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Gráfico de barras da Tugadaily comparando a taxa de IRS sobre a renda em três regimes: 28% sem regime, 10% na renda moderada e zero no RSAA
Imobiliário 3 de setembro de 2026

Zero de IRS ou 10%: as duas contas que o senhorio tem de fazer desde 1 de setembro

O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível entrou em vigor a 1 de setembro e isenta as rendas de IRS e IRC, desde que fiquem abaixo do tecto do concelho. A alternativa é a taxa de 10%, que tem prazo de validade em 2029.

Desde 1 de setembro, quem tem uma casa para arrendar em Portugal tem duas contas a fazer, e a resposta muda de concelho para concelho. O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível substituiu o antigo Programa de Apoio ao Arrendamento, e ao lado dele entraram em vigor os Contratos de Investimento para Arrendamento. Os dois saíram do pacote fiscal da habitação aprovado em maio.

A primeira conta é a mais fácil de fazer. Um contrato de habitação com renda até 2.300 euros por mês em 2026 pode ser tributado à taxa autónoma de 10%, em vez dos 28% que se aplicam por defeito aos rendimentos prediais. Tem uma data marcada: vale até 31 de dezembro de 2029.

A segunda é mais radical. Quem entrar no regime simplificado não paga nada sobre as rendas, com isenção total de IRS ou de IRC enquanto o contrato durar e as condições forem respeitadas. O preço é o valor da renda. O ponto de partida para o tecto são 80% da mediana das rendas por metro quadrado que o INE apura no concelho onde está a casa, e o limite final ainda depende de regulamentação complementar, podendo variar com a tipologia, a eficiência energética ou a existência de estacionamento. Não há um tecto nacional único, ao contrário dos 2.300 euros da renda moderada. Já tínhamos lido a letra pequena deste regime quando ele foi publicado, em maio.

Quando é que zero compensa mais do que 10%

Depende do que a casa consegue pedir no mercado livre. Se a renda de mercado já anda perto do limite do concelho, a isenção total ganha quase sempre, e ganha sem prazo, porque o regime simplificado não tem a caducidade de 2029 que a taxa de 10% arrasta. Se o imóvel permite uma renda bastante acima desse tecto, dez por cento sobre o valor cheio pode render mais do que zero por cento sobre um valor cortado.

Há detalhe a ler antes de decidir. A adesão faz-se na plataforma eletrónica do IHRU, com o contrato e a prova de comunicação às Finanças submetidos até 15 de janeiro do ano seguinte ao da assinatura. Os contratos têm de durar pelo menos três anos para residência permanente, ou três meses renováveis quando servem estudantes e trabalhadores deslocados. Se a renda ultrapassar o limite aplicável, o benefício cai e o imposto em falta regressa com juros compensatórios. O regime também abrange o arrendamento parcial, de um quarto por exemplo, desde que o espaço tenha autonomia e condições de habitabilidade.

O segundo instrumento é para quem constrói

Os Contratos de Investimento para Arrendamento são outra coisa e destinam-se a outra gente. Assinam-se com o IHRU, em representação do Estado, podem vigorar até 25 anos e foram desenhados para quem constrói, reabilita ou compra imóveis para arrendar em escala. Trazem isenção de IMT e de Imposto do Selo na compra, isenção de IMI nos primeiros oito anos e redução de metade no resto do contrato, isenção de AIMI durante toda a vigência, IVA de 6% nas empreitadas elegíveis e restituição de metade do IVA suportado em arquitetura, engenharia e projetos.

As contrapartidas são pesadas. O arrendamento tem de começar no prazo de cinco anos após a assinatura quando há obra pelo meio, ou de um ano quando o imóvel já estava destinado a arrendamento. Durante o contrato o imóvel não se vende livremente: o comprador tem de assumir formalmente a posição do investidor perante o IHRU. E em caso de incumprimento há reposição dos benefícios, que pode chegar à totalidade do apoio nos primeiros dez anos, sempre com juros.

Para quem arrenda, a compensação é mais discreta do que para quem põe a casa no mercado. A dedução das rendas em IRS sobe para 900 euros já sobre as rendas pagas em 2026 e para mil euros a partir de 2027, num ano em que a prestação de quem revê o crédito à habitação está a subir e o arrendamento continua a ser a alternativa cara.

Por Duarte Figueiredo

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A Lei n.º 48/2026 faz uma interpretação autêntica da verba 2.23 do Código do IVA e retroage a 2009. A Ordem dos Contabilistas Certificados avisa que o prazo de caducidade de quatro anos limita quem pode recuperar dinheiro.

Durante quinze anos houve uma armadilha escondida no IVA da reabilitação urbana. A obra estava dentro de uma área de reabilitação urbana devidamente delimitada, o empreiteiro achava que aplicava 6%, e depois a Autoridade Tributária vinha dizer que não: faltava a câmara ter aprovado uma operação de reabilitação urbana para aquela área. Resultado, 23%. A Lei n.º 48/2026 acabou de decidir que a leitura correta era sempre a primeira.

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Gráfico de barras da Tugadaily: meta do PRR 26 mil casas, previsão de 28 mil até final de agosto de 2026 e 40 mil até dezembro
Imobiliário 15 de agosto de 2026

A meta europeia eram 26 mil casas. O Governo diz que entrega 28 mil até ao fim de agosto

O prazo do PRR fecha a 31 de agosto e o 1.º Direito era a meta de habitação mais fácil de contar. Numa nota conjunta deste sábado, dois ministérios dizem que vai ser ultrapassada — e prometem 40 mil casas até dezembro.

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Imobiliário 11 de agosto de 2026

São duas travessias novas no Tejo em dez anos, e uma delas desce no Barreiro

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Gráfico Tugadaily: meses de renda em atraso até o senhorio poder resolver o contrato, três hoje e dois na proposta do Governo
Imobiliário 11 de agosto de 2026

Dois meses de renda em atraso passam a bastar para acabar o contrato. A proposta ainda tem de ir ao Parlamento

A reforma do arrendamento urbano aprovada em Conselho de Ministros encurta de três para dois meses a mora que permite resolver o contrato, dá seis meses ao senhorio para agir, liberta a renda inicial dos novos contratos e mexe nos contratos anteriores a 1990.

Hoje, um inquilino tem de acumular três meses de renda em atraso para o senhorio poder pôr fim ao contrato. Na reforma que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, bastam dois. É a mudança mais direta de um pacote que o Executivo apresenta como uma forma de trazer casas de volta ao mercado do arrendamento, e que anunciou como reforma para aumentar a oferta de habitação. Nada disto está em vigor: é uma proposta de lei, tem de ser discutida e votada na…

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Gráfico de barras com a variação anual das rendas em julho de 2026: Faro 34%, Viana do Castelo 19%, Madeira 12%, Guarda 11%
Imobiliário 10 de agosto de 2026

Qual é o distrito mais caro para arrendar casa em Portugal? Já não é Lisboa

Faro chegou a 22,5 euros por metro quadrado em julho e ultrapassou pela primeira vez o distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. No conjunto do país as rendas subiram 0,9%, interrompendo seis meses seguidos de descidas.

Durante anos houve uma resposta automática para esta pergunta. Em julho deixou de haver. O distrito de Faro passou a ter a renda mediana mais alta do país, 22,5 euros por metro quadrado, e ficou à frente do distrito de Lisboa, nos 21,4 euros. É a primeira vez que acontece nesta série. Os dados são do índice de preços do idealista relativo a julho e chegam com um segundo número que muda o enquadramento. As rendas em Portugal subiram 0,9% face a julho do…

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Edifício do antigo Grémio da Lavoura de Coimbra visto do pátio de acesso, ladeado pelos pequenos armazéns da cooperativa
Imobiliário 10 de agosto de 2026

O antigo Grémio da Lavoura, na Baixa de Coimbra, mudou de dono por 5,8 milhões (e vai dar habitação)

A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu a um fundo imobiliário espanhol o edifício junto à antiga Estação Nova, à venda desde 2019. São mais de seis mil metros quadrados de índice de construção e a escritura foi assinada na quinta-feira.

Esteve sete anos à espera de comprador e mudou de mãos na quinta-feira. A Cooperativa Agrícola de Coimbra vendeu por 5,8 milhões de euros o edifício do antigo Grémio da Lavoura, junto à desativada Estação Nova, na Baixa da cidade, a um fundo imobiliário espanhol. O negócio ficou perto do objetivo que a cooperativa tinha traçado. Segundo o presidente, Pedro Pimenta, ao longo dos anos em que o imóvel esteve no mercado as propostas que iam chegando eram…

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Gráfico de barras Tugadaily com o índice ISSI no terceiro trimestre de 2026: venda em 67 pontos e arrendamento em 50
Imobiliário 7 de agosto de 2026

A confiança no arrendamento caiu para o valor mais baixo de sempre (50,3 pontos em 100)

O índice do idealista que mede o otimismo dos agentes imobiliários recuou nos dois mercados no terceiro trimestre. Na venda desceu de 71,6 para 67,1, o mínimo desde 2024.

Quem vive de vender e arrendar casas em Portugal está mais pessimista do que em qualquer momento dos últimos dois anos e meio. O índice trimestral que mede essa temperatura, o ISSI, colocou o arrendamento em 50,3 pontos numa escala de 0 a 100 no terceiro trimestre de 2026. É o valor mais baixo desde que o indicador existe, e a maior queda trimestral também. Na compra e venda o quadro é menos dramático mas segue o mesmo sentido. As expectativas dos…

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