Sismos na Venezuela: a comunidade portuguesa de luto e à espera de notícias
Os tremores na Venezuela deixaram milhares de mortos e atingiram em cheio a maior comunidade lusa fora da Europa. Portugal enviou ajuda.
Há notícias que se leem com um nó na garganta, e esta é uma delas. Os sismos que abalaram a Venezuela deixaram mais de 1.400 mortos confirmados e um rasto de destruição que ainda está a ser contado. E porque é que isto nos toca tão de perto cá? Porque a Venezuela acolhe uma das maiores comunidades portuguesas do mundo — gente da Madeira, sobretudo, que emigrou ao longo de décadas e fez ali uma segunda casa.
Entre as vítimas há dezenas de portugueses e lusodescendentes, e há ainda muitas famílias sem saber o paradeiro dos seus. É esse o pior dos limbos: o telefonema que não chega, o nome que não aparece nas listas, a espera que se arrasta hora a hora.
Portugal não ficou de braços cruzados
O Estado português ativou uma missão de apoio, com dezenas de operacionais e várias toneladas de ajuda humanitária a caminho de La Guaira, uma das zonas mais fustigadas. É o tipo de resposta que se espera quando há tantos laços de sangue em jogo — e a diáspora madeirense, habituada a mobilizar-se, já está a organizar recolhas e contactos.
Para quem tem familiares na zona, o conselho das autoridades é o do costume mas vale a pena repetir: registar-se e manter o contacto através dos canais consulares, que centralizam a informação e ajudam a localizar pessoas. Pode consultar as orientações para portugueses no estrangeiro no portal oficial do Governo de Portugal.
Vamos seguindo isto de perto. Por agora, fica a solidariedade — e a esperança de que muitos dos desaparecidos apareçam sãos e salvos.
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Imagem: Wikimedia Commons