EN
Um telemóvel OnePlus a carregar com o cabo vermelho característico da marca
Tecnologia 17 de julho de 2026

A OnePlus sai da Europa e deixa quem tem um telemóvel da marca a olhar para o próximo

A OnePlus confirmou que deixa de lançar telemóveis na Europa e na América do Norte. Quem já tem um mantém atualizações e assistência — o que muda para quem comprava OnePlus em Portugal.

Durante uns anos, a OnePlus foi a resposta óbvia a quem dizia que um bom telemóvel tinha de custar mil euros. Agora acabou: a marca confirmou a 16 de julho que deixa de lançar produtos novos na Europa e na América do Norte.

O que acontece a quem já tem um OnePlus?

Nada de imediato, e essa é a boa notícia. A empresa garantiu que os direitos dos utilizadores atuais se mantêm, incluindo assistência pós-venda e atualizações de software. Ou seja, o telemóvel que tem no bolso continua a funcionar e a receber updates. O que desaparece é o próximo — não haverá novos modelos a chegar às lojas portuguesas.

Porque é que a OnePlus está a sair destes mercados?

A decisão faz parte de uma reestruturação maior dentro da Oppo, a empresa-mãe. Num mercado em que os preços da eletrónica sobem e as pessoas demoram cada vez mais tempo a trocar de telemóvel, manter uma operação europeia deixou de compensar. A Índia continua a ser prioridade e a operação de lá segue normalmente, com o lançamento recente do OnePlus N6.

Há aqui uma ironia difícil de ignorar. A OnePlus construiu o nome com o slogan “flagship killer” e com uma comunidade que a defendia de unhas e dentes na Europa; sai agora precisamente do continente onde essa reputação nasceu, num ano em que as grandes marcas apostam tudo na inteligência artificial para justificar o preço dos topos de gama. Quem quiser confirmar o suporte ao seu modelo pode fazê-lo no site oficial da OnePlus.

Por Oliver Grant

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Waze em utilização num ecrã de carro via Apple CarPlay
Tecnologia 17 de julho de 2026

O Waze ganhou voz com o Gemini — e um modo que finalmente se cala

A atualização de julho do Waze traz pesquisa por voz com o Gemini, relatórios de trânsito falados, rotas personalizadas pelos hábitos do condutor e um modo 'menos falador' que corta as instruções ao essencial. Chega a Android e iOS.

Quem conduz com o Waze conhece o dilema: a app é preciosa, mas não se cala. A atualização de julho ataca exatamente aí — chega um modo de voz "menos falador" que reduz as instruções ao essencial (mudanças de direção e perigos na estrada) e deixa a música e os podcasts em paz. Está a chegar a Android e iOS. A voz passa a perceber português de gente. Com a integração do Gemini, dá para reportar incidentes falando naturalmente — descrever o buraco ou o…

Continuar a ler
Bandeiras de países da União Europeia hasteadas em frente ao Parlamento Europeu, em Bruxelas
Tecnologia 16 de julho de 2026

O AI Act entra na fase a sério a 2 de agosto — eis o que muda para quem usa IA em Portugal

A 2 de agosto de 2026 aplicam-se as obrigações principais do AI Act, incluindo as regras para sistemas de IA de risco elevado usados em recrutamento, crédito, educação ou serviços essenciais. O que muda para empresas em Portugal.

A resposta direta: a 2 de agosto de 2026 o AI Act — o regulamento europeu da inteligência artificial — entra na sua fase mais exigente, com a aplicação das obrigações para os sistemas de risco elevado e do grosso das regras de transparência. Para muitas empresas portuguesas que usam IA em decisões sobre pessoas, o período de aquecimento acaba este verão. O regulamento está em vigor desde agosto de 2024, mas foi desenhado para aterrar por etapas: primeiro…

Continuar a ler
Ícone da aplicação Instagram em grande plano num ecrã de smartphone
Tecnologia 16 de julho de 2026

A Meta matou a função de IA do Instagram que imitava fotos de perfis públicos — durou três dias

A Meta removeu do Instagram a função do Muse Image que gerava imagens a partir das fotos e do estilo de contas públicas sem autorização dos donos. A ferramenta caiu três dias depois do lançamento, sob críticas de utilizadores e artistas.

Três dias. Foi quanto durou a função mais polémica que o Instagram lançou este verão: uma ferramenta do Muse Image que permitia mencionar qualquer conta pública com um arroba e pedir à IA que gerasse imagens novas inspiradas nas fotos, no estilo visual e na informação desse perfil — tudo sem pedir licença ao dono. A Meta anunciou a remoção num blogpost a 10 de julho, com a explicação diplomática do costume: a funcionalidade "não atingiu o objetivo…

Continuar a ler
O realizador Christopher Nolan a falar num painel
Tecnologia 16 de julho de 2026

Uma Odisseia feita por IA quis roubar o palco a Nolan — e a internet respondeu com um sonoro 'slop'

Dias antes da estreia de A Odisseia de Christopher Nolan, um estúdio de IA anunciou Odysseus: The Fall, um filme de 135 minutos gerado por inteligência artificial. A reação foi impiedosa.

O timing não foi acidente nenhum. A poucos dias de A Odisseia de Christopher Nolan chegar às salas, um autoproclamado estúdio de cinema de IA anunciou a sua própria versão do poema de Homero: Odysseus: The Fall, um filme de 135 minutos inteiramente gerado por inteligência artificial. A jogada de marketing funcionou — toda a gente falou dela. Só que não pelas razões que o estúdio queria. A obra é assinada por Ash Koosha e pela Fountain O, empresa sediada…

Continuar a ler
O portão sul de Zhongnanhai, sede do governo chinês, em Pequim
Tecnologia 16 de julho de 2026

A China proibiu os namorados de IA — e há milhões a fazer o luto

Novas regras na China proíbem plataformas de IA de oferecer companheiros virtuais românticos, com veto total a menores. ByteDance, Alibaba e Tencent desligaram as funções — e os utilizadores despedem-se.

Acabou o romance entre milhões de chineses e os seus namorados digitais. Entraram em vigor esta quarta-feira na China novas regras que proíbem as plataformas de inteligência artificial de oferecer companheiros virtuais com traços de relação amorosa — a primeira grande economia do mundo a cortar a direito no negócio da companhia artificial. Três coisas, no essencial: companheiros virtuais românticos deixam de poder ser oferecidos, os menores ficam…

Continuar a ler
Gráfico de barras com as notas de segurança de nove empresas de IA, de Anthropic (2,66) a Mistral (0,33)
Tecnologia 15 de julho de 2026

Ninguém passou no exame de segurança da IA, e a europeia Mistral ficou em último de nove

O Índice de Segurança da IA do Future of Life Institute deu C+ à melhor empresa e chumbou três. A Mistral, maior esperança europeia, ficou em nono e último lugar.

Nenhuma empresa de inteligência artificial teve nota positiva. Essa é a conclusão curta do Índice de Segurança da IA do Future of Life Institute, publicado este mês, que pôs um painel de sete especialistas independentes a avaliar nove empresas em 37 indicadores. A melhor nota de todas foi um C+. Essa melhor nota foi para a Anthropic, com 2,66 numa escala de 0 a 4. Seguem-se a OpenAI com 2,28 e a Google DeepMind com 2,01, ambas com C. A Meta ficou-se por…

Continuar a ler
Kathy Hochul, governadora do estado de Nova Iorque
Tecnologia 15 de julho de 2026

Nova Iorque disse basta aos data centers da IA — e é o primeiro estado dos EUA a fazê-lo

Kathy Hochul assinou a primeira moratória estadual dos EUA a novos data centers hiperescala: até um ano de pausa nas licenças ambientais, com 39 candidaturas à espera. E a pergunta que fica é quem paga a eletricidade.

Nova Iorque acaba de fazer aquilo que nenhum outro estado norte-americano tinha feito: carregou no botão de pausa aos data centers da inteligência artificial. A governadora Kathy Hochul assinou a 14 de julho uma ordem executiva que suspende, por até um ano, as licenças ambientais estatais para novos centros de dados hiperescala. O timing não é inocente. Há quatro data centers hiperescala já a funcionar no estado — e 39 candidaturas à espera de resposta.…

Continuar a ler
Drone pousado sobre equipamento militar
Tecnologia 14 de julho de 2026

Helsing: a startup europeia de IA de defesa vale agora 18 mil milhões

A alemã Helsing, especializada em inteligência artificial e drones autónomos para defesa, fechou uma ronda de 1,8 mil milhões de dólares e é já a startup mais valiosa da Europa no setor.

A Europa quer deixar de depender dos Estados Unidos e da China para a sua tecnologia militar — e acaba de pôr muito dinheiro em cima da mesa para o provar. A Helsing, uma startup alemã de inteligência artificial de defesa, fechou uma ronda de financiamento de 1,8 mil milhões de dólares que a avalia em cerca de 18 mil milhões, tornando-a na empresa mais valiosa do género no continente. Sediada em Munique, a Helsing desenvolve software de inteligência…

Continuar a ler
Linhas de código de software num ecrã
Tecnologia 13 de julho de 2026

Tekever compra Cloudsweep: o unicórnio dos drones reforça a aposta na IA

A Tekever, unicórnio português dos drones, comprou a startup de inteligência artificial Cloudsweep para acelerar o seu software de defesa e segurança.

A Tekever, o unicórnio português dos drones, comprou a Cloudsweep, uma startup nacional de inteligência artificial, para acelerar o desenvolvimento do seu software de defesa e segurança. O valor do negócio não foi revelado, mas a lógica é clara: em vez de esperar por talento de IA, a Tekever foi comprá-lo. É uma startup portuguesa dedicada a aplicar inteligência artificial ao desenvolvimento de software, ou seja, a usar IA para escrever e melhorar código…

Continuar a ler
Mãos no volante de um automóvel, vista do interior
Tecnologia 13 de julho de 2026

Carros novos na UE já têm de vigiar a atenção do condutor

Desde 7 de julho, todos os carros novos vendidos na União Europeia têm de detetar sonolência e distração ao volante. Explicamos o que muda e se a câmara grava a sua cara.

Se comprar um carro novo em Portugal a partir de agora, ele vai estar de olho em si — literalmente. Desde 7 de julho de 2026, todos os automóveis e carrinhas novos matriculados na União Europeia têm de trazer sistemas que detetam sonolência e distração ao volante. É uma regra europeia, por isso aplica-se a Portugal tal como a qualquer outro país da UE. A obrigação vem do Regulamento Geral de Segurança da UE e junta duas tecnologias. Uma vigia a sonolência…

Continuar a ler
Smartphone Google Pixel em exposição
Tecnologia 12 de julho de 2026

Pixel 11 chega a 12 de agosto: Google marca evento noturno em Nova Iorque

O Google marcou o evento Made by Google para 12 de agosto em Nova Iorque, onde vai apresentar o Pixel 11, os modelos Pro e o Pixel Watch 5.

Já há data para conhecer a próxima geração de telemóveis do Google: o evento Made by Google está marcado para 12 de agosto, em Nova Iorque, e traz uma novidade no formato — em vez do habitual arranque ao meio-dia, a apresentação passa para as 18h locais (23h em Lisboa), em horário nobre. A família completa: Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold, mais o Pixel Watch 5. O teaser oficial mostra uma moldura metálica dourada e a já…

Continuar a ler
Cubo de vidro da Apple Store da Quinta Avenida, em Nova Iorque
Tecnologia 11 de julho de 2026

Apple processa OpenAI por roubo de segredos industriais na corrida ao hardware de IA

A Apple processou a OpenAI em tribunal federal, acusando-a de roubar segredos industriais para criar os seus gadgets de IA. Siri vai passar a usar o Gemini.

O divórcio entre a Apple e a OpenAI chegou aos tribunais. A empresa de Cupertino processou a criadora do ChatGPT num tribunal federal da Califórnia, acusando-a de se apropriar de segredos industriais para acelerar a sua entrada no hardware de consumo — a aposta com que a OpenAI quer desafiar o próprio iPhone. De um esquema "a todos os níveis", nas palavras da queixa: dos engenheiros ao diretor de hardware, Tang Tan — ele próprio um antigo vice-presidente…

Continuar a ler
Representação da estrutura atómica do grafeno
Tecnologia 11 de julho de 2026

Grafeno português pode tornar drones quase invisíveis ao radar — e a Força Aérea vai testá-lo

A GTechPlasma, spin-off do Técnico, desenvolveu um material à base de grafeno que absorve ondas de radar e reduz a assinatura eletromagnética de drones e aeronaves. Já há material entregue para testes.

Um material português à base de grafeno pode vir a esconder drones e aviões dos radares. A tecnologia nasceu na GTechPlasma, uma spin-off do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, e será testada pela Força Aérea — um passo raro para a investigação nacional em plena corrida europeia ao rearmamento tecnológico. Em vez de refletir as ondas de radar, como fazem as superfícies metálicas, o material absorve-as, reduzindo…

Continuar a ler
Sede da Polícia Judiciária, em Lisboa
Tecnologia 11 de julho de 2026

Falso rapto em Coimbra: burlões usaram IA para exigir resgate por mulher desaparecida

Burlões manipularam uma fotografia com inteligência artificial para simular o rapto de uma mulher desaparecida em Coimbra e exigir resgate à família. A PJ encontrou-a bem — saiu por vontade própria.

Uma mulher de 37 anos desaparece na Baixa de Coimbra. Dias depois, a família recebe uma fotografia dela, aparentemente amarrada, com um pedido de resgate. Só que o rapto nunca existiu: a imagem tinha sido manipulada com inteligência artificial, e a mulher — natural de Miranda do Corvo — tinha-se ausentado por vontade própria. O caso, revelado esta semana pela Polícia Judiciária, começou a 1 de julho com a participação do desaparecimento. Enquanto a…

Continuar a ler