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Captura de ecrã do chatbot Kimi, da Moonshot AI, a responder a uma pergunta
Tecnologia 17 de julho de 2026

O Kimi K3 é o maior modelo aberto de sempre — e deixa a China a um passo dos gigantes americanos

A chinesa Moonshot AI lançou o Kimi K3, um modelo aberto com 2,8 biliões de parâmetros que bate o GPT-5.5 e o Claude Opus em vários testes. As bolsas asiáticas tremeram.

Chama-se Kimi K3, tem 2,8 biliões de parâmetros e é, segundo a Moonshot AI, o maior modelo de inteligência artificial aberto alguma vez publicado. A startup de Pequim soltou-o esta semana com pompa calculada — dias antes da Conferência Mundial de IA, em Xangai — e os números explicam o alarido: nos testes de referência, o K3 anda taco a taco com os sistemas fechados mais poderosos dos Estados Unidos.

Nos benchmarks divulgados, o modelo supera o Claude Opus 4.8 da Anthropic e o GPT-5.5 da OpenAI em áreas como programação e tarefas de agente, ficando apenas atrás das versões de topo mais recentes das duas casas. Em testes cegos feitos por programadores, houve mesmo categorias — como código para interfaces — em que o K3 foi o preferido entre todos os modelos avaliados. Tudo isto com uma janela de contexto de um milhão de tokens, suporte nativo de texto e imagem, e os pesos em acesso aberto, com publicação integral prometida ainda este mês no site da Moonshot.

O que é o Kimi K3 e porque importa?

É a resposta mais forte da China na corrida da IA: um modelo aberto ao nível da fronteira tecnológica, publicado de borla enquanto os rivais americanos cobram pelo acesso aos seus melhores sistemas. Para programadores e empresas — incluindo as portuguesas — significa poder correr um modelo quase de topo sem pagar licenças; para os laboratórios dos EUA, significa que a vantagem que vendem encolheu outra vez.

Os mercados perceberam à primeira: as ações de rivais chinesas caíram a pique em Hong Kong — a Z.ai chegou a perder 30% e a MiniMax 16% — e o nervosismo contagiou o setor tecnológico global, já de si inquieto com as avaliações da IA. Quando um recém-chegado oferece de graça o que outros vendem caro, todo o tabuleiro estremece.

A pergunta que fica é a de sempre nesta corrida: quanto tempo dura a liderança de quem quer que esteja à frente? A julgar por 2026, a resposta mede-se em semanas.

Por Oliver Grant

Imagem: Software: Moonshot AIScreenshot: VulcanSphere / Wikimedia Commons (domínio público)

Vista do horizonte de Pudong, em Xangai, cidade que acolhe a World AI Conference
Tecnologia 17 de julho de 2026

Xi Jinping foi pela primeira vez abrir a WAIC — e a mensagem sobre a IA tinha destinatário certo

Xi Jinping fez o discurso de abertura da World AI Conference em Xangai pela primeira vez, a defender uma IA de código aberto e cooperação global, com promessas concretas para os países em desenvolvimento.

A World AI Conference de Xangai já vai na sua nona edição, mas nunca tinha visto isto: Xi Jinping em pessoa a abrir o evento. O líder chinês subiu esta sexta-feira ao palco da WAIC pela primeira vez desde que a conferência nasceu, em 2018, e o gesto diz tanto como o discurso — a IA passou oficialmente para o topo da agenda política chinesa, no preciso momento em que as restrições americanas apertam o acesso da China aos chips mais avançados. Coisas bem…

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Um telemóvel OnePlus a carregar com o cabo vermelho característico da marca
Tecnologia 17 de julho de 2026

A OnePlus sai da Europa e deixa quem tem um telemóvel da marca a olhar para o próximo

A OnePlus confirmou que deixa de lançar telemóveis na Europa e na América do Norte. Quem já tem um mantém atualizações e assistência — o que muda para quem comprava OnePlus em Portugal.

Durante uns anos, a OnePlus foi a resposta óbvia a quem dizia que um bom telemóvel tinha de custar mil euros. Agora acabou: a marca confirmou a 16 de julho que deixa de lançar produtos novos na Europa e na América do Norte. Nada de imediato, e essa é a boa notícia. A empresa garantiu que os direitos dos utilizadores atuais se mantêm, incluindo assistência pós-venda e atualizações de software. Ou seja, o telemóvel que tem no bolso continua a funcionar e a…

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O Waze em utilização num ecrã de carro via Apple CarPlay
Tecnologia 17 de julho de 2026

O Waze ganhou voz com o Gemini — e um modo que finalmente se cala

A atualização de julho do Waze traz pesquisa por voz com o Gemini, relatórios de trânsito falados, rotas personalizadas pelos hábitos do condutor e um modo 'menos falador' que corta as instruções ao essencial. Chega a Android e iOS.

Quem conduz com o Waze conhece o dilema: a app é preciosa, mas não se cala. A atualização de julho ataca exatamente aí — chega um modo de voz "menos falador" que reduz as instruções ao essencial (mudanças de direção e perigos na estrada) e deixa a música e os podcasts em paz. Está a chegar a Android e iOS. A voz passa a perceber português de gente. Com a integração do Gemini, dá para reportar incidentes falando naturalmente — descrever o buraco ou o…

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Bandeiras de países da União Europeia hasteadas em frente ao Parlamento Europeu, em Bruxelas
Tecnologia 16 de julho de 2026

O AI Act entra na fase a sério a 2 de agosto — eis o que muda para quem usa IA em Portugal

A 2 de agosto de 2026 aplicam-se as obrigações principais do AI Act, incluindo as regras para sistemas de IA de risco elevado usados em recrutamento, crédito, educação ou serviços essenciais. O que muda para empresas em Portugal.

A resposta direta: a 2 de agosto de 2026 o AI Act — o regulamento europeu da inteligência artificial — entra na sua fase mais exigente, com a aplicação das obrigações para os sistemas de risco elevado e do grosso das regras de transparência. Para muitas empresas portuguesas que usam IA em decisões sobre pessoas, o período de aquecimento acaba este verão. O regulamento está em vigor desde agosto de 2024, mas foi desenhado para aterrar por etapas: primeiro…

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Ícone da aplicação Instagram em grande plano num ecrã de smartphone
Tecnologia 16 de julho de 2026

A Meta matou a função de IA do Instagram que imitava fotos de perfis públicos — durou três dias

A Meta removeu do Instagram a função do Muse Image que gerava imagens a partir das fotos e do estilo de contas públicas sem autorização dos donos. A ferramenta caiu três dias depois do lançamento, sob críticas de utilizadores e artistas.

Três dias. Foi quanto durou a função mais polémica que o Instagram lançou este verão: uma ferramenta do Muse Image que permitia mencionar qualquer conta pública com um arroba e pedir à IA que gerasse imagens novas inspiradas nas fotos, no estilo visual e na informação desse perfil — tudo sem pedir licença ao dono. A Meta anunciou a remoção num blogpost a 10 de julho, com a explicação diplomática do costume: a funcionalidade "não atingiu o objetivo…

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O realizador Christopher Nolan a falar num painel
Tecnologia 16 de julho de 2026

Uma Odisseia feita por IA quis roubar o palco a Nolan — e a internet respondeu com um sonoro 'slop'

Dias antes da estreia de A Odisseia de Christopher Nolan, um estúdio de IA anunciou Odysseus: The Fall, um filme de 135 minutos gerado por inteligência artificial. A reação foi impiedosa.

O timing não foi acidente nenhum. A poucos dias de A Odisseia de Christopher Nolan chegar às salas, um autoproclamado estúdio de cinema de IA anunciou a sua própria versão do poema de Homero: Odysseus: The Fall, um filme de 135 minutos inteiramente gerado por inteligência artificial. A jogada de marketing funcionou — toda a gente falou dela. Só que não pelas razões que o estúdio queria. A obra é assinada por Ash Koosha e pela Fountain O, empresa sediada…

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O portão sul de Zhongnanhai, sede do governo chinês, em Pequim
Tecnologia 16 de julho de 2026

A China proibiu os namorados de IA — e há milhões a fazer o luto

Novas regras na China proíbem plataformas de IA de oferecer companheiros virtuais românticos, com veto total a menores. ByteDance, Alibaba e Tencent desligaram as funções — e os utilizadores despedem-se.

Acabou o romance entre milhões de chineses e os seus namorados digitais. Entraram em vigor esta quarta-feira na China novas regras que proíbem as plataformas de inteligência artificial de oferecer companheiros virtuais com traços de relação amorosa — a primeira grande economia do mundo a cortar a direito no negócio da companhia artificial. Três coisas, no essencial: companheiros virtuais românticos deixam de poder ser oferecidos, os menores ficam…

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Gráfico de barras com as notas de segurança de nove empresas de IA, de Anthropic (2,66) a Mistral (0,33)
Tecnologia 15 de julho de 2026

Ninguém passou no exame de segurança da IA, e a europeia Mistral ficou em último de nove

O Índice de Segurança da IA do Future of Life Institute deu C+ à melhor empresa e chumbou três. A Mistral, maior esperança europeia, ficou em nono e último lugar.

Nenhuma empresa de inteligência artificial teve nota positiva. Essa é a conclusão curta do Índice de Segurança da IA do Future of Life Institute, publicado este mês, que pôs um painel de sete especialistas independentes a avaliar nove empresas em 37 indicadores. A melhor nota de todas foi um C+. Essa melhor nota foi para a Anthropic, com 2,66 numa escala de 0 a 4. Seguem-se a OpenAI com 2,28 e a Google DeepMind com 2,01, ambas com C. A Meta ficou-se por…

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Kathy Hochul, governadora do estado de Nova Iorque
Tecnologia 15 de julho de 2026

Nova Iorque disse basta aos data centers da IA — e é o primeiro estado dos EUA a fazê-lo

Kathy Hochul assinou a primeira moratória estadual dos EUA a novos data centers hiperescala: até um ano de pausa nas licenças ambientais, com 39 candidaturas à espera. E a pergunta que fica é quem paga a eletricidade.

Nova Iorque acaba de fazer aquilo que nenhum outro estado norte-americano tinha feito: carregou no botão de pausa aos data centers da inteligência artificial. A governadora Kathy Hochul assinou a 14 de julho uma ordem executiva que suspende, por até um ano, as licenças ambientais estatais para novos centros de dados hiperescala. O timing não é inocente. Há quatro data centers hiperescala já a funcionar no estado — e 39 candidaturas à espera de resposta.…

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Drone pousado sobre equipamento militar
Tecnologia 14 de julho de 2026

Helsing: a startup europeia de IA de defesa vale agora 18 mil milhões

A alemã Helsing, especializada em inteligência artificial e drones autónomos para defesa, fechou uma ronda de 1,8 mil milhões de dólares e é já a startup mais valiosa da Europa no setor.

A Europa quer deixar de depender dos Estados Unidos e da China para a sua tecnologia militar — e acaba de pôr muito dinheiro em cima da mesa para o provar. A Helsing, uma startup alemã de inteligência artificial de defesa, fechou uma ronda de financiamento de 1,8 mil milhões de dólares que a avalia em cerca de 18 mil milhões, tornando-a na empresa mais valiosa do género no continente. Sediada em Munique, a Helsing desenvolve software de inteligência…

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Linhas de código de software num ecrã
Tecnologia 13 de julho de 2026

Tekever compra Cloudsweep: o unicórnio dos drones reforça a aposta na IA

A Tekever, unicórnio português dos drones, comprou a startup de inteligência artificial Cloudsweep para acelerar o seu software de defesa e segurança.

A Tekever, o unicórnio português dos drones, comprou a Cloudsweep, uma startup nacional de inteligência artificial, para acelerar o desenvolvimento do seu software de defesa e segurança. O valor do negócio não foi revelado, mas a lógica é clara: em vez de esperar por talento de IA, a Tekever foi comprá-lo. É uma startup portuguesa dedicada a aplicar inteligência artificial ao desenvolvimento de software, ou seja, a usar IA para escrever e melhorar código…

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Mãos no volante de um automóvel, vista do interior
Tecnologia 13 de julho de 2026

Carros novos na UE já têm de vigiar a atenção do condutor

Desde 7 de julho, todos os carros novos vendidos na União Europeia têm de detetar sonolência e distração ao volante. Explicamos o que muda e se a câmara grava a sua cara.

Se comprar um carro novo em Portugal a partir de agora, ele vai estar de olho em si — literalmente. Desde 7 de julho de 2026, todos os automóveis e carrinhas novos matriculados na União Europeia têm de trazer sistemas que detetam sonolência e distração ao volante. É uma regra europeia, por isso aplica-se a Portugal tal como a qualquer outro país da UE. A obrigação vem do Regulamento Geral de Segurança da UE e junta duas tecnologias. Uma vigia a sonolência…

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Smartphone Google Pixel em exposição
Tecnologia 12 de julho de 2026

Pixel 11 chega a 12 de agosto: Google marca evento noturno em Nova Iorque

O Google marcou o evento Made by Google para 12 de agosto em Nova Iorque, onde vai apresentar o Pixel 11, os modelos Pro e o Pixel Watch 5.

Já há data para conhecer a próxima geração de telemóveis do Google: o evento Made by Google está marcado para 12 de agosto, em Nova Iorque, e traz uma novidade no formato — em vez do habitual arranque ao meio-dia, a apresentação passa para as 18h locais (23h em Lisboa), em horário nobre. A família completa: Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold, mais o Pixel Watch 5. O teaser oficial mostra uma moldura metálica dourada e a já…

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Cubo de vidro da Apple Store da Quinta Avenida, em Nova Iorque
Tecnologia 11 de julho de 2026

Apple processa OpenAI por roubo de segredos industriais na corrida ao hardware de IA

A Apple processou a OpenAI em tribunal federal, acusando-a de roubar segredos industriais para criar os seus gadgets de IA. Siri vai passar a usar o Gemini.

O divórcio entre a Apple e a OpenAI chegou aos tribunais. A empresa de Cupertino processou a criadora do ChatGPT num tribunal federal da Califórnia, acusando-a de se apropriar de segredos industriais para acelerar a sua entrada no hardware de consumo — a aposta com que a OpenAI quer desafiar o próprio iPhone. De um esquema "a todos os níveis", nas palavras da queixa: dos engenheiros ao diretor de hardware, Tang Tan — ele próprio um antigo vice-presidente…

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