O IPMA prevê temperaturas acima dos 40 graus no interior e coloca dezenas de concelhos em perigo máximo de incêndio. O que isto significa para si.
Se este fim de semana lhe pareceu que o ar estava mais pesado, não é impressão sua. O calor voltou a apertar de norte a sul, e com ele chegou a parte menos divertida do verão português: o risco de incêndio a disparar para o vermelho.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera tem vindo a colocar vários distritos sob aviso amarelo por causa das temperaturas, com Lisboa a rondar os 37 graus e o interior a passar dos 40, sobretudo no Alentejo. Em paralelo, dezenas de concelhos — em zonas como Bragança, Castelo Branco, Santarém e Portalegre — entraram em perigo máximo de incêndio rural. É a combinação clássica e perigosa: calor, terreno seco e qualquer faísca a poder fazer estragos.
Houve quem fizesse correr pela internet a ideia de que Portugal ia chegar aos 50 graus. O IPMA já veio travar esse alarmismo: os valores previstos, ainda que altos, estão longe dos recordes do continente, que andam pelos 46 a 47 graus. Ou seja, vai estar muito quente, mas não é o fim do mundo — desde que cada um faça a sua parte.
Na prática, isto quer dizer evitar queimadas e qualquer trabalho que solte faíscas nas horas de maior calor, não deixar garrafas de vidro ou lixo no mato, e ter atenção redobrada se vai passear pelo campo. Em casa, o costume: hidratar bem, fechar persianas a meio do dia e dar uma vista de olhos aos vizinhos mais idosos.
Vale a pena consultar o mapa de risco de incêndio do IPMA antes de qualquer plano ao ar livre — atualiza diariamente e é o sítio mais fiável para saber como está a sua zona.
Este episódio de calor também não é um acaso isolado, e é por isso que o Governo acaba de mexer na sua estratégia climática para a próxima década.
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