Cessar-fogo no Líbano renovado — e a Europa a pedir "tempo para a diplomacia"
Israel e o Hezbollah voltaram a aceitar a trégua, horas depois de novos ataques. Há um relógio de 60 dias a contar, e muita desconfiança pelo meio.
A frase que melhor resume o Médio Oriente esta semana é “um passo em frente, meio atrás”. Israel e o Hezbollah voltaram a aceitar renovar a trégua no Líbano, horas depois de novos bombardeamentos no sul do país e no vale do Beca. Boa notícia, com asterisco.
O pano de fundo é um memorando de entendimento, assinado em meados do mês pelos presidentes dos Estados Unidos e do Irão, que prevê pôr fim formal ao conflito num prazo de 60 dias. O problema é a letra pequena: discute-se se esse acordo cobre, ou não, a frente libanesa — e cada lado acusa o outro de a violar.
Entretanto, na cimeira da NATO, em Haia, líderes europeus como Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz juntaram-se para dizer o óbvio mas necessário: chegou a “altura da diplomacia”. Mais conversa, menos mísseis.
Porque é que isto nos toca
Pode parecer longe, mas já sabemos o caminho que faz até cá: petróleo, inflação e nervos nos mercados. Uma trégua que aguente é boa para todos — inclusive para a fatura do supermercado e do depósito. Resta saber se aguenta.
Imagem: Wikimedia Commons