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Vista da baía e da linha de arranha-céus de Luanda, capital de Angola
Negócios 18 de julho de 2026

O investimento angolano em Portugal quase duplicou — e já vale mais do que o português em Angola

O stock de investimento direto de Angola em Portugal atingiu 4.525,7 milhões de euros no final de 2025, mais 152% do que em 2021, e supera em 2.115 milhões o investimento português em Angola.

Durante décadas, a história contou-se sempre no mesmo sentido: empresas portuguesas a investir em Angola. Os números do Banco de Portugal mostram que a corrente inverteu — o stock de investimento direto angolano em Portugal chegou aos 4.525,7 milhões de euros no final de 2025, e já ultrapassa em 2.115 milhões o valor que as empresas portuguesas têm aplicado em Angola.

Quanto investe Angola em Portugal?

Os tais 4,5 mil milhões de euros representam um salto de 50,9% num só ano e de 152% face a 2021 — ou seja, o stock mais do que duplicou em quatro anos. No ranking dos 62 países investidores que o Banco de Portugal acompanha, Angola subiu de 14.º para 9.º; em sentido contrário, Portugal caiu de terceiro para sétimo entre os destinos do investimento direto português no estrangeiro. As séries completas estão disponíveis no BPstat, o portal de estatísticas do Banco de Portugal, para quem quiser escavar.

Porque está a corrente a inverter-se?

O primeiro trimestre de 2026 resume bem o momento: Angola aplicou 96,1 milhões de euros em Portugal, enquanto o investimento português em Angola foi negativo em 50,2 milhões — ou seja, saiu mais capital do que entrou. Do lado angolano pesam as grandes fortunas e empresas à procura de porto seguro na zona euro, com o imobiliário, a banca e a energia entre os destinos habituais; do lado português pesam a prudência num mercado que já foi um eldorado e a concorrência de outros destinos para o capital nacional. Os laços entre os dois países, que vão muito além do capital e passam também pela mobilidade CPLP, garantem que esta relação continua a ser das mais densas da economia portuguesa.

Para Lisboa, o capital angolano é bem-vindo numa economia sedenta de investimento — mas a inversão também diz muito sobre o lugar de cada um: Portugal está mais barato para quem vem de fora do que ambicioso a investir lá fora. É uma fotografia que vale a pena guardar.

Por Beatriz Mota

Imagem: David Stanley from Nanaimo, Canada / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Dario Amodei, cofundador e CEO da Anthropic, em palco na conferência TechCrunch Disrupt
Negócios 19 de julho de 2026

A Anthropic prepara-se para chegar à bolsa já em outubro — antes da OpenAI

A Anthropic, dona do Claude, tem bancos a marcar reuniões com investidores para um IPO que pode acontecer já em outubro, à frente da OpenAI.

A corrida das gigantes da inteligência artificial à bolsa tem um favorito novo. A Anthropic, a empresa por trás dos modelos Claude, já tem os bancos a agendar reuniões entre investidores e a sua equipa executiva, o passo clássico que antecede uma estreia em bolsa — e, segundo a imprensa financeira norte-americana, o IPO pode acontecer já em outubro. Nenhuma data está fechada, mas o calendário aponta para o outono: a empresa entregou o registo confidencial…

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Barras de ouro
Negócios 18 de julho de 2026

Mercados em acompanhamento: ouro, Fed, petróleo e bolsas

O nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal — ouro, decisões da Fed e do BCE, petróleo e bolsas. Atualizado a cada novidade.

Este é o nosso acompanhamento contínuo dos mercados que mexem com as poupanças em Portugal. Em vez de um artigo novo por cada oscilação, atualizamos esta página sempre que há algo que interessa: ouro, decisões da Reserva Federal e do Banco Central Europeu, petróleo e as principais bolsas. Para o contexto de fundo sobre a economia portuguesa, veja o nosso balanço de meio de ano. Os dados oficiais estão no Banco de Portugal.

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Tim Cook, presidente executivo da Apple, sorridente numa reunião na Comissão Europeia
Negócios 18 de julho de 2026

A Apple voltou a valer mais do que a Nvidia — e caminha para os 5 biliões

A Apple ultrapassou a Nvidia e voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, com 4,88 biliões de dólares de capitalização, pela primeira vez desde abril de 2025.

A Apple fechou a sexta-feira como a empresa mais valiosa do mundo, com uma capitalização de 4,88 biliões de dólares — ligeiramente acima dos cerca de 4,86 biliões da Nvidia, que caiu 3,5% na sessão. É a primeira vez desde abril de 2025 que a maçã recupera o trono, e a fasquia simbólica seguinte já se vê daqui: os 5 biliões. Menos por magia própria e mais por uma rotação em curso em Wall Street. Depois de anos a premiar quem vende as pás da corrida ao ouro…

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A sede do Fundo Monetário Internacional em Washington
Negócios 17 de julho de 2026

O FMI deu boa nota aos bancos portugueses — e as PME podem sentir o aperto

A avaliação do FMI ao sistema financeiro português (FSAP) confirma bancos sólidos, mas aponta a exposição ao imobiliário e à dívida. Consultores avisam que o crédito às PME fica mais exigente.

Boa notícia primeiro: o exame mais exigente que existe ao sistema financeiro nacional deu positivo. O relatório do FSAP, o programa de avaliação do setor financeiro do FMI divulgado esta sexta-feira pelo Banco de Portugal, conclui que os bancos portugueses aguentaram bem os últimos anos — pandemia, subida das taxas de juro, instabilidade geopolítica — com capital, liquidez e rendibilidade em níveis adequados. Duas vulnerabilidades, e nenhuma delas é…

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Banca de fruta e legumes no mercado municipal de Olhão
Negócios 17 de julho de 2026

Os preços dos alimentos vão sentir mais o calor do que a guerra, avisam os economistas

As ondas de calor deste verão devem pesar mais nos preços dos alimentos na zona euro em 2027 do que o conflito no Irão, diz a Oxford Economics. O BCE calcula que o calor de 2022 somou 0,67 pontos à inflação alimentar — e o sul da Europa foi o mais atingido.

A conta do supermercado do próximo ano está a ser escrita agora, nos campos a torrar ao sol. Economistas avisam que as ondas de calor deste verão são hoje uma ameaça maior para os preços dos alimentos na Europa do que a guerra no Irão — porque as colheitas danificadas devem pesar mais do que o efeito, já em queda, do petróleo e dos fertilizantes mais caros. Porque estraga a produção antes de ela chegar à prateleira. O aviso vem da Oxford Economics, pela…

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Grades vermelhas com garrafas de vidro da Coca-Cola (imagem de arquivo)
Negócios 16 de julho de 2026

A Coca-Cola travou a produção da Fairlife nos EUA — um ransomware chegou às linhas de fabrico

A Coca-Cola suspendeu temporariamente a produção da marca de lácteos Fairlife nos Estados Unidos depois de um ataque de ransomware ter atingido sistemas ligados à produção. O Canadá não foi afetado.

Não foi uma avaria nem uma greve: foi um ataque informático que parou as linhas. A Coca-Cola comunicou esta quinta-feira ao regulador americano que a Fairlife, a sua marca de leite e bebidas proteicas, suspendeu temporariamente a produção nos Estados Unidos depois de um ransomware ter chegado a sistemas da empresa — incluindo os que estão ligados à produção. Segundo o comunicado entregue à SEC, a Fairlife detetou um acesso não autorizado de terceiros a…

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Bombas de combustível numa gasolineira em Paranhos, no Porto
Negócios 16 de julho de 2026

Os combustíveis sobem depressa e descem devagar? O Governo quer saber porquê — e admite fixar margens

A ministra do Ambiente e Energia deu 20 dias úteis à ERSE para explicar a formação dos preços dos combustíveis e admite, pela primeira vez, fixar margens máximas se houver distorções graves.

É a pergunta que qualquer condutor português já fez na bomba: porque é que o litro dispara mal o petróleo sobe, mas demora semanas a aliviar quando o petróleo cai? Agora é o Governo que a faz — por escrito, com prazo e com uma ameaça inédita pendurada no fim. Numa carta enviada ao presidente da ERSE, Pedro Verdelho, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, deu ao regulador 20 dias úteis para explicar a formação dos preços dos…

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Cartão da Trade Republic sobre uma vista panorâmica de Lisboa
Negócios 16 de julho de 2026

A Trade Republic passou a ter IBAN português — e paga 3% para desafiar a banca

A Trade Republic abriu sucursal em Portugal e os clientes passam a ter IBAN PT50, com juros de 3% sobre o dinheiro parado. A integração com o MB Way está em estudo.

Quem anda nas contas via Google já deu por ela: a Trade Republic está em todo o lado esta quinta-feira. O banco digital alemão abriu oficialmente uma sucursal em Portugal e, com ela, os clientes portugueses deixam o IBAN alemão e passam a ter um IBAN nacional, começado em PT50 — o detalhe que faz toda a diferença na hora de receber o ordenado ou pagar a renda sem sustos com transferências recusadas. A par da mudança de matrícula, a proposta que fez a…

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Estafetas da Glovo com as mochilas amarelas junto às suas motas
Negócios 16 de julho de 2026

A Glovo em Portugal vai mudar de dono — foi vendida a um fundo americano no negócio Uber-Delivery Hero

A operação da Glovo em Portugal é um dos 14 negócios que a Delivery Hero vai vender ao fundo SSW Partners por cerca de 1.400 milhões de euros, no âmbito da compra da Delivery Hero pela Uber.

A mochila amarela que sobe e desce as ruas das cidades portuguesas vai ter novos patrões. A operação da Glovo em Portugal foi incluída num pacote de 14 negócios que a Delivery Hero, dona da marca, vai vender ao fundo norte-americano SSW Partners — uma peça lateral, mas importante, do xadrez em que a Uber compra a gigante alemã das entregas. A SSW Partners, um fundo de investimento norte-americano, que vai pagar cerca de 1.400 milhões de euros por…

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Balcões de check-in no Terminal 2 do aeroporto de Lisboa com passageiros em fila
Negócios 15 de julho de 2026

Os aeroportos portugueses fizeram 7,1 milhões de passageiros em maio e bateram outro recorde

Os aeroportos nacionais movimentaram 7,1 milhões de passageiros em maio de 2026, mais 2,9% do que há um ano e um novo máximo histórico, segundo o INE. Lisboa concentra metade do tráfego.

Sete vírgula um milhões de pessoas passaram pelos aeroportos portugueses em maio. Num mês. Que nem sequer é época alta. É um novo máximo histórico, mais 2,9% do que em maio do ano passado, e vem confirmar aquilo que qualquer pessoa que tenha tentado passar a segurança na Portela às sete da manhã já sabia: isto não está a abrandar. Foram 7,1 milhões, entre embarques, desembarques e trânsitos diretos, distribuídos por 23,8 mil aterragens de voos comerciais,…

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Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, a discursar num púlpito
Negócios 15 de julho de 2026

A economia acelerou no segundo trimestre, diz o ministro das Finanças — e a fatura do PRR é que trava o resto

Miranda Sarmento garantiu no Parlamento que consumo, investimento e exportações aceleraram no segundo trimestre de 2026. O senão: os empréstimos do PRR comem a margem orçamental.

Se andava à espera de más notícias sobre a economia, esta quarta-feira não trouxe nenhuma. Miranda Sarmento foi ao Parlamento e disse que os dados do segundo trimestre são francamente positivos, com aceleração do consumo, do investimento e das exportações. A estimativa rápida do INE só sai no fim do mês, por isso ainda é uma promessa e não um facto — mas é a leitura do próprio Governo, e essa costuma ser conservadora quando pode. O retrato que o ministro…

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José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar
Negócios 15 de julho de 2026

Os adubos dispararam, e Bruxelas acaba de dar a Portugal 162 milhões para segurar os agricultores

O Conselho da UE deixou Portugal transferir até 162,2 milhões para pagamentos diretos a quem produz, por causa do preço dos fertilizantes. Agora o Governo tem até final de agosto para decidir o que faz com eles.

Portugal acaba de ganhar 162,2 milhões de euros de margem para meter dinheiro diretamente no bolso dos agricultores. Não é dinheiro novo que cai do céu — é autorização para mexer no que já existe, e nestas coisas isso costuma valer quase o mesmo. O Conselho da União Europeia aprovou o regulamento que permite aos Estados-membros retirar verbas de outras áreas do plano estratégico da PAC, como o desenvolvimento rural, e canalizá-las para os pagamentos…

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Sede da Meta Platforms em Menlo Park, na Califórnia
Negócios 12 de julho de 2026

Meta quer duplicar a capacidade de computação para 14 gigawatts até 2027

Um memorando interno revela que a Meta planeia duplicar a computação para IA até 2027, com investimento recorde e um novo megacentro de dados no Canadá.

A Meta está a preparar a maior expansão de infraestrutura da sua história: segundo um memorando interno divulgado esta semana, a empresa planeia duplicar a capacidade total de computação para 14 gigawatts até 2027, com 7 gigawatts a entrar em funcionamento ainda este ano. Para pôr o número em perspetiva, um gigawatt equivale, grosso modo, à potência de uma central nuclear — e a Meta quer catorze só para treinar e servir modelos de inteligência artificial.…

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Sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, ao anoitecer
Negócios 12 de julho de 2026

Emprego na banca em máximos desde a queda do BES: mais 782 postos num ano

O emprego na banca portuguesa atingiu o nível mais alto desde a queda do BES, com 782 postos criados num ano — enquanto os balcões continuam a fechar.

Depois de uma década a encolher, a banca portuguesa voltou a contratar a sério: no último ano, o setor criou 782 postos de trabalho em termos líquidos, elevando o emprego para o nível mais alto desde a queda do BES, em 2014. É uma inversão de ciclo notável num setor que passou anos sinónimo de reestruturações e rescisões. Não é para os balcões — é para a tecnologia. Os bancos estão a reforçar equipas nas áreas digitais, de dados e de cibersegurança, e a…

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