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Estátuas do Android no relvado do campus da Google em Mountain View
Tecnologia 18 de julho de 2026

A Google vai ter de abrir o Android aos rivais — Bruxelas já pôs o relógio a contar

Bruxelas obrigou a Google a abrir o Android a assistentes de IA rivais e a partilhar dados de pesquisa ao abrigo do DMA. As mudanças têm de estar feitas até julho de 2027.

O Android sempre foi a casa da Google — e Bruxelas acaba de a obrigar a entregar chaves aos vizinhos. Ao abrigo do Digital Markets Act, a Comissão Europeia determinou que a Google tem de abrir o Android a assistentes de inteligência artificial rivais e partilhar dados de pesquisa com concorrentes. O incumprimento pode custar multas até 10% da faturação global anual.

O que é que a Google é obrigada a mudar?

Duas coisas grandes. No Android, os assistentes de IA rivais vão poder funcionar como o Gemini funciona hoje: o utilizador escolhe o preferido, acorda-o por voz e usa-o dentro das aplicações — para pedir um táxi ou sugerir respostas numa conversa, por exemplo. Na pesquisa, a Google terá de partilhar com motores rivais e chatbots de IA os mesmos dados, devidamente anonimizados, que usa para melhorar o seu próprio serviço, com o objetivo declarado de reequilibrar o terreno de jogo.

Quando entram as mudanças em vigor?

A partilha de dados de pesquisa começa em janeiro de 2027 e as alterações ao Android têm de estar concluídas até julho de 2027; até 27 de julho deste ano é esperada a ordem de conformidade que detalha o caminho. É mais um capítulo do braço de ferro entre Bruxelas e as grandes tecnológicas, numa altura em que a IA se tornou o novo campo de batalha — a mesma pressão regulatória que se cruza com a guerra judicial entre a Apple e a OpenAI do outro lado do Atlântico. O enquadramento oficial do DMA está no portal da Comissão Europeia.

Para quem tem um telemóvel Android no bolso, a tradução é simples: dentro de um ano, o assistente que responde quando diz “olá” pode finalmente ser escolhido por si — e não pela Google.

Por Oliver Grant

Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Wafer de silício multicristalino com reflexos iridescentes sobre uma bancada de laboratório
Tecnologia 18 de julho de 2026

As ações dos chips afundaram — bastou a OpenAI ficar mais eficiente e a Meta mostrar o Iris

O índice de semicondutores caiu 6% depois de a OpenAI reportar cortes de custos de inferência para metade e de a Meta confirmar o chip próprio Iris para setembro. AMD, Intel e Nvidia sofreram.

O medo que paira há meses sobre o mercado dos semicondutores tem agora uma pergunta concreta: se os laboratórios de IA conseguem espremer muito mais dos chips que já têm, quantos chips novos é que realmente precisam de comprar? Foi essa dúvida que sexta-feira varreu Wall Street e empurrou o índice de semicondutores para uma queda na ordem dos 6%. Dois golpes no mesmo dia. Primeiro, um relatório do The Information descreveu engenheiros da OpenAI a celebrar…

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A fachada da câmara municipal de São Francisco, nos Estados Unidos
Tecnologia 18 de julho de 2026

São Francisco quer as apps de 'nudify' fora das lojas da Apple e da Google

A procuradoria de São Francisco enviou intimações à Apple e à Google para removerem 13 apps de IA que criam imagens sexuais não consentidas, sobretudo de mulheres e raparigas.

A cidade de São Francisco decidiu atacar um dos usos mais tóxicos da IA generativa pela porta onde dói: as lojas de aplicações. O procurador municipal enviou intimações à Apple e à Google a exigir a remoção de 13 apps de troca de rosto e "nudify" — ferramentas usadas esmagadoramente para criar imagens sexuais falsas de pessoas reais, sem consentimento, sobretudo de mulheres e raparigas. São aplicações que pegam numa fotografia normal e geram uma versão…

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Vista do horizonte de Pudong, em Xangai, cidade que acolhe a World AI Conference
Tecnologia 17 de julho de 2026

Xi Jinping foi pela primeira vez abrir a WAIC — e a mensagem sobre a IA tinha destinatário certo

Xi Jinping fez o discurso de abertura da World AI Conference em Xangai pela primeira vez, a defender uma IA de código aberto e cooperação global, com promessas concretas para os países em desenvolvimento.

A World AI Conference de Xangai já vai na sua nona edição, mas nunca tinha visto isto: Xi Jinping em pessoa a abrir o evento. O líder chinês subiu esta sexta-feira ao palco da WAIC pela primeira vez desde que a conferência nasceu, em 2018, e o gesto diz tanto como o discurso — a IA passou oficialmente para o topo da agenda política chinesa, no preciso momento em que as restrições americanas apertam o acesso da China aos chips mais avançados. Coisas bem…

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Captura de ecrã do chatbot Kimi, da Moonshot AI, a responder a uma pergunta
Tecnologia 17 de julho de 2026

O Kimi K3 é o maior modelo aberto de sempre — e deixa a China a um passo dos gigantes americanos

A chinesa Moonshot AI lançou o Kimi K3, um modelo aberto com 2,8 biliões de parâmetros que bate o GPT-5.5 e o Claude Opus em vários testes. As bolsas asiáticas tremeram.

Chama-se Kimi K3, tem 2,8 biliões de parâmetros e é, segundo a Moonshot AI, o maior modelo de inteligência artificial aberto alguma vez publicado. A startup de Pequim soltou-o esta semana com pompa calculada — dias antes da Conferência Mundial de IA, em Xangai — e os números explicam o alarido: nos testes de referência, o K3 anda taco a taco com os sistemas fechados mais poderosos dos Estados Unidos. Nos benchmarks divulgados, o modelo supera o Claude…

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Um telemóvel OnePlus a carregar com o cabo vermelho característico da marca
Tecnologia 17 de julho de 2026

A OnePlus sai da Europa e deixa quem tem um telemóvel da marca a olhar para o próximo

A OnePlus confirmou que deixa de lançar telemóveis na Europa e na América do Norte. Quem já tem um mantém atualizações e assistência — o que muda para quem comprava OnePlus em Portugal.

Durante uns anos, a OnePlus foi a resposta óbvia a quem dizia que um bom telemóvel tinha de custar mil euros. Agora acabou: a marca confirmou a 16 de julho que deixa de lançar produtos novos na Europa e na América do Norte. Nada de imediato, e essa é a boa notícia. A empresa garantiu que os direitos dos utilizadores atuais se mantêm, incluindo assistência pós-venda e atualizações de software. Ou seja, o telemóvel que tem no bolso continua a funcionar e a…

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O Waze em utilização num ecrã de carro via Apple CarPlay
Tecnologia 17 de julho de 2026

O Waze ganhou voz com o Gemini — e um modo que finalmente se cala

A atualização de julho do Waze traz pesquisa por voz com o Gemini, relatórios de trânsito falados, rotas personalizadas pelos hábitos do condutor e um modo 'menos falador' que corta as instruções ao essencial. Chega a Android e iOS.

Quem conduz com o Waze conhece o dilema: a app é preciosa, mas não se cala. A atualização de julho ataca exatamente aí — chega um modo de voz "menos falador" que reduz as instruções ao essencial (mudanças de direção e perigos na estrada) e deixa a música e os podcasts em paz. Está a chegar a Android e iOS. A voz passa a perceber português de gente. Com a integração do Gemini, dá para reportar incidentes falando naturalmente — descrever o buraco ou o…

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Bandeiras de países da União Europeia hasteadas em frente ao Parlamento Europeu, em Bruxelas
Tecnologia 16 de julho de 2026

O AI Act entra na fase a sério a 2 de agosto — eis o que muda para quem usa IA em Portugal

A 2 de agosto de 2026 aplicam-se as obrigações principais do AI Act, incluindo as regras para sistemas de IA de risco elevado usados em recrutamento, crédito, educação ou serviços essenciais. O que muda para empresas em Portugal.

A resposta direta: a 2 de agosto de 2026 o AI Act — o regulamento europeu da inteligência artificial — entra na sua fase mais exigente, com a aplicação das obrigações para os sistemas de risco elevado e do grosso das regras de transparência. Para muitas empresas portuguesas que usam IA em decisões sobre pessoas, o período de aquecimento acaba este verão. O regulamento está em vigor desde agosto de 2024, mas foi desenhado para aterrar por etapas: primeiro…

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Ícone da aplicação Instagram em grande plano num ecrã de smartphone
Tecnologia 16 de julho de 2026

A Meta matou a função de IA do Instagram que imitava fotos de perfis públicos — durou três dias

A Meta removeu do Instagram a função do Muse Image que gerava imagens a partir das fotos e do estilo de contas públicas sem autorização dos donos. A ferramenta caiu três dias depois do lançamento, sob críticas de utilizadores e artistas.

Três dias. Foi quanto durou a função mais polémica que o Instagram lançou este verão: uma ferramenta do Muse Image que permitia mencionar qualquer conta pública com um arroba e pedir à IA que gerasse imagens novas inspiradas nas fotos, no estilo visual e na informação desse perfil — tudo sem pedir licença ao dono. A Meta anunciou a remoção num blogpost a 10 de julho, com a explicação diplomática do costume: a funcionalidade "não atingiu o objetivo…

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O realizador Christopher Nolan a falar num painel
Tecnologia 16 de julho de 2026

Uma Odisseia feita por IA quis roubar o palco a Nolan — e a internet respondeu com um sonoro 'slop'

Dias antes da estreia de A Odisseia de Christopher Nolan, um estúdio de IA anunciou Odysseus: The Fall, um filme de 135 minutos gerado por inteligência artificial. A reação foi impiedosa.

O timing não foi acidente nenhum. A poucos dias de A Odisseia de Christopher Nolan chegar às salas, um autoproclamado estúdio de cinema de IA anunciou a sua própria versão do poema de Homero: Odysseus: The Fall, um filme de 135 minutos inteiramente gerado por inteligência artificial. A jogada de marketing funcionou — toda a gente falou dela. Só que não pelas razões que o estúdio queria. A obra é assinada por Ash Koosha e pela Fountain O, empresa sediada…

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O portão sul de Zhongnanhai, sede do governo chinês, em Pequim
Tecnologia 16 de julho de 2026

A China proibiu os namorados de IA — e há milhões a fazer o luto

Novas regras na China proíbem plataformas de IA de oferecer companheiros virtuais românticos, com veto total a menores. ByteDance, Alibaba e Tencent desligaram as funções — e os utilizadores despedem-se.

Acabou o romance entre milhões de chineses e os seus namorados digitais. Entraram em vigor esta quarta-feira na China novas regras que proíbem as plataformas de inteligência artificial de oferecer companheiros virtuais com traços de relação amorosa — a primeira grande economia do mundo a cortar a direito no negócio da companhia artificial. Três coisas, no essencial: companheiros virtuais românticos deixam de poder ser oferecidos, os menores ficam…

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Gráfico de barras com as notas de segurança de nove empresas de IA, de Anthropic (2,66) a Mistral (0,33)
Tecnologia 15 de julho de 2026

Ninguém passou no exame de segurança da IA, e a europeia Mistral ficou em último de nove

O Índice de Segurança da IA do Future of Life Institute deu C+ à melhor empresa e chumbou três. A Mistral, maior esperança europeia, ficou em nono e último lugar.

Nenhuma empresa de inteligência artificial teve nota positiva. Essa é a conclusão curta do Índice de Segurança da IA do Future of Life Institute, publicado este mês, que pôs um painel de sete especialistas independentes a avaliar nove empresas em 37 indicadores. A melhor nota de todas foi um C+. Essa melhor nota foi para a Anthropic, com 2,66 numa escala de 0 a 4. Seguem-se a OpenAI com 2,28 e a Google DeepMind com 2,01, ambas com C. A Meta ficou-se por…

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Kathy Hochul, governadora do estado de Nova Iorque
Tecnologia 15 de julho de 2026

Nova Iorque disse basta aos data centers da IA — e é o primeiro estado dos EUA a fazê-lo

Kathy Hochul assinou a primeira moratória estadual dos EUA a novos data centers hiperescala: até um ano de pausa nas licenças ambientais, com 39 candidaturas à espera. E a pergunta que fica é quem paga a eletricidade.

Nova Iorque acaba de fazer aquilo que nenhum outro estado norte-americano tinha feito: carregou no botão de pausa aos data centers da inteligência artificial. A governadora Kathy Hochul assinou a 14 de julho uma ordem executiva que suspende, por até um ano, as licenças ambientais estatais para novos centros de dados hiperescala. O timing não é inocente. Há quatro data centers hiperescala já a funcionar no estado — e 39 candidaturas à espera de resposta.…

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Drone pousado sobre equipamento militar
Tecnologia 14 de julho de 2026

Helsing: a startup europeia de IA de defesa vale agora 18 mil milhões

A alemã Helsing, especializada em inteligência artificial e drones autónomos para defesa, fechou uma ronda de 1,8 mil milhões de dólares e é já a startup mais valiosa da Europa no setor.

A Europa quer deixar de depender dos Estados Unidos e da China para a sua tecnologia militar — e acaba de pôr muito dinheiro em cima da mesa para o provar. A Helsing, uma startup alemã de inteligência artificial de defesa, fechou uma ronda de financiamento de 1,8 mil milhões de dólares que a avalia em cerca de 18 mil milhões, tornando-a na empresa mais valiosa do género no continente. Sediada em Munique, a Helsing desenvolve software de inteligência…

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Linhas de código de software num ecrã
Tecnologia 13 de julho de 2026

Tekever compra Cloudsweep: o unicórnio dos drones reforça a aposta na IA

A Tekever, unicórnio português dos drones, comprou a startup de inteligência artificial Cloudsweep para acelerar o seu software de defesa e segurança.

A Tekever, o unicórnio português dos drones, comprou a Cloudsweep, uma startup nacional de inteligência artificial, para acelerar o desenvolvimento do seu software de defesa e segurança. O valor do negócio não foi revelado, mas a lógica é clara: em vez de esperar por talento de IA, a Tekever foi comprá-lo. É uma startup portuguesa dedicada a aplicar inteligência artificial ao desenvolvimento de software, ou seja, a usar IA para escrever e melhorar código…

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