Já são seis os países que prometeram tropas para Gaza. O Uganda foi o último a votar
O Parlamento ugandês aprovou na quinta-feira o envio das forças armadas do país para a força internacional de estabilização em Gaza. Juntam-se a Marrocos, Cazaquistão, Kosovo, Indonésia e Albânia.
A força internacional de estabilização para Gaza ganhou mais um país. O Parlamento do Uganda aprovou na quinta-feira o envio das UPDF, as forças de defesa ugandesas, numa moção apresentada pelo ministro da Defesa, Kiryowa Kiwanuka, e votada em plenário sob a presidência do vice-presidente da câmara, Thomas Tayebwa.
É a primeira vez que Kampala assume publicamente que está disponível para participar. Segundo o noticiado, Donald Trump terá contactado o Presidente Yoweri Museveni em julho a pedir precisamente isso.
Quem já prometeu soldados
Com o Uganda, são seis os países que se comprometeram até agora: Marrocos, Cazaquistão, Kosovo, Indonésia, Albânia e agora o Uganda. É uma lista deliberadamente heterogénea, e essa é meia explicação para a dificuldade do exercício. A força tem de ser aceitável para Israel, para os países árabes e para o que resta de administração em Gaza ao mesmo tempo, e um contingente maioritariamente ocidental estava fora de questão desde o início.
Nenhum destes países anunciou ainda efetivos, calendários ou regras de empenhamento. Aprovar em parlamento é a parte fácil.
Onde é que isto encaixa
A força faz parte do plano do chamado Board of Peace e depende de coisas que continuam por resolver no terreno. O acordo que prevê o desarmamento do Hamas foi anunciado esta semana, mas Netanyahu já disse que não retira as tropas israelitas antes de as armas serem entregues, e é difícil ver uma força internacional a instalar-se enquanto essa sequência não estiver fechada.
Entretanto continua a contagem que dá a medida do que se passou nestes meses: a UNICEF contabilizou 300 crianças mortas em Gaza nos 300 dias desde o cessar-fogo.
Imagem: Andrew Regan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)