O relógio dos 60 dias: onde está a trégua entre os EUA e o Irão
Um memorando assinado a 17 de junho abriu uma janela de 60 dias para fechar o acordo. O Líbano quase a deitou abaixo — e voltou a segurar-se.
Depois de meses de sobressaltos no Médio Oriente, há agora uma coisa parecida com uma trégua a sério — mas presa por um fio e com prazo marcado.
A 17 de junho, os presidentes dos EUA e do Irão assinaram um memorando de entendimento que estende o cessar-fogo por 60 dias. A ideia é simples: parar os tiros e usar esse tempo para negociar os termos finais. O calendário é que não é nada simpático — é um relógio a contar.
Por que quase descarrilou
A meio da semana, o estoiro veio de outro lado: Israel e o Hezbollah voltaram a trocar ataques no Líbano, e isso ameaçou fazer ruir as conversas EUA–Irão na Suíça. Na sexta-feira, dia 19, Israel e o Hezbollah renovaram a sua própria trégua, depois de Washington ter pressionado por uma pausa. O Irão, que não esteve nas conversas nem assinou o acordo principal, já tinha avisado: se o Líbano continuar a arder, não se sente obrigado a cumprir.
Resumindo: a guerra parou, mas a paz ainda não está fechada. Os próximos dias dirão se aquele memorando de 60 dias vira acordo — ou se o relógio chega ao fim sem nada assinado.
Imagem ilustrativa · Foto: Hamid Mohammad Hossein Zadeh Ha / Pexels