega para incendiar a região. O exército libanês tenta afirmar-se como autoridade única no terreno, mas continua espremido entre a pressão israelita e a presença do Hezbollah. Quando soldados regulares morrem em ataques, o Governo de Beirute fica numa posição quase impossível.
Para a Europa, e para a comunidade portuguesa que vive e trabalha na região, o risco é o de sempre: uma escalada que arraste vizinhos, complique rotas e volte a empurrar pessoas para o exílio. A diplomacia internacional pede contenção, mas as palavras têm valido pouco perante os factos no terreno.
Veja também: o acordo-quadro anunciado entre Israel e o Líbano. A missão da ONU no país está descrita em unifil.unmissions.org.
Imagem: Eli+ 00:28, 15 January 2012 (UTC) / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)