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Gráfico Tugadaily: duração do visto Graduate britânico, 24 meses hoje, 18 meses a partir de janeiro de 2027 e 24 meses no Orçamento para universidades cumpridoras
Imigração 29 de outubro de 2026

Vai estudar para o Reino Unido? O Orçamento devolve os dois anos de visto a quem sair de certas universidades

O Orçamento britânico de 28 de outubro alarga o visto Graduate para dois anos nas universidades com bom cumprimento das regras e bons resultados no emprego, quando a regra geral desce para 18 meses em janeiro de 2027. Traz ainda seis meses para quem perde um emprego qualificado arranjar outro e novos limiares salariais a partir da primavera de 2027.

Quem está a pensar tirar um curso no Reino Unido tinha uma má notícia marcada para janeiro: o visto Graduate, que deixa os recém-licenciados ficar a trabalhar no país, ia descer de dois anos para 18 meses. O Orçamento apresentado a 28 de outubro pelo chanceler John Healey corrige isso, mas só em parte. Os dois anos voltam para quem se formar em universidades com elevado cumprimento das regras e bons resultados no mercado de trabalho. Os restantes ficam pelos 18 meses.

Para um estudante português, a escolha da universidade passa a decidir também quanto tempo tem para encontrar emprego no fim. Desde o Brexit, quem não tem estatuto de residente britânico entra com visto de estudante como qualquer outro estrangeiro, e é o Graduate que faz a ponte para um contrato de trabalho.

O documento não diz ainda quais são essas universidades nem a partir de quando a regra se aplica.

Mais tempo para quem perde o emprego

Há uma segunda mudança que conta para quem já lá trabalha. Os trabalhadores mais qualificados com visto patrocinado que fiquem sem emprego vão poder ter até seis meses para encontrar outro empregador, em vez dos 60 dias que hoje têm antes de o visto ser encurtado. O Governo diz que vai “trabalhar para” isso, sem data fechada.

Salários mínimos para o visto

A partir da primavera de 2027, Londres aplica as recomendações do Migration Advisory Committee:

  • os limiares por profissão descem da mediana para o percentil 25 dos salários;
  • o limiar geral é atualizado com os dados salariais de 2026 e passa a mexer todos os anos;
  • os descontos para recém-formados e estudantes fundem-se num só;
  • acaba o desconto para doutorados.

O visto High Potential Individual, para diplomados recentes das melhores universidades do mundo, passa a aceitar as 150 primeiras instituições dos rankings, com a quota a crescer na mesma proporção. O Orçamento chama a isto “o sistema de migração mais favorável às empresas da Europa para trabalhadores altamente qualificados”.

É o mesmo Governo que há uma semana pediu a cada casa um kit para aguentar três dias sem serviços. Desta vez a lista de compras é para quem quer ir para lá trabalhar.

Por Juliana Castilho

Gráfico: Tugadaily, com dados do Governo do Reino Unido

Gráfico com os remetentes verdadeiros das marcações da AIMA, aima.gov.pt e sef.pt, e o endereço falso noreplyportalsef@saf-aima.pt assinalado pela agência
Imigração 28 de outubro de 2026

Uma marcação verdadeira da AIMA só chega de dois domínios. O resto pode ser burla

Um grupo de brasileiros diz ter pago a uma alegada advogada por marcações na AIMA que nunca existiram, e pelo menos dois já voltaram ao Brasil. A AIMA só envia marcações de @aima.gov.pt ou, em sistemas em transição, de @sef.pt. Veja como confirmar antes de pagar e onde fazer queixa.

Um grupo de brasileiros diz ter pago, ao todo, cerca de 30 mil euros a uma alegada advogada por marcações na AIMA que nunca existiram. Numa lista partilhada pelo grupo, 21 pessoas somam quase 18.500 euros entre taxas e honorários, e pelo menos dois dos lesados já desistiram e voltaram ao Brasil. O padrão é conhecido de quem acompanha a agência há algum tempo. Quem chega com visto de turista e não consegue vaga sozinho acaba a pagar a um intermediário que…

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Gráfico Tugadaily: primeiro ano da UNEF da PSP, com 1.732 retornos voluntários, 831 notificações para sair, 285 detenções e 221 retornos forçados
Imigração 27 de outubro de 2026

A PSP conta afastar mais de mil imigrantes este ano. Quase nove em cada dez saem pelo próprio pé

A PSP diz que 2026 pode ser o ano com mais afastamentos de sempre. No primeiro ano da sua unidade de fronteiras houve 1.732 retornos voluntários e 221 forçados, contra 23.133 notificações para sair emitidas em 2025.

A PSP espera afastar "muito mais de mil" imigrantes de Portugal até ao fim de 2026, e diz que este pode ser o ano com mais afastamentos do território nacional de que há registo. A previsão é da própria polícia, numa resposta publicada esta terça-feira. Desde agosto do ano passado, é a PSP que tem a seu cargo a fiscalização de estrangeiros e os retornos. O número precisa de contexto, porque "afastar" não quer dizer, na maior parte dos casos, pôr alguém num…

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Loja do Cidadão, onde funcionam balcões de atendimento da AIMA
Imigração 26 de outubro de 2026

AIMA em acompanhamento: prazos, backlog e novidades

Acompanhamento contínuo da AIMA — backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Atualizado a cada novidade.

Se está a tratar de residência ou nacionalidade, esta é a página para guardar nos favoritos. Em vez de um artigo por cada anúncio, reunimos aqui o essencial da AIMA: backlog de processos, prazos de renovação, biometria, golden visa e mudanças de serviço. Para as regras da cidadania, veja a nova lei da nacionalidade. A informação oficial está na AIMA. A AIMA já tem sucessor para Pedro Portugal Gaspar: o ministro da Presidência, António Leitão Amaro,…

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Gráfico de barras da Tugadaily com os 690.480 pedidos de nacionalidade pendentes por via: residência 26%, sefarditas 23%, casamento 13%, netos 11%, filhos 10%, outras vias 17%
Imigração 25 de outubro de 2026

Há cerca de 180 mil imigrantes à espera da nacionalidade portuguesa. Em 2025 foram naturalizados 12.829

O IRN tinha 690.480 pedidos de nacionalidade pendentes a 30 de junho, mais 38% num ano, e 26% são de quem vive cá e pediu por tempo de residência. Fizemos a conta ao ritmo de 2025 e a lista dava para 14 anos.

O Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) tinha 690.480 pedidos de nacionalidade por decidir a 30 de junho deste ano. Os números foram entregues pelo Ministério da Justiça e mostram um aumento de 38% face ao mesmo ponto de 2025, quando a pilha rondava o meio milhão. O número grande esconde quem está realmente na fila. Só 26% dos processos são de imigrantes que vivem em Portugal e pediram a nacionalidade pelo tempo de residência legal. O resto…

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Gráfico Tugadaily: notificações para saída voluntária de estrangeiros, 446 em 2024 contra 23.133 em 2025
Imigração 25 de setembro de 2026

Portugal notificou 23.133 estrangeiros para saírem do país em 2025. Um ano antes, tinham sido 446

O Relatório de Migrações e Asilo da AIMA mostra as notificações de saída voluntária a multiplicar-se por 52 num só ano, no mesmo relatório em que o crescimento da população estrangeira cai para 2,7%.

Em 2024, a AIMA e as forças de segurança emitiram 446 notificações para abandono voluntário de Portugal. Em 2025, esse número saltou para 23.133 — mais de 50 vezes mais, segundo o Relatório de Migrações e Asilo 2025 da AIMA, que reúne pela primeira vez todos os números do ano. O salto surge no mesmo relatório que já tínhamos usado para mostrar que a população estrangeira residente cresceu apenas 2,7% em 2025, depois de ter crescido 39% em 2022. São dois…

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Fachada do Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República, em Lisboa
Imigração 23 de setembro de 2026

Pedro Portugal Gaspar sai da presidência da AIMA sem sucessor definido

Gaspar foi chamado ao Parlamento esta semana para um lugar na Autoridade da Concorrência. É o segundo presidente da AIMA a sair desde a extinção do SEF, em 2023, e o Governo ainda não disse quem o substitui.

Pedro Portugal Gaspar está de saída da presidência da Agência para a Integração, Migrações e Asilo. Tinha audição marcada para esta terça-feira, 22 de setembro, na Comissão de Economia e Coesão Territorial da Assembleia da República — o passo que precede a designação para um lugar no conselho de administração da Autoridade da Concorrência. Gaspar assumiu a AIMA em julho de 2024, sucedendo a Luís Goes Pinheiro, o primeiro presidente da agência que em…

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Gráfico de barras do crescimento anual da população estrangeira residente em Portugal: 39,0% em 2022, 31,4% em 2023, 18,3% em 2024 e 2,7% em 2025
Imigração 22 de setembro de 2026

A população estrangeira em Portugal cresceu 2,7% em 2025. Em 2022 tinha crescido 39%

O Relatório de Migrações e Asilo fecha 2025 com 1.585.854 residentes estrangeiros e 42.157 novos títulos no ano, contra 238.864 em 2024. É o ritmo mais baixo desde que a série da AIMA começa, em 2017 — e a composição também mudou, com Angola a passar a Índia.

Há uma forma de ler o relatório anual da AIMA que não passa pelo total, e é muito mais reveladora. Basta pôr quatro anos lado a lado. Em 2022, a população estrangeira residente em Portugal cresceu 39%. Em 2023, 31,4%. Em 2024, 18,3%. Em 2025, 2,7%. É o crescimento anual mais baixo de toda a série que a AIMA apresenta, que arranca em 2017. No final do ano passado havia 1.585.854 cidadãos estrangeiros com residência legal no país. Ao longo de 2025 foram…

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Gráfico de barras com os prazos da Lei n.º 62/2026 em dias: sair do país até 30, num prazo fixado entre 20 e 30, decidir o pedido 90, com prorrogação 120
Imigração 15 de setembro de 2026

A nova lei de estrangeiros entrou em vigor a 11 de setembro. O prazo para sair do país é agora de 20 a 30 dias

A Lei n.º 62/2026 foi publicada no Diário da República a 10 de setembro e começou a produzir efeitos no dia seguinte. Mexe nos prazos de afastamento, cria um procedimento de regresso na fronteira e fecha a via dos cursos profissionalizantes.

Enquanto o diploma esteve em Belém, e depois no Constitucional, nada mudava na prática. Mudou agora. A Lei n.º 62/2026 foi publicada no Diário da República a 10 de setembro e, porque o próprio texto manda entrar em vigor no dia seguinte à publicação, aplica-se desde sexta-feira, 11 de setembro. O percurso demorou quase dois meses: aprovação na Assembleia da República a 17 de julho, promulgação a 31 de agosto, referenda do primeiro-ministro a 1 de…

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Passageiros com bagagem junto a um autocarro nas plataformas do terminal rodoviário de Sete Rios, em Lisboa
Imigração 14 de setembro de 2026

Chega a Lisboa de autocarro ou de comboio? A PSP está a fazer controlo de fronteira nos terminais

A unidade de estrangeiros e fronteiras diz que aumentaram as chegadas irregulares por via rodoviária e ferroviária às áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, vindas de outras cidades europeias. Traduzido para quem viaja: leve o título de residência consigo.

A rota mudou, e é isso que a PSP veio dizer no domingo. O superintendente-chefe João Ribeiro, diretor nacional-adjunto e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, identificou como fator de risco os fluxos rodoviários e ferroviários que chegam às áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto vindos de outras cidades europeias — pessoas que estão em situação irregular noutro país do espaço Schengen e que vão mudando de país dentro dele.…

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Claustro do Colégio do Espírito Santo, na Universidade de Évora, com arcadas brancas e fonte central
Imigração 12 de setembro de 2026

Os estudantes estrangeiros de Évora já tratam da residência dentro da universidade

A Universidade de Évora e a AIMA abriram um gabinete CLAIM no Edifício de Santo Agostinho, com dois funcionários formados para instruir processos no sistema da agência. A biometria continua a ser feita em Lisboa.

Quem estuda em Évora com passaporte de fora da União Europeia deixou de ter de resolver o primeiro passo do processo de residência a 130 quilómetros de distância. A Universidade de Évora e a AIMA abriram na quarta-feira um gabinete do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, o CLAIM, no Edifício de Santo Agostinho, e entrou em funcionamento no mesmo dia. Funciona com dois funcionários da própria universidade, formados pela AIMA para trabalhar…

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Gráfico de barras com os prazos em meses da Lei n.º 47/2026: seis meses de autorização provisória, seis meses para decidir, nove em casos complexos e 24 meses de residência se o estatuto for reconhecido
Imigração 6 de setembro de 2026

Não é cidadão de nenhum país? Desde 1 de setembro há um processo, e não custa nada

A Lei n.º 47/2026 entrou em vigor a 1 de setembro e entrega à AIMA o reconhecimento do estatuto de apátrida. Quem abre o processo recebe de imediato uma autorização de residência provisória de seis meses e pode trabalhar.

Portugal já reconhecia o estatuto de apátrida desde 2023. O que não tinha era um caminho para lá chegar: nenhuma entidade formalmente responsável, nenhum prazo, nenhum documento a entregar a quem estivesse à espera. Isso mudou a 1 de setembro, quando entrou em vigor a Lei n.º 47/2026, de 17 de agosto, que regula o procedimento em sete páginas. Lemos as sete. Apátrida, para efeitos da lei, é quem nenhum Estado considera seu nacional. O pedido faz-se na…

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Vista aérea da marina de Lagos, no Algarve, com barcos atracados e a cidade em redor
Imigração 4 de setembro de 2026

O Algarve é o segundo melhor sítio do mundo para viver a reforma (e já não é pelo preço)

O índice anual da Live and Invest Overseas coloca o Algarve atrás apenas de Boquete, no Panamá, e à frente de Creta, Puerto Vallarta e Tarragona. Aponta um custo de cerca de 3.085 dólares por mês para um casal.

Há uma lista americana que sai todos os anos e que, sem grande alarido, move gente de um continente para outro. É o Overseas Retirement Index, da Live and Invest Overseas, e na edição de 2026 o Algarve ficou em segundo lugar entre os melhores sítios do mundo para viver a reforma. À frente ficou apenas Boquete, uma vila nas terras altas do Panamá. O que o Algarve deixou para trás diz mais do que o lugar em si. A região ficou à frente de Puerto Vallarta, no…

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Fachada rosa do Palácio de Belém, em Lisboa, vista dos jardins fronteiros, com a bandeira nacional hasteada à esquerda
Imigração 3 de setembro de 2026

Seguro promulgou a lei do retorno a 31 de agosto, três dias depois do acórdão do Constitucional

O Presidente da República assinou o diploma que altera os regimes de acolhimento, de entrada e afastamento de estrangeiros e de concessão de asilo. Fê-lo depois de o Tribunal Constitucional não ter chumbado nenhuma norma e ter fixado critérios interpretativos para tribunais e autoridades administrativas.

A lei está assinada. António José Seguro promulgou a 31 de agosto o diploma que altera os regimes de acolhimento de estrangeiros ou apátridas em centros de instalação temporária, de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional, e de concessão de asilo. Foram três dias entre o acórdão do Tribunal Constitucional e a caneta.

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O Palácio Ratton, em Lisboa, sede do Tribunal Constitucional, visto de baixo, com a bandeira nacional hasteada e um cravo vermelho desfocado em primeiro plano
Imigração 30 de agosto de 2026

Lei do retorno passou no Constitucional sem uma única norma chumbada

Os sete juízes que assinaram o acórdão foram unânimes: nenhuma das onze normas é inconstitucional. O Presidente tinha levantado as dúvidas a 7 de agosto, e caíram todas.

O Tribunal Constitucional decidiu na sexta-feira que a chamada lei do retorno não tem nada de inconstitucional. Nem uma norma, das onze que lhe foram postas à frente. Os sete juízes que assinaram o acórdão 736/2026 foram unânimes. É uma conclusão rápida de dizer e lenta de ler: o acórdão passa das 160 páginas, segundo o presidente do tribunal, João Carlos Loureiro. António José Seguro enviou o diploma para fiscalização preventiva a 7 de agosto, três…

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