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Shabana Mahmood, ministra do Interior britânica, sorri de pé ao lado de uma bandeira do Reino Unido
Imigração 2 de novembro de 2026

O Reino Unido passa a exigir 10 anos para a residência permanente. Quem tem o settled status fica de fora

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, confirmou a 2 de novembro o modelo de 'earned settlement': 10 anos por defeito, 5 para quem ganha mais de 50.271 libras ou trabalha como médico, enfermeiro ou professor, 3 acima de 125.141. O EU Settlement Scheme, onde estão os portugueses que chegaram antes do Brexit, fica fora da reforma.

O Reino Unido vai duplicar o tempo de espera pela residência permanente. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, apresentou esta segunda-feira na Câmara dos Comuns a versão final do chamado earned settlement, e o comunicado do Home Office fixa o novo ponto de partida em 10 anos, contra os 5 que vigoravam até aqui para a indefinite leave to remain.

Para a comunidade portuguesa, a primeira pergunta tem resposta curta. Quem lá vive com estatuto ao abrigo do EU Settlement Scheme não está abrangido.

Porque é que o settled status não muda

A resposta do Governo britânico à consulta pública põe o EU Settlement Scheme numa lista de regimes que “já funcionam com regras próprias” e que “não são afetados” pela reforma. É aí que estão os portugueses que se mudaram antes do fim do período de transição do Brexit, em 2020. O Home Office acrescenta, no mesmo dia, que o estatuto de residente permanente nunca será retirado a quem já o tem.

A história é outra para quem chegou depois, com visto de trabalho, de estudante ou de família. Esses passam a contar com o novo relógio.

Os novos prazos, escalão a escalão

O sistema deixa de ser igual para todos e passa a premiar rendimento e profissão:

  • 3 anos para quem ganha pelo menos 125.141 libras por ano;
  • 5 anos acima de 50.271 libras, e também para médicos, enfermeiros e professores;
  • 10 anos para os restantes, com um rendimento mínimo de 12.571 libras;
  • 20 anos ou mais para quem tenha violado as regras de imigração.

Os limiares não são aleatórios: coincidem com os escalões do imposto britânico sobre o rendimento. Há ainda quatro condições que ninguém contorna. Registo criminal limpo, inglês ao nível de um A-Level de língua estrangeira, nenhuma dívida ao Estado e um historial de contribuições para a segurança social britânica.

Enfermeiros e cuidadores

É aqui que o pacote toca mais emigrantes portugueses de vaga recente, muitos deles no NHS. A enfermagem fica no escalão dos 5 anos. Os cuidadores que cumpriram as condições do visto e ganharam pelo menos 25.000 libras por ano também mantêm os 5. Para cerca de um quarto dos cuidadores que não cumprem esses requisitos, o Governo promete um novo visto de cinco anos, ao fim do qual podem pedir a residência.

Estas proteções de transição só valem para quem entrou nas rotas antes de maio de 2025, quando foi publicado o Livro Branco da imigração. O próprio Home Office estima que mais de 500 mil pessoas vão esperar mais de cinco anos.

Quando começa

Ainda não há data. O Governo diz que vai publicar orientações técnicas antes de pôr o modelo em prática, e é nesse documento que se vai perceber como ficam os casos de quem está a meses de completar os cinco anos.

Para quem está a pensar em ir estudar para lá, isto soma-se ao visto Graduate que encolhe para 18 meses em 2027, com os dois anos guardados só para algumas universidades. Feitas as contas, o caminho até ficar de vez no Reino Unido ficou mais longo para quase toda a gente que não tinha o estatuto pré-Brexit.

Por Juliana Castilho

Imagem: Lauren Hurley / No 10 Downing Street (OGL v3.0)

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Imigração 3 de novembro de 2026

O Canadá passa a dar até 100 pontos a ofertas de emprego bem pagas, e deixa de exigir a LMIA

Desde 3 de novembro, o Express Entry pontua as ofertas de emprego e a experiência canadiana pelo salário mediano da profissão: 100, 70 ou 50 pontos por oferta, até 150 pela experiência. Enfermeiros, farmacêuticos e programadores estão no escalão de topo. Os sorteios param até duas semanas para recalcular perfis.

O Canadá mudou esta terça-feira a forma como pontua quem quer lá ficar. A partir de 3 de novembro, o Express Entry, o sistema que gere a maior parte dos pedidos de residência permanente por via económica, passa a medir as ofertas de emprego e a experiência de trabalho pelo salário da profissão. E deixa cair uma exigência que travava muita gente: a LMIA, a avaliação de impacto no mercado de trabalho que o empregador tinha de pedir para a oferta contar. O…

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Imigração 1 de novembro de 2026

Ainda não há ETIAS. Quem lhe cobrar por um está a enganá-lo

O site oficial da UE continua a dizer que o ETIAS não está em funcionamento e não recebe pedidos, e promete anunciar a data com vários meses de antecedência. Entretanto multiplicam-se sites que cobram pela autorização. O que convém saber antes de pagar seja o que for.

Se alguém lhe pediu dinheiro por um ETIAS, a autorização eletrónica que a União Europeia quer exigir a quem viaja sem visto, não foi a União Europeia. A 1 de novembro de 2026, o site oficial do ETIAS continua a dizer, preto no branco, que o sistema não está em funcionamento e que nenhum pedido está a ser recolhido. A mesma página acrescenta uma promessa que diz muito sobre o calendário: a UE vai anunciar a data de arranque "vários meses" antes do…

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Imigração 31 de outubro de 2026

Vai estudar para Londres no próximo ano? O Reino Unido passa a pedir 14.130 libras na conta

A partir de 30 de novembro, quem pede visto de estudante para um curso em Londres tem de provar 1.570 libras por mês durante nove meses (mais 369 libras do que hoje). Fora de Londres são 1.203 por mês. As mesmas regras já preparam o regresso do Erasmus+ ao país em 2027, e aí o visto de estudante pode deixar de ser preciso.

Quem está a planear um mestrado ou uma licenciatura em Londres para o próximo ano letivo vai precisar de mais dinheiro parado no banco. A partir de 30 de novembro, o visto de estudante britânico exige prova de 1.570 libras por mês para viver em Londres, contra as 1.529 de hoje. Fora da capital, o valor passa de 1.171 para 1.203 libras. Parece pouco. Não é, porque a conta faz-se a nove meses. O Reino Unido pede meios de subsistência até um máximo de nove…

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Ilustração de uma folha de prova com caixas assinaladas, um lápis e um cartão com uma impressão digital, numa secretária de madeira em frente a uma parede de azulejos azuis
Imigração 30 de outubro de 2026

O regulamento da nova lei da nacionalidade foi aprovado (74 dias depois do prazo)

O Conselho de Ministros aprovou a 29 de outubro o decreto-lei que regulamenta a Lei Orgânica n.º 1/2026: as provas de língua, cultura, história e instituições, o requisito de meios de subsistência, a declaração de adesão ao Estado de direito e a recolha de dados biométricos. Ainda falta a promulgação e a publicação.

O Governo aprovou na quinta-feira, 29 de outubro, o decreto-lei que regulamenta a nova Lei da Nacionalidade. É o manual de instruções da lei que entrou em vigor em maio, e chega 74 dias depois do prazo que a própria lei fixava. A Lei Orgânica n.º 1/2026 foi publicada a 18 de maio e dava ao Governo 90 dias para mexer no Regulamento da Nacionalidade Portuguesa, que é de 2006. O prazo acabou a 16 de agosto. Em agosto fomos confirmar que nada tinha saído, e…

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Ilustração de um passaporte com um capelo de finalista por cima, uma ampulheta e um carimbo de visto aprovado, diante da silhueta de Londres com a torre do Big Ben e a London Eye
Imigração 29 de outubro de 2026

Vai estudar para o Reino Unido? O Orçamento devolve os dois anos de visto a quem sair de certas universidades

O Orçamento britânico de 28 de outubro alarga o visto Graduate para dois anos nas universidades com bom cumprimento das regras e bons resultados no emprego, quando a regra geral desce para 18 meses em janeiro de 2027. Traz ainda seis meses para quem perde um emprego qualificado arranjar outro e novos limiares salariais a partir da primavera de 2027.

Quem está a pensar tirar um curso no Reino Unido tinha uma má notícia marcada para janeiro: o visto Graduate, que deixa os recém-licenciados ficar a trabalhar no país, ia descer de dois anos para 18 meses. O Orçamento apresentado a 28 de outubro pelo chanceler John Healey corrige isso, mas só em parte. Os dois anos voltam para quem se formar em universidades com elevado cumprimento das regras e bons resultados no mercado de trabalho. Os restantes ficam…

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Gráfico com os remetentes verdadeiros das marcações da AIMA, aima.gov.pt e sef.pt, e o endereço falso noreplyportalsef@saf-aima.pt assinalado pela agência
Imigração 28 de outubro de 2026

Uma marcação verdadeira da AIMA só chega de dois domínios. O resto pode ser burla

Um grupo de brasileiros diz ter pago a uma alegada advogada por marcações na AIMA que nunca existiram, e pelo menos dois já voltaram ao Brasil. A AIMA só envia marcações de @aima.gov.pt ou, em sistemas em transição, de @sef.pt. Veja como confirmar antes de pagar e onde fazer queixa.

Um grupo de brasileiros diz ter pago, ao todo, cerca de 30 mil euros a uma alegada advogada por marcações na AIMA que nunca existiram. Numa lista partilhada pelo grupo, 21 pessoas somam quase 18.500 euros entre taxas e honorários, e pelo menos dois dos lesados já desistiram e voltaram ao Brasil. O padrão é conhecido de quem acompanha a agência há algum tempo. Quem chega com visto de turista e não consegue vaga sozinho acaba a pagar a um intermediário que…

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Gráfico Tugadaily: primeiro ano da UNEF da PSP, com 1.732 retornos voluntários, 831 notificações para sair, 285 detenções e 221 retornos forçados
Imigração 27 de outubro de 2026

A PSP conta afastar mais de mil imigrantes este ano. Quase nove em cada dez saem pelo próprio pé

A PSP diz que 2026 pode ser o ano com mais afastamentos de sempre. No primeiro ano da sua unidade de fronteiras houve 1.732 retornos voluntários e 221 forçados, contra 23.133 notificações para sair emitidas em 2025.

A PSP espera afastar "muito mais de mil" imigrantes de Portugal até ao fim de 2026, e diz que este pode ser o ano com mais afastamentos do território nacional de que há registo. A previsão é da própria polícia, numa resposta publicada esta terça-feira. Desde agosto do ano passado, é a PSP que tem a seu cargo a fiscalização de estrangeiros e os retornos. O número precisa de contexto, porque "afastar" não quer dizer, na maior parte dos casos, pôr alguém num…

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Loja do Cidadão, onde funcionam balcões de atendimento da AIMA
Imigração 26 de outubro de 2026

AIMA em acompanhamento: prazos, backlog e novidades

Acompanhamento contínuo da AIMA — backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Atualizado a cada novidade.

Se está a tratar de residência ou nacionalidade, esta é a página para guardar nos favoritos. Em vez de um artigo por cada anúncio, reunimos aqui o essencial da AIMA: backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Para as regras da cidadania, veja a nova lei da nacionalidade. A informação oficial está na AIMA. A AIMA já tem sucessor para Pedro Portugal Gaspar: o ministro da Presidência, António Leitão Amaro,…

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Gráfico de barras da Tugadaily com os 690.480 pedidos de nacionalidade pendentes por via: residência 26%, sefarditas 23%, casamento 13%, netos 11%, filhos 10%, outras vias 17%
Imigração 25 de outubro de 2026

Há cerca de 180 mil imigrantes à espera da nacionalidade portuguesa. Em 2025 foram naturalizados 12.829

O IRN tinha 690.480 pedidos de nacionalidade pendentes a 30 de junho, mais 38% num ano, e 26% são de quem vive cá e pediu por tempo de residência. Fizemos a conta ao ritmo de 2025 e a lista dava para 14 anos.

O Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) tinha 690.480 pedidos de nacionalidade por decidir a 30 de junho deste ano. Os números foram entregues pelo Ministério da Justiça e mostram um aumento de 38% face ao mesmo ponto de 2025, quando a pilha rondava o meio milhão. O número grande esconde quem está realmente na fila. Só 26% dos processos são de imigrantes que vivem em Portugal e pediram a nacionalidade pelo tempo de residência legal. O resto…

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Gráfico Tugadaily: notificações para saída voluntária de estrangeiros, 446 em 2024 contra 23.133 em 2025
Imigração 25 de setembro de 2026

Portugal notificou 23.133 estrangeiros para saírem do país em 2025. Um ano antes, tinham sido 446

O Relatório de Migrações e Asilo da AIMA mostra as notificações de saída voluntária a multiplicar-se por 52 num só ano, no mesmo relatório em que o crescimento da população estrangeira cai para 2,7%.

Em 2024, a AIMA e as forças de segurança emitiram 446 notificações para abandono voluntário de Portugal. Em 2025, esse número saltou para 23.133 — mais de 50 vezes mais, segundo o Relatório de Migrações e Asilo 2025 da AIMA, que reúne pela primeira vez todos os números do ano. O salto surge no mesmo relatório que já tínhamos usado para mostrar que a população estrangeira residente cresceu apenas 2,7% em 2025, depois de ter crescido 39% em 2022. São dois…

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Fachada do Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República, em Lisboa
Imigração 23 de setembro de 2026

Pedro Portugal Gaspar sai da presidência da AIMA sem sucessor definido

Gaspar foi chamado ao Parlamento esta semana para um lugar na Autoridade da Concorrência. É o segundo presidente da AIMA a sair desde a extinção do SEF, em 2023, e o Governo ainda não disse quem o substitui.

Pedro Portugal Gaspar está de saída da presidência da Agência para a Integração, Migrações e Asilo. Tinha audição marcada para esta terça-feira, 22 de setembro, na Comissão de Economia e Coesão Territorial da Assembleia da República — o passo que precede a designação para um lugar no conselho de administração da Autoridade da Concorrência. Gaspar assumiu a AIMA em julho de 2024, sucedendo a Luís Goes Pinheiro, o primeiro presidente da agência que em…

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Gráfico de barras do crescimento anual da população estrangeira residente em Portugal: 39,0% em 2022, 31,4% em 2023, 18,3% em 2024 e 2,7% em 2025
Imigração 22 de setembro de 2026

A população estrangeira em Portugal cresceu 2,7% em 2025. Em 2022 tinha crescido 39%

O Relatório de Migrações e Asilo fecha 2025 com 1.585.854 residentes estrangeiros e 42.157 novos títulos no ano, contra 238.864 em 2024. É o ritmo mais baixo desde que a série da AIMA começa, em 2017 — e a composição também mudou, com Angola a passar a Índia.

Há uma forma de ler o relatório anual da AIMA que não passa pelo total, e é muito mais reveladora. Basta pôr quatro anos lado a lado. Em 2022, a população estrangeira residente em Portugal cresceu 39%. Em 2023, 31,4%. Em 2024, 18,3%. Em 2025, 2,7%. É o crescimento anual mais baixo de toda a série que a AIMA apresenta, que arranca em 2017. No final do ano passado havia 1.585.854 cidadãos estrangeiros com residência legal no país. Ao longo de 2025 foram…

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Gráfico de barras com os prazos da Lei n.º 62/2026 em dias: sair do país até 30, num prazo fixado entre 20 e 30, decidir o pedido 90, com prorrogação 120
Imigração 15 de setembro de 2026

A nova lei de estrangeiros entrou em vigor a 11 de setembro. O prazo para sair do país é agora de 20 a 30 dias

A Lei n.º 62/2026 foi publicada no Diário da República a 10 de setembro e começou a produzir efeitos no dia seguinte. Mexe nos prazos de afastamento, cria um procedimento de regresso na fronteira e fecha a via dos cursos profissionalizantes.

Enquanto o diploma esteve em Belém, e depois no Constitucional, nada mudava na prática. Mudou agora. A Lei n.º 62/2026 foi publicada no Diário da República a 10 de setembro e, porque o próprio texto manda entrar em vigor no dia seguinte à publicação, aplica-se desde sexta-feira, 11 de setembro. O percurso demorou quase dois meses: aprovação na Assembleia da República a 17 de julho, promulgação a 31 de agosto, referenda do primeiro-ministro a 1 de…

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Passageiros com bagagem junto a um autocarro nas plataformas do terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa
Imigração 14 de setembro de 2026

Chega a Lisboa de autocarro ou de comboio? A PSP está a fazer controlo de fronteira nos terminais

A unidade de estrangeiros e fronteiras diz que aumentaram as chegadas irregulares por via rodoviária e ferroviária às áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, vindas de outras cidades europeias. Traduzido para quem viaja: leve o título de residência consigo.

A rota mudou, e é isso que a PSP veio dizer no domingo. O superintendente-chefe João Ribeiro, diretor nacional-adjunto e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, identificou como fator de risco os fluxos rodoviários e ferroviários que chegam às áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto vindos de outras cidades europeias — pessoas que estão em situação irregular noutro país do espaço Schengen e que vão mudando de país dentro dele.…

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