Sismos na Venezuela: há portugueses entre as vítimas e milhares por localizar
A série de tremores de terra que abalou a Venezuela deixou pelo menos nove portugueses mortos e dezenas de milhares de pessoas ainda por contactar.
A notícia chegou pesada esta semana: pelo menos nove portugueses estão entre os mortos confirmados depois da série de sismos que sacudiu a Venezuela, e há ainda cerca de 50 mil pessoas que as autoridades não conseguiram contactar.
Para Portugal, isto não é uma tragédia longínqua. A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores e mais antigas do mundo — gente que emigrou ao longo de décadas, sobretudo da Madeira e do norte do país, e que ainda mantém família cá. Quando a terra treme em Caracas ou em Valência, há telefones a tocar em Câmara de Lobos, no Porto e por todo o lado.
O que se sabe
O número de pessoas “por localizar” não significa, felizmente, que estejam todas em perigo. Em catástrofes desta dimensão, as comunicações caem, há quem fique sem rede e há famílias deslocadas que demoram dias a dar notícias. Mesmo assim, o balanço deve agravar-se nos próximos dias, à medida que se chega às zonas mais afetadas.
As autoridades portuguesas ativaram o apoio consular e pedem a quem tenha familiares na região que use os canais oficiais para reportar contactos, em vez de saturar as linhas de emergência.
O que pode fazer
Se tem família por lá, o conselho é simples: registe a situação junto do consulado e tenha à mão documentos e moradas. As redes sociais ajudam a localizar pessoas, mas confirme sempre antes de dar algo como certo — em momentos destes, corre muita informação errada.
Vamos acompanhar e atualizar à medida que houver dados verificados. Por agora, fica a solidariedade para com quem está à espera de uma chamada.
Imagem: Wikimedia Commons