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Chaves de uma casa nova em cima de uma mesa
Imobiliário 3 de julho de 2026

Portugal no pódio europeu da subida dos preços das casas

As previsões colocam Portugal entre os países onde as casas mais encarecem na Europa nos próximos anos. Boas notícias para quem tem, dor de cabeça para quem procura.

Se há um tema que não sai da conversa em Portugal, é o preço das casas. E as previsões não trazem grande alívio: vários estudos colocam o país entre os que mais vão ver as casas encarecer na Europa nos próximos anos, com subidas acima da média europeia. Para quem já tem casa, é património a valorizar; para quem procura a primeira, é mais um ano a correr atrás do mercado.

O que dizem as projeções

As estimativas apontam para uma subida que abranda, mas não trava. Depois de anos de recordes, o ritmo deverá moderar-se, ainda assim mantendo Portugal bem acima da média da União Europeia. Por outras palavras: as casas continuam a ficar mais caras, só que um pouco mais devagar do que na loucura dos últimos tempos.

Porque é que Portugal está tão em alta

As razões são conhecidas: procura estrangeira forte, turismo, falta de construção nova suficiente e uma economia que, apesar de tudo, tem crescido acima da média europeia. Junte-se a isto o apetite por viver em cidades como Lisboa e Porto e tem-se a receita para preços persistentemente altos.

Para o comprador, a mensagem realista é esta: esperar pela grande queda pode sair caro. Melhor é fazer contas ao que se pode pagar com folga.

Veja também: quanto custa hoje construir de raiz. Relatórios de mercado no idealista.

Por Duarte Figueiredo

Imagem ilustrativa · Foto: Pexels

Gráfico de barras: em 57 economias, os preços reais da habitação subiram em 39, desceram em 14 e ficaram estáveis em 4 no primeiro trimestre de 2026
Imobiliário 4 de setembro de 2026

Em 57 economias, as casas só desceram em 14. Portugal foi a que mais subiu

O BIS diz que os preços reais da habitação caíram 1,2% no mundo no primeiro trimestre. Em Portugal subiram 15,2%, o valor mais alto da lista, à frente da Macedónia do Norte e da Bulgária.

Há uma maneira desconfortável de perceber o que se passa com a habitação em Portugal, e é olhar para o resto do mundo. O Banco de Pagamentos Internacionais, o banco central dos bancos centrais, acaba de fazer as contas a 57 economias. Em 39 delas os preços reais das casas subiram, em quatro ficaram na mesma e em 14 desceram. Em nenhuma subiram tanto como cá. A subida portuguesa foi de 15,2% em termos reais no primeiro trimestre, ou seja já descontada a…

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Gráfico de barras da Tugadaily comparando a taxa de IRS sobre a renda em três regimes: 28% sem regime, 10% na renda moderada e zero no RSAA
Imobiliário 3 de setembro de 2026

Zero de IRS ou 10%: as duas contas que o senhorio tem de fazer desde 1 de setembro

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entrou em vigor a 1 de setembro e isenta as rendas de IRS e IRC, desde que fiquem abaixo do tecto do concelho. A alternativa é a taxa de 10%, que tem prazo de validade em 2029.

Desde 1 de setembro, quem tem uma casa para arrendar em Portugal tem duas contas a fazer, e a resposta muda de concelho para concelho. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível substituiu o antigo Programa de Apoio ao Arrendamento, e ao lado dele entraram em vigor os Contratos de Investimento para Arrendamento. Os dois saíram do pacote fiscal da habitação aprovado em maio. A primeira conta é a mais fácil de fazer. Um contrato de habitação com renda…

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Gráfico Tugadaily: preço mediano das casas por metro quadrado em junho de 2026
Imobiliário 2 de setembro de 2026

Preços das casas em Portugal: o acompanhamento

Acompanhamento contínuo do mercado da habitação em Portugal — índice de preços do INE, avaliação bancária, rendas e acessibilidade. Atualizado a cada novo dado.

Reunimos aqui, num só sítio, a evolução do mercado da habitação em Portugal. Em vez de um artigo por cada dado novo, atualizamos esta página com o essencial: o índice de preços do INE, a avaliação bancária, as rendas e a acessibilidade para quem compra ou arrenda — que desde 1 de agosto passa também pelas novas regras do crédito à habitação, com a taxa de esforço a descer para 45%. Os dados oficiais estão no INE.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros consoante o prazo da Euribor, e a comparação com há um ano
Imobiliário 1 de setembro de 2026

Se a sua prestação é revista este mês, são mais 70 euros do que em setembro do ano passado

A Euribor a 12 meses fechou agosto em 2,954%, máximo de dois anos. Num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, a prestação revista em setembro fica em 712 euros por mês, contra 642 há um ano.

As médias de agosto já estão fechadas e são elas que mandam nos contratos revistos agora. A Euribor a 12 meses ficou em 2,954%, mais 0,099 pontos do que em julho e o valor mais alto dos últimos dois anos. A seis meses, a mais usada em Portugal, subiu para 2,713%. A três meses ficou em 2,513%. Traduzido para uma prestação: num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 1%, quem tem revisão anual passa a pagar cerca de 712 euros por mês. Em…

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Gráfico de barras com o preço mediano de um quarto para arrendar em Lisboa, Funchal, Porto, Coimbra e Portalegre no segundo trimestre de 2026
Imobiliário 28 de agosto de 2026

Arrendar um quarto em Lisboa custa 550 euros por mês. Em Portalegre, 240

A procura por quartos subiu 27% num ano e a oferta caiu 11%, mas o preço mediano nacional só mexeu 1%. Os números do idealista mostram onde o mercado apertou mesmo e onde ainda se arrenda por menos de 300 euros.

Arrendar um quarto em Portugal ficou 1% mais caro no segundo trimestre deste ano. Dito assim soa a boa notícia, e em parte é. Por baixo desse número, porém, o mercado mexeu-se muito: a procura nacional subiu 27% e a oferta caiu 11%. O preço mediano aguentou-se porque as subidas e as descidas se foram anulando pelo país fora. Os quartos ficaram mais caros em 13 dos 20 concelhos analisados. Em dois, ficaram mais baratos. Lisboa é a cidade mais cara para…

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Gráfico de barras da Tugadaily com a prestação média mensal do crédito à habitação em Portugal: 394 euros em julho de 2025, 414 euros em julho de 2026 e 731 euros nos contratos assinados nos últimos três meses
Imobiliário 23 de agosto de 2026

A prestação média da casa são 414 euros. Quem assinou contrato este verão paga 731

A taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,135% em julho, o segundo mês seguido a subir. Mas a média nacional junta dois mercados que já não se parecem um com o outro.

O boletim do crédito à habitação que o INE divulgou na quinta-feira trazia dois números na primeira linha: a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos subiu para 3,135% em julho, mais 3,4 pontos base do que em junho, e a prestação média fixou-se em 414 euros. Quatrocentos e catorze euros por mês soa quase confortável. É por isso que vale a pena ler o resto do boletim.

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Gráfico de barras Tugadaily com a percentagem de casas arrendadas em menos de 24 horas por distrito no segundo trimestre de 2026: Évora 43, Leiria 17, Porto 7 e Lisboa 5
Imobiliário 21 de agosto de 2026

Este é o distrito onde uma casa para arrendar dura menos de um dia

No segundo trimestre, 43% dos anúncios de arrendamento em Évora saíram do mercado em menos de 24 horas. Em Lisboa foram 5% e no Porto 7%. No país, o número caiu de 11% para 7% face ao trimestre anterior.

Se anda à procura de casa para arrendar em Évora, a conversa é outra. Quase metade dos anúncios da cidade desaparece antes de a maioria das pessoas conseguir sequer marcar uma visita. Os números são do idealista/data e dizem respeito ao segundo trimestre deste ano. No distrito de Évora, 43 por cento das casas anunciadas para arrendar saíram do mercado em menos de 24 horas. Olhando só para a cidade, a proporção sobe para metade.

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Gráfico de barras com a prestação mensal de um crédito de 150 mil euros a 30 anos nas Euribor a 3, 6 e 12 meses, com os fixings de 20 de agosto de 2026
Imobiliário 20 de agosto de 2026

A Euribor a seis meses está no valor mais alto desde 2024. É a taxa que indexa quase quatro em cada dez créditos

A taxa a seis meses fixou-se em 2,737% esta quinta-feira, o máximo desde 22 de novembro de 2024. Os três prazos subiram no mesmo dia, e é o de seis meses que pesa mais no crédito português.

A Euribor a seis meses fixou-se esta quinta-feira em 2,737%. É o valor mais alto desde 22 de novembro de 2024, o que dá quase 21 meses sem que esta taxa estivesse tão cara, e a subida chegou depois de os três prazos terem todos avançado no mesmo dia: a doze meses somou 0,013 pontos, para 2,990%, e a três meses somou 0,015, para 2,507%. Nenhum destes movimentos é dramático isoladamente. O que muda o cálculo é onde a subida bate — e bate no prazo que mais…

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Fachada de um edifício histórico em obras de reabilitação junto à estação de São Bento, no Porto, com a estrutura interior de madeira à vista
Imobiliário 18 de agosto de 2026

Esta lei diz que as obras em ARU sempre tiveram direito a IVA de 6%. Na prática, só conta a partir de 2022

A Lei n.º 48/2026 faz uma interpretação autêntica da verba 2.23 do Código do IVA e retroage a 2009. A Ordem dos Contabilistas Certificados avisa que o prazo de caducidade de quatro anos limita quem pode recuperar dinheiro.

Durante quinze anos houve uma armadilha escondida no IVA da reabilitação urbana. A obra estava dentro de uma área de reabilitação urbana devidamente delimitada, o empreiteiro achava que aplicava 6%, e depois a Autoridade Tributária vinha dizer que não: faltava a câmara ter aprovado uma operação de reabilitação urbana para aquela área. Resultado, 23%. A Lei n.º 48/2026 acabou de decidir que a leitura correta era sempre a primeira.

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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
Imobiliário 15 de agosto de 2026

A meta europeia eram 26 mil casas. O Governo diz que entrega 28 mil até ao fim de agosto

O prazo do PRR fecha a 31 de agosto e o 1.º Direito era a meta de habitação mais fácil de contar. Numa nota conjunta deste sábado, dois ministérios dizem que vai ser ultrapassada — e prometem 40 mil casas até dezembro.

O Plano de Recuperação e Resiliência tem uma data que não se negoceia: 31 de agosto de 2026. É o dia em que Portugal tem de mostrar a Bruxelas que cumpriu os marcos a que se comprometeu, e a habitação era um dos capítulos com a meta mais fácil de contar. Vinte e seis mil casas disponibilizadas a famílias, através do 1.º Direito, o programa público de apoio ao acesso à habitação gerido pelo IHRU com os municípios.

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O Tejo visto da margem sul, com cacilheiros atracados em primeiro plano e a Ponte 25 de Abril e Lisboa ao fundo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

São duas travessias novas no Tejo em dez anos, e uma delas desce no Barreiro

O ministro das Infraestruturas prometeu a ponte rodoferroviária Chelas–Barreiro e o túnel Algés–Trafaria concluídos dentro de uma década. Para a margem sul, isso são dez minutos a menos até Lisboa e trinta a menos desde Setúbal.

Nos 60 anos da Ponte 25 de Abril, o ministro das Infraestruturas e Habitação escolheu falar do que ainda não existe. Miguel Pinto Luz garantiu que o Tejo terá duas travessias novas concluídas dentro de dez anos: a ponte entre Chelas e o Barreiro e o túnel entre Algés e a Trafaria. O argumento que usou é aritmético e explica bem porque é que a promessa soa grande. As grandes travessias do Tejo apareceram historicamente de trinta em trinta anos — a 25 de…

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Gráfico Tugadaily: meses de renda em atraso até o senhorio poder resolver o contrato, três hoje e dois na proposta do Governo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

Dois meses de renda em atraso passam a bastar para acabar o contrato. A proposta ainda tem de ir ao Parlamento

A reforma do arrendamento urbano aprovada em Conselho de Ministros encurta de três para dois meses a mora que permite resolver o contrato, dá seis meses ao senhorio para agir, liberta a renda inicial dos novos contratos e mexe nos contratos anteriores a 1990.

Hoje, um inquilino tem de acumular três meses de renda em atraso para o senhorio poder pôr fim ao contrato. Na reforma que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, bastam dois. É a mudança mais direta de um pacote que o Executivo apresenta como uma forma de trazer casas de volta ao mercado do arrendamento, e que anunciou como reforma para aumentar a oferta de habitação. Nada disto está em vigor: é uma proposta de lei, tem de ser discutida e votada na…

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Gráfico de barras com a variação anual das rendas em julho de 2026: Faro 34%, Viana do Castelo 19%, Madeira 12%, Guarda 11%
Imobiliário 10 de agosto de 2026

Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa

Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.

Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série. Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do…

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Edifício do antigo Grémio da Lavoura de Coimbra visto do pátio de acesso, ladeado pelos pequenos armazéns da cooperativa
Imobiliário 10 de agosto de 2026

O antigo Grémio da Lavoura, na Baixa de Coimbra, mudou de dono por 5,8 milhões (e vai dar habitação)

A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu a um fundo imobiliário espanhol o edifício junto à antiga Estação Nova, à venda desde 2019. São mais de seis mil metros quadrados de índice de construção e a escritura foi assinada na quinta-feira.

Esteve sete anos à espera de comprador e mudou de mãos na quinta-feira. A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu por 5,8 milhões de euros o edifício do antigo Grémio da Lavoura, junto à desativada Estação Nova, na Baixa da cidade, a um fundo imobiliário espanhol. O negócio ficou perto do objetivo que a cooperativa tinha traçado. Segundo o presidente, Pedro Pimenta, ao longo dos anos em que o imóvel esteve no mercado as propostas que iam chegando eram…

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